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Archive for the ‘cidadania’ Category

Onde você mora?

01/09/2009 Sarah K 5 comentários

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Uma amiga me trouxe outro dia um jornalzinho chamado “Aurora da Rua“, que ela comprou na praça da Piedade (aqui em Salvador) e  me pediu para divulgar.
Fui pesquisar e descobri no
site do jornal uma breve explicação sobre seu objetivo: “No mês de março de 2007, nos seus 458 anos, Salvador recebeu um presente especial: Aurora da Rua”, um jornal de rua que pretende tornar visível e audível, a face e a voz daqueles que muitas vezes são pouco vistos e pouco ouvidos na sociedade… Com uma tiragem de 10.000 exemplares, a publicação é vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua. Além de servir de fonte de renda, o periódico pretende ajudar também no processo de reinserção social dos vendedores.”

Para nós, ditos cidadãos de bem, moradores de rua aparentam inicialmente um perigo potencial (o que não deixa de ser), haja visto a violência urbana que somos obrigados a conviver diariamente. Apavorados e revoltados esquecemos o lado humano destas pessoas, que geralmente são crianças e adolescentes abandonados,  além de adultos e idosos miseráveis; e que estão nas ruas por causas diversas como: abandono e/ou falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e psicológico; enfim pela total perda das relações humanas e não apenas por “vagabundagem” como os mais céticos costumam afirmar.

Esquecemos que estes mesmos moradores, em alguns casos, também são vítimas de violência tão assustadora ou pior a que estamos expostos, a violência física e moral, por diversas causas, como preconceito, desinformação, mas principalmente por descaso do poder público que não investe em políticas de inclusão para esta população; não falo de abrigos públicos nem de esmolas, mas do resgate da dignidade básica com acesso a alimentação, saúde, moradia e trabalho, levando-se em consideração que uma parcela destas pessoas almeja sair da situação marginal que se encontram.

A sociedade isoladamente, através de ONG’s e grupos assistenciais, faz sua parte tentando resgatar a dignidade destas pessoas, disponibilizando alimentação, roupas, apoio emocional e em alguns casos, atividade remunerada, além do engajamento na inclusão social.
Este é o caso do jornal “Aurora da Rua”, associação que tem sede aqui em Salvador. Os vendedores são moradores de rua, que credenciados pela entidade,  devem obedecer um código de conduta. Após credenciamento, vendem os exemplares e obtém a remuneração de 75% do seu valor.

Apartir daí muitos horizontes se abrem, podem cadastrar-se para outros serviços, como em cooperativas de lixo reciclável e  receberem assitência médica através da “Associação Damien do Brasil“, representante de uma ONG Belga que trabalha com controle de doenças mais comuns entre moradores de rua, como tuberculose e hanseníase.

Enfim, o engajamento pretende estender-se em várias vertentes (saúde, moradia, trabalho e educação, assistência social e lazer), ações que já são sugeridas pela população de rua. A participação da sociedade atuando diretamente ou simplesmente pela conscientização mostra-se necessária. Acessem o Site do Jornal para maiores informações e ampliar o olhar, reduzindo o preconceito em relação a esta fatia da sociedade. Vamos enxergar esta questão sob uma perspectiva mais real?

Água tem dono?

25/03/2009 Sarah K 4 comentários

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Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.

E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…

É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.

Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??

Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.

Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?

Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação. 

Busycle – saindo do óbvio

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Esta é a Busycle, toda feita com material reaproveitado. O chassi de uma velha van que teve seu motor substituído por 14 pedais de bicicleta e um sistema complexo de engrenagens. Os assentos são cadeiras de um antigo escritório, um condutor vai ao volante e para fazê-la andar a energia e animação de seus 14 passageiros.

Os idealizadores do projeto - Heather Clark e Matthew Mazzotta, residentes em Boston - dizem que a Busycle não tenta ser uma resposta às questões ecológicas, socio-econômicas, nem tampouco uma antítese tecnológica, o que eles querem mesmo é questionar o sistema. Mostrar como é simples sair do óbvio e criar soluções, ou seja, a Busycle convida as pessoas a literalmente participarem de um pequeno movimento, incita-as a se mexerem, a tomarem atitudes, num exercício completo de corpo e mente.

E você, vai ficar aí parado??!

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( fonte: BlueBus )

Ambientalismo: imagem do Ano

14/10/2008 Sarah K 8 comentários

Num concurso com mais de 1400 fotos inscritas, esta foto foi a vencedora. Trata-se da disputa pelo título de “Fotógrafo Ambientalista do Ano” promovido em Londres por uma instituição que cuida do gerenciamento de recursos ambientais. As fotos vencedoras foram expostas no Mil End Arts Pavillion, em Londres, de 17 de setembro até 11 de outubro de 2008.

O vencedor foi o indiano Abhijit Nandi, especialista em portraits, diz que sua foto quis passar a mensagem da relação ancestral entre a mãe Terra e seus filhos. Foi feita num vilarejo no leste da Índia: uma mulher retornando para casa após um dia de trabalho no campo, onde ajuda o marido numa plantação ao mesmo tempo que cuida dos filhos.
O que mais me chamou atenção na foto foi o tom verde predominante, se foi mera coincidência (falo isso porque nestes tempos de photoshop interferências sempre são possíveis), tornou o instantâneo a expressão perfeita para o tema proposto no concurso.

Um evento que além de fomentar o trabalho artístico com enfoque no meio ambiente traz o diferencial da preocupação ambiental refletindo sobre pobreza, ecologia, produção de lixo, desigualdade social, poluição, direitos humanos, aquecimento global e biodiversidade.

Aproveite e reflita também contemplando algumas das fotos premiadas. Descrições das fotos você vê AQUI  (clique para ver ampliada):
  
  

[ fotos DAQUI ]

Cotidiano sustentável

Dia 20 de setembro foi o Dia Mundial sem Carro. Confesso que esqueci, neste dia viajei de carro.
Lembrando disso comecei a pensar: O que tenho feito pelo planeta? No barato tenho feito coleta seletiva do meu lixo, reaproveitado embalagens, reciclado papel no escritório…
E você o que tem feito? Quase nada? Pouco? Não sabe o que fazer?

A designer Shiu Yuk Yuen anda fazendo a parte dela, criou este guarda-chuva instantâneo. Com estrutura dobrável que cabe no bolso e utiliza como cobertura qualquer material que você tenha à mão: sacos plásticos, folhas de jornais, sacos de papelão, etc.
É simples, nós que não estamos habituados a pensar sustentavelmente, acostumados que estamos com a cultura do descartável, do desperdício e do fast food.

O que andamos fazendo além de consumir/descartar, descartar/consumir?
Veja nesse vídeo o que perigosamente anda acontecendo por aí e o que podemos fazer. Se não puderem assistir todo o vídeo, dêem especial atenção ao trecho que começa aos 12 min. no contador.

( Fonte: Kith Kin )

É verde o Dia do Sexo

06/09/2008 Sarah K 9 comentários

A data de hoje, se for aprovada oficialmente, se tornará o Dia do Sexo nos calendários. Tudo bem, mas e daí? Para mim dia do Sexo é todo dia que a gente esteja a fim. Mas tá valendo, sexo é sempre, sempre muito bom, muito melhor que criar o Dia da Sogra, rsrs.

E nada mais a cara do *idéias* do que postar este vídeo que está na página do Greenpeace no YouTube. Uma mega sacação sensual, mostrando galhos, folhas e troncos se “amando” na floresta. O vídeo quer denunciar o pouco caso da Comissão Européia em votar uma importante causa sobre proteção de Florestas. Isso me fez lembrar da nossa floresta-mor, a Amazônia, que é queimada e dizimada a olhos vistos todos os dias.

Mas voltando … Ótimo Dia do Sexo prá todos e para que isso aconteça, saiam já daqui e vão prá cama!!!

UPDATE: Dia 5 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Amazônia. Escolheu-se esta data porque em 1850 um decreto-lei criou a Província do Amazonas.

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[ fonte: A Vida Secreta ]

Dia Mundial do Meio Ambiente

    É hoje!

E daí, para que serve mais esta data se não faço nada com ela? Se não páro um minutinho para imaginar pelo menos o que significa meio ambiente. Muita gente quando ouve ‘esse papo’ pensa logo numa floresta com suas árvores e suas feras, excluindo sua vida urbana do conjunto.

Sinto muito, mas a cena não é bem esta. Você, seu carro, o lixo, a poluição, a praia do domingo, seu cachorro, sua comida, sua saúde, o oxigênio, a água, seu cigarro, o dióxido de carbono, o mau-cheiro dos esgotos, o sol, o efeito estufa, a climatização artificial, sua cidade, o rio poluido cortando a avenida, o consumo, a política, a chuva que refresca e alaga, o calor sufocante, a floresta, o vento, as árvores, as flores e os bichinhos estão todos juntos no mesmo pacote… Então, hoje é o dia de pensar pelo menos em você e no seu bem-estar tão dependente deste ‘meio’ que é inteiro se não puder enxergar mais nada diante do nariz.

Pois é, quando cuidamos melhor da qualidade da nossa vida como pessoa e cidadão, de quebra estamos contribuindo para uma melhor qualidade à nossa volta e isto retorna prá nós, numa cadeia incessante, como na lei do eterno retorno. É simples, começar a ser mais responsável na relação com o meio ambiente, que ao contrário do que se pensa, não está dissociado de nós, somos nós. Então, não justifica tanto descuido.

Mês passado, a Market Analysis divulgou resultado de pesquisa sobre as reações dos brasileiros diante da perspectiva do aquecimento global e mudanças ambientais drásticas, mostrando que estamos divididos entre crença e descrença: 52% acredita que as mudanças no clima não sejam graves, enquanto 46% mostram-se temerários; já quando o assunto é a crença na capacidade de modificar postura pessoal, 40% dos pesquisados se acham capazes de realizar mudanças, mas quando a questão é pesquisada mais a fundo registram-se apenas 16% destes 40 como os efetivamente mobilizados. Ou seja, vivemos um falso clima de engajamento, ouve-se e fala-se demasiado, em contrapartida pratica-se quase nada.

Já pensaram? Pequenas atitudes individuais juntas produzem um mutirão como uma onda que através da convivência, da divulgação boca-em-boca pode mudar o comportamento de muitos que ainda apenas acham que podem fazer alguma coisa.

Faça sua parte!
É preciso por em prática nossa boa vontade. O resultado disto vem a longo prazo, e talvez nem estejamos aqui para ver, mas não importa. Lá adiante, nossos filhos, netos, bisnetos podem ter a chance de viver numa civilização onde o cidadão age em acordo e não contra a natureza, por simples questão de respeito à vida, de sobrevivência.

Acredito que tudo começa nas pequenas ações, isoladas mas persistentes. São coisas simples, que até parecem banais, atitudes sobre as quais já falei muito por aqui, lembram? Se não, olhem aí embaixo.

UPDATE: vejam este vídeo, curtinho e hiper bem bolado!

Blog Voluntário

02/06/2008 Sarah K 6 comentários

O *idéias* está atrasado nesta iniciativa, mas o que está valendo mesmo é a intenção, divulgar este evento de inclusão digital mesmo com este ENORME atraso.
Entre os dias 25 e 27 de abril passado aconteceu o
Dia Global do Voluntariado Jovem (que como vocês podem ver não foi um dia, mas três), e nesta iniciativa incluiu-se o Movimento Blog Voluntário que foi direcionado a pessoas com pouca ou quase nenhuma habilidade com computador. A idéia do movimento foi mobilizar a blogosfera no sentido de reduzir o analfabetismo digital, criando posts com dicas sobre uso de computadores ou qualquer meio digital, tornando desta forma o acesso à informação o mais democrático possível. Mais um movimento de inclusão, dos quais sou absolutamente simpatizante.

Perigosamente insensíveis

Há uns dias atrás visitando o Incompletudes, lia um post sobre o livro “A gente se acostuma com o fim do mundo” (Martin Page). Ainda não li, não posso criticar nem comentar sobre, mas o título me inspirou.
Acabei de ler o post e fiquei matutando sobre os diversos sentidos implícitos no título do livro.

Vivemos numa sociedade onde pessoas bem vestidas, supostamente cultas e bem educadas andam em seus automóveis último modelo enquanto jogam o lixo pela janela, param sobre a faixa de pedestre ou simplesmente estacionam sobre a calçada; convivem com a miséria e abandono de crianças mendigando em semáforos,  de tal forma que não mais sensibilizam-se com seu infortúnio; frequentam restaurantes chiquérrimos e impecavelmente limpos e ao saírem fumando, jogam a bituca displicentemente no chão; vão à praia e no final da tarde retiram-se deixando atrás de si uma enorme quantidade de lixo; pagam propina de toda espécie enquanto criticam políticos corruptos.

Vivemos numa sociedade de valores deteriorados, onde pessoas queimam outras pessoas, que por não terem onde morar, dormem nas ruas; onde jovens assaltantes arrastam uma criança presa a um carro por vários quilômetros, sabendo o que estão fazendo; onde filhos matam pais e pais matam filhos por caprichos bestiais; onde homens espancam e matam mulheres e continuam livres, já que praticaram o ato em legítima defesa da honra; onde um pai mantém em cárcere privado a própria filha, abusando sexualmente dela por vários anos; onde padres, supostamente defensores da moral, aliciam adolescentes sexualmente.

Vivemos numa sociedade onde a capacidade de “acostumar-se” está se tornando algo extremamente perigoso.

(imagem: escultura de Mariele Neudecker)

Prazeres questionáveis

18/05/2008 Sarah K 9 comentários

“Não seremos capazes de respeitarmos a nós mesmos se não respeitarmos os demais seres vivos”  Rosa Montero

Mês passado recebi um mail, uma petição on-line solicitando que a participação de Guillermo Habacuc na Bienal de 2008 seja revista, baseada na polêmica e cruel participação anterior.

Concordo totalmente, a dita instalação na Bienal 2007 foi extrememente cruel e desumana, mas será que todas estas pessoas (inclusive eu) que se indignaram com o fato, preocupam-se também com a realidade dos animais dentro da nossa sociedade?
Todos os dias milhares de animais são torturados, maltratados e mortos em nome da nossa sobrevivência, prazer e bem-estar. E aí, onde estarão todas as petições on-line para defendê-los? Temo que nossos inbox não dariam conta.

Isto tudo me faz pensar no quão curioso e muitas vezes ridículo é o comportamento das pessoas na rede. Será que realmente pensam e preocupam-se seriamente com as bandeiras que levantam? Isto também me recordou a época que rolou na rede o abaixo assinado contra o filme Turistas, na minha opinião uma completa perda de tempo e energia engajar-se numa iniciativa destas. Melhor seria se procurássemos no nosso dia-a-dia sermos cidadãos mais éticos, conscientes e participativos. 

Pois é, mas voltando aos animais, todos os dias milhares e milhares são sacrificados como cobaias em pesquisas científicas, testando efeitos de novas drogas que prolongarão a vida humana sobre o planeta, outros milhares são torturados e sacrificados em prol do desenvolvimento da indústria cosmética.
Outros tantos vivem alguns meses em condições nada dignas (sem ver a luz do sol, confinados em minúsculos espaços, alimentados com rações entulhadas de antibióticos e hormônios) para ao final do processo nos servirem de alimento. Não que esteja defendendo aqui a alimentação vegetariana, seria muita hipocrisia (ainda como carne, apesar de ter reduzido o consumo), mas nem por isto deixo de ter uma visão crítica sobre o assunto. Cabe a nós consumidores pressionarmos a indústria no sentido de reverem seus métodos de criação. Um exemplo disto é o caso da empresa americana “Smithfield Farms” criadora e produtora de carne suína que remodelou os moldes de criação devido a pressão de consumidores. Além disto tudo, estes métodos de criação têm desencadeado doenças perigosas para o homem, como a da Vaca Louca e a Gripe Aviária.

Temos diversas alternativas, boicotar a carne de frango de granja por exemplo é fácil com a proliferação de alimentos orgânicos. Pressionarmos fabricantes de medicamentos a investirem em técnicas de cultura in vitro de bactérias, células e órgãos. Boicotar empresas do setor de cosméticos que utilizam testes em animais na sua linha de produção; na minha opinião a prática mais cruel de todas, que em nome da estética, algo bastante supérfluo, torturam e matam cruelmente milhares de animais indefesos. Vejam aqui a lista das empresas que não utilizam animais nos testes.

Então fica aqui este alerta, nos dedicarmos a ações efetivas, nos mobilizarmos, entrarmos em contato com o SAC das empresas demonstrando nosso desagrado e informando que deixaremos de consumir produtos que não tenham uma linha de produção ética e de respeito à vida.

Assinar a petição on-line? Tudo bem, mas não se deixe contaminar por este pseudoengajamento, para falar a verdade acho que estas ações acabam sendo muito vazias de conteúdo, visto que são praticadas num momento de euforia virtual. A questão na verdade é muito mais profunda, traz à tona um dos valores mais debatidos atualmente, a ética. Temos o direito de impor sofrimento aos animais apenas visando nosso prazer e bem estar? Para onde se dirige o desenvolvimento humano se não preocupa-se com uma sociedade verdadeiramente igualitária?

Mais sobre o assunto leia AQUI

Ilha Das Flores

“O ser humano se diferencia dos outros animais pelo telencéfalo altamente desenvolvido, pelo polegar opositor e por ser Livre. Livre é o estado daquele que tem liberdade. Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”

Podem me chamar de idealista, romântica, sentimentalóide, tola, sonhadora, mas eu creio numa coisa: o Capitalismo rouba a Liberdade das pessoas. Liberdade no seu conceito mais puro e desejado, que traz intrínseco todas as causas e consequências que o estado nos expõe.
Então, aqui e agora, você terá a ‘liberdade’ de achar que estou falando besteira, mas mesmo que discorde de mim, ou até concorde (é mesmo?!), assista este curta e deixe-se conduzir pela lógica simples, que tão inteligente e ironicamente ele expõe, sobre o funcionamento da sociedade de consumo, que em muitos momentos chega a ser tão podre quanto o lixo que produz.

ILHA DAS FLORES – curta metragem
Brasil - 1989 – Direção: Jorge Furtado – Elenco: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (D. Anete).
Criado há 20 anos, mas extremamente atual. Não deixem de assistir, é muito, muito bom!!

Salvador – aniversário sem festa

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A cidade, às vesperas do seu aniversário de 459 anos vai mal, obrigada. Carente de políticas públicas eficientes que acompanhem o ritmo acelerado de crescimento urbano causado pela especulação imobiliária e embalado pelo incrível aquecimento do mercado da construção civil em quase todo país nos últimos anos.
A malha viária da cidade é deficiente, contando com investimentos quase inexistentes,  assim como o sistema de transporte de massa que vive até hoje a novela-sem-fim do famigerado metrô, aliado a tudo isto a administração pública vivencia crises sucessivas numa demonstração clara de comprometimento com interesses privados.

O texto que segue foi retirado do site Bahia Notícias, na seção “Francamente”, onde leitores podem deixar depoimentos e comentários; uma crítica que a maioria pensante desta cidade gostaria de expressar, a exemplo do desabafo de Caetano Veloso em entrevista ao jornal A Tarde.

“AÇÕES DESASTRADAS DA SECRETÁRIA KÁTIA CARMELO  
 03/03/2008  15:19:41 

A Bela que é Fera. A sra. Kátia Carmelo, de passagem por esta vida terrena vai deixando sua triste marca. Pra começo de conversa permitiu a derrubada da Mansão Wildberg, atropelando o IPHAN e a população de Salvador para atender à especulação imobiliária. Recentemente o episódio da votação do PDDU deixou o povo pensante com a pulga atrás da orelha com aquela conversa toda que rolou em restaurantes finos da cidade. Verdade ou mentira, o fato é que o plano passou e a nódoa ficou. Todos os envolvidos negam, até eu que não estava lá. Mas, o fato marcante foi o seu poder de fogo e autoridade quando submeteu o presidente da câmara de vereadores ao vexame de aceitar uma intromissão nunca vista nos canais da casa, deixando que pessoas alheias aos trabalhos da câmara ocupassem salas para comandar uma votação. Como que um presidente de uma casa legislativa se permite a esse tratamento? Fraqueza ou outros interesses? Mais adiante, seguindo sua sanha demolidora, a sra. Kátia Carmelo voltou sua fúria para os terrenos públicos ocupados por entidades religiosas. Enlouquecida pela legalidade, autorizou a profanação de um templo religioso no Imbuí e destruiu seus símbolos mais sagrados. Sintomático é que essa fúria só funcione com os terreiros de candomblé. Essa mesma fúria “legalista” também deveria ser usada para desalojar comerciantes, empresários, pastores, padres e grilheiros que ocupam terrenos públicos. Se não houvesse histeria e intolerância, poderia propor um convênio para o Terreiro continuar sendo ocupando, como o Aeroclube. Tratamentos desiguais para uma mesma lei de ocupação do solo. A secretária se esqueceu que tem obrigações constitucionais de ter essa mesma “eficiência” em cumprir a lei sem descriminação e distinção. Sua obrigação é defender realmente os interesses da população e não o da especulação. Depois de tanta estripulia por onde passou e passa, de qual lado vocês acham que a sra. Kátia está? De quebra o prefeito sai mais uma vez arranhado no episódio com a população afro descendente e os adeptos e simpatizantes do culto do candomblé, que é uma religião e merece todo o nosso respeito. Axé, Amém e Aleluia! Vade retro Satanás! Batam três vezes na madeira!
(autor: Aurélio Laborda Neto)”

Após incidente com o terreiro Oyá Onipon, entidades ligadas a movimentos negros exigem a exoneração da secretária Kátia Carmelo que acumula dois cargos (superintedente da Sucom e secretária de planejamento – Seplam), enquanto isto o prefeito João Henrique tenta manobra para mantê-la em um dos cargos.
Leiam mais detalhes desta saga AQUI.

A notícia mais recente (A Tarde de hoje) é que o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) entrou com ação contra o PDDU, o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano da cidade, que gerou bastante polêmica e desagrado em vários setores (já em outros, nem tanto, se é que me entendem).

Gentileza sobre rodas

A quantas anda sua paciência no trânsito? Já parou para pensar se sua maneira de dirigir contribui para um trânsito menos caótico ou aumenta a confusão nas ruas?

O nível de stress que o trânsito nas grandes cidades nos submete é brutal. O resultado é o que vemos diariamente pelas ruas – pessoas impacientes, individualistas, agressivas e entre elas, nós.

A verdade é que temos de nos re-educar a cada instante, observar o que fazemos de errado e em seguida, ainda no mesmo roteiro, irmos corrigindo nossa postura. Ser proativo nesses momentos nos garantirá dias menos tensos atrás do volante. Nossa saúde agradecerá!

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Uma coisa que tem me ajudado muito são as dicas do curso que fiz para renovar a carteira de habilitação, um dos módulos tratava de “Direção defensiva” abordando a questão da cordialidade e da atitude preventiva no trânsito, posturas simples e bastantes eficientes que fazem toda diferença em meio ao caos urbano que vivemos diariamente:

  • respeitar a faixa e o pedestre
  • ser humanitário
  • sinalizar corretamente
  • evitar buzinar em excesso
  • estacionar corretamente
  • não parar em fila dupla
  • respeitar a sinalização
  • evitar o uso do celular
  • manter o veículo em bom estado
  • ouvir o som num volume normal
  • não andar na contra-mão
  • respeitar as distâncias seguras entre veículos
  • sempre de olho nos retrovisores
  • dar passagem
  • não fechar cruzamentos
  • respeitar a preferência
  • dirigir em velocidade segura

Percebeu que inúmeras vezes simplesmente esquecemos estas atitudes? Diante do stress e da pressa, reagimos instintivamente, contribuindo para aumentar o caos.

Nestes momentos, tentemos por em prática a paciência e o bom senso, sem esquecer que Gentileza é fundamental… Sempre!