Mistério feminino
14/04/2008
[inspirado num comentário que fiz outro dia neste post no blog do Gustavo Gitti]
Não acredito que um dia repentinamente nos tornemos Mulher.
Existe uma mulher dentro de cada uma de nós, desde que nascemos e ela vai brotando, desabrochando, florescendo devagar e sempre…
Brinca de casinha, de boneca, de médico. Rouba as roupas, sapatos, enfeites e batons da mãe e se projeta lúdica, diante do espelho, curiosa, premeditando o futuro.
Se espanta diante das transformações que o tempo vai imprimindo no seu corpo, os pêlos, as protuberâncias, os fluxos. Perplexa diante da descoberta das paixões, do sexo, das próprias contradições; do ritmo confuso dos hormônios que por diversas vezes comandam implacavelmente, noutras os sentimentos à flor da pele que desaguam sem nenhum aviso prévio.
Dores e delícias, ventre sagrado, coração imenso, um campo farto de amores: filiais, fraternos, maternais, românticos… A garra e a sensibilidade sempre juntas, uma força sutil e pujante; a insegurança e o medo convivendo o tempo todo com confiança e força.
Fazemo-nos mulher aos poucos, às vezes lenta, noutras intensa, mas sempre permeada pela imperfeição, esse liame que deseja ser imperceptível, mas que no fundo é a causa mais forte da nossa (in)completude.
É assim, creio, que nos tornamos Mulher, dia após dia.
(foto: Yoyce Tenesson)
[blog-amigas, tem novas indicações na página SELOS, passem lá prá conferir!]














14/04/2008 at 21:17
Sim… nos tornamos mulher diariamente e por vezes, deixamos isso por alguns momentos de lado e nos tornamos bichos Homens… o bicho Homo sapiens, esse que instintualmente não passa de um predador. Ser mulher é além disso… é ser presa predando e prezando pela vida e dando vidas…
Adorei o post dos Selos, Mulher Ardida! rs
Beijooooooooooooooooos
14/04/2008 at 22:15
Visite o Compartilhando as Letras.Seu Blog está muito lindo, atual e interessante.
http://www.compartilhandoasletras.blogspot.com
15/04/2008 at 12:14
As mulheres são multiplas…feiticeiras…são capazes de quando mulheres passarem desapercebidas por meninas e quando estas fazem prever um futuro ..mulher que dirá e será.
Bjs
15/04/2008 at 14:39
Somos mesmo flor que desabrocha,que encanta e que assusta.
Belo texto.
Bjocas
16/04/2008 at 10:01
Um texto lindo, Sarah.
Uma linda homenagem!
16/04/2008 at 10:03
Opa, estou voltando lá dos selos…
Mulher Ardida? Eu??
Só quando pego sol demais, menina!!!
Adorei, obrigada!
Beijos
16/04/2008 at 16:03
a-do-ro ser mulher. e tudo que é feito (desabrochado) sem pressa fica melhor, não?
bjim
16/04/2008 at 17:26
Sou uma mulher com jeito de menina… E sou feliz assim!
Beijão!
17/04/2008 at 17:49
e espero que isso seja a mais pura verdade.
17/04/2008 at 23:08
Gostei muito desse teu texto: a mulher não existe nunca pronta: via se tornando ao longo do tempo!
Abraços, flores, estrelas..
18/04/2008 at 9:51
Sarinha, adoreiiiiiii ganhar o selo “mulher ardida”.
Elogio e tanto esse, viu?
Você sempre muito carinhosa…
E aproveitando o gancho, concordo com você sobre o se descobrir mulher. É um processo. Às vezes somos mais mulheres em um dia, outras vezes, somos “homens” mais fortes que muitos homens.
Isso rende reflexão para vários dias.
Um beijo em você.
18/04/2008 at 10:42
Como um linda flor desabrochando…
(=
Beijo dona moça e ótimo fim de semana
:*
20/04/2008 at 22:01
Sara, a você a a Todos os seus Amigos, trago um presente:
“Selo Leila Diniz: Homenagem a quem vive a frente de seu tempo!
Com inteligência, bom humor e ousadia. Livre, até para errar.
Sem medo de ser feliz. Espalhando alegria e carinho.
Enfim, àquele que é protagonista da sua própria história!
E esse alguém é você!”
Eu o criei para circular pelo mundo virtual. Não ficar só restrito a Blog-osfera. A foto da Leila Diniz que escolhi, traduz o meu texto.
Para quem desse Selo gostar, peguem em meu Blog.
Beijo grande,
21/04/2008 at 16:17
gostei
16/05/2008 at 14:00
Linda foto…