Mistério feminino
[inspirado num comentário que fiz outro dia neste post no blog do Gustavo Gitti]
Não acredito que um dia repentinamente nos tornemos Mulher.
Existe uma mulher dentro de cada uma de nós, desde que nascemos e ela vai brotando, desabrochando, florescendo devagar e sempre…
Brinca de casinha, de boneca, de médico. Rouba as roupas, sapatos, enfeites e batons da mãe e se projeta lúdica, diante do espelho, curiosa, premeditando o futuro.
Se espanta diante das transformações que o tempo vai imprimindo no seu corpo, os pêlos, as protuberâncias, os fluxos. Perplexa diante da descoberta das paixões, do sexo, das próprias contradições; do ritmo confuso dos hormônios que por diversas vezes comandam implacavelmente, noutras os sentimentos à flor da pele que desaguam sem nenhum aviso prévio.
Dores e delícias, ventre sagrado, coração imenso, um campo farto de amores: filiais, fraternos, maternais, românticos… A garra e a sensibilidade sempre juntas, uma força sutil e pujante; a insegurança e o medo convivendo o tempo todo com confiança e força.
Fazemo-nos mulher aos poucos, às vezes lenta, noutras intensa, mas sempre permeada pela imperfeição, esse liame que deseja ser imperceptível, mas que no fundo é a causa mais forte da nossa (in)completude.
É assim, creio, que nos tornamos Mulher, dia após dia.
(foto: Yoyce Tenesson)
[blog-amigas, tem novas indicações na página SELOS, passem lá prá conferir!]














Sim… nos tornamos mulher diariamente e por vezes, deixamos isso por alguns momentos de lado e nos tornamos bichos Homens… o bicho Homo sapiens, esse que instintualmente não passa de um predador. Ser mulher é além disso… é ser presa predando e prezando pela vida e dando vidas…
Adorei o post dos Selos, Mulher Ardida! rs
Beijooooooooooooooooos
Visite o Compartilhando as Letras.Seu Blog está muito lindo, atual e interessante.
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As mulheres são multiplas…feiticeiras…são capazes de quando mulheres passarem desapercebidas por meninas e quando estas fazem prever um futuro ..mulher que dirá e será.
Bjs
Somos mesmo flor que desabrocha,que encanta e que assusta.
Belo texto.
Bjocas
Um texto lindo, Sarah.
Uma linda homenagem!
Opa, estou voltando lá dos selos…
Mulher Ardida? Eu??
Só quando pego sol demais, menina!!!
Adorei, obrigada!
Beijos
a-do-ro ser mulher. e tudo que é feito (desabrochado) sem pressa fica melhor, não?
bjim
Sou uma mulher com jeito de menina… E sou feliz assim!
Beijão!
e espero que isso seja a mais pura verdade.
Gostei muito desse teu texto: a mulher não existe nunca pronta: via se tornando ao longo do tempo!
Abraços, flores, estrelas..
Sarinha, adoreiiiiiii ganhar o selo “mulher ardida”.
Elogio e tanto esse, viu?
Você sempre muito carinhosa…
E aproveitando o gancho, concordo com você sobre o se descobrir mulher. É um processo. Às vezes somos mais mulheres em um dia, outras vezes, somos “homens” mais fortes que muitos homens.
Isso rende reflexão para vários dias.
Um beijo em você.
Como um linda flor desabrochando…
(=
Beijo dona moça e ótimo fim de semana
:*
Sara, a você a a Todos os seus Amigos, trago um presente:
“Selo Leila Diniz: Homenagem a quem vive a frente de seu tempo!
Com inteligência, bom humor e ousadia. Livre, até para errar.
Sem medo de ser feliz. Espalhando alegria e carinho.
Enfim, àquele que é protagonista da sua própria história!
E esse alguém é você!”
Eu o criei para circular pelo mundo virtual. Não ficar só restrito a Blog-osfera. A foto da Leila Diniz que escolhi, traduz o meu texto.
Para quem desse Selo gostar, peguem em meu Blog.
Beijo grande,
gostei
Linda foto…