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Archive for the ‘cotidiano’ Category

Reciclagem Energética e a sacola plástica

21/09/2009 Sarah K 5 comentários

A indústria do plástico partiu para o contra-ataque, após campanhas para substituição das sacolas plásticas pelas retornáveis de algodão, através de veiculação pela mídia de outra sobre o uso consciente das sacolinhas plásticas (já vi pela TV e pela internet) que pretende reduzir o consumo em 30% além de educar para práticas de reutilização.

Particularmente acho que toda iniciativa é válida, tanto usar sacolas retornáveis, como usar sacolas plásticas de forma criteriosa e consciente. O que realmente importa é reduzir a produção de lixo, afinal banir o plástico definitivamente da nossa rotina de vida é impossível.

A idéia inicial da campanha é produzir sacolas mais resistentes, portanto reutilizáveis e divulgar formas de reaproveitamento e descarte consciente. Mas na verdade, o grande argumento da campanha está na Reciclagem Energética, uma tecnologia amplamente utilizada na Europa, EUA e Japão, dentre outros, que transforma o lixo urbano em energia elétrica e térmica utilizando o alto poder calorífico do plástico para fabricação de combustível.

Como funciona a Reciclagem Energética:

O Brasil, infelizmente, ainda não utiliza a tecnologia em larga escala, entretanto já existe um Centro Tecnológico, o ”Usina Verde” (RJ), uma usina modelo em operação desde 2005 que pesquisa a tecnologia com sucesso. A campanha e seus patrocinadores parecem pretender implementá-la. As estatísiticas são animadoras, imaginem que o lixo urbano produzido por 360.000 pessoas pode fornecer energia para 29.000 residências, além de 20ton/dia de matéria prima para construção civil através do seu sub-produto (as cinzas).

Não deixem de conhecer a CAMPANHA e, o mais importante, praticar a RECICLAGEM, porque só através dela será possível reduzir a produção de lixo e evitar o colapso ambiental do planeta. E isso não é conversa de “eco-chato”, afinal todo mundo está sentindo na pele os problemas ambientais que nosso estilo de vida consumista e inconsequente criou.
O dito “feitiço virando contra o feitiçeiro”. Mas podemos mudar o rumo das coisas mudando a ATITUDE, pense (e pratique) nisto!

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Veja no meu POSTEROUS:  uma imagem  e uma frase sobre o assunto.

O Tsunami é uma Marolinha

17/09/2009 Sarah K 7 comentários

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“A crise no Brasil provocará apenas uma “marolinha”.
Lembram desta tirada de Lula? A grande maioria das pessoas discordou. Foi motivo de piada como sempre, que tal afirmação era mais uma da lista dos absurdos ditos por ele.

Pois é, menos de um ano depois, estamos à beira mar curtindo as ondas leves da dita crise que não arrebentou por aqui. Isto é o que diz o Le Monde hoje, num artigo analisando o panorama econômico dos países do BRIC, afirmando que o nosso presidente teve uma “visão bastante correta” sobre o que seria a crise e elogiando medidas adotadas pelo Brasil para combatê-la.

Na época, confesso que fui um tanto cética, mas não discordei do Lula, esperei prá ver. Vivenciando a propagada crise, a cada dia ia percebendo uma ausência da mesma. Consumismo mantido: shoppings movimentados, restaurantes da moda lotados, fila nas concessionárias à espera do carro zero, lançamento de imóveis com stands concorridos… Enfim, eu me perguntava, cadê a crise??

E é isso que o Le Monde explica hoje: a recessão durou apenas um semestre e o PIB, ao final deste, teve um aumento de 1.9%. O mérito disto tudo se deve à estratégia adodata pelo governo, através de políticas que apoiaram e alavancaram o mercado interno.

Conclusão: Lula estava certo.
Muita gente não gosta de concluir isso, afinal criticá-lo é o padrão de comportamento esperado de todo cidadão brasileiro ético e correto.
Simpatizo com o cidadão Lula, sua trajetória de vida, sua visão social, mas também tenho minhas críticas; muita corrupção vindo de um partido do qual se esperava justamente o oposto. Isto é fato, entretanto seus erros, ao meu ver, não retiram seus méritos.
Refletindo sobre isto surge a questão, será que podemos dissociar o homem do partido? Complexo, afinal ele é o comandante; entretanto sabemos que política é terreno lamaçento, jogos de poder  estão sempre nos bastidores e no meio do caminho atropelos causados por interesses alheios, alianças discutíveis  chocam-se com ideologias e objetivos originais – a usual podridão da política parece não poupar ninguém (verdade indigesta).

Não sou petista, muito menos nego os problemas do atual governo, mas se tem uma coisa que me chama a atenção é a predisposição popular em denegrir sua imagem (e a do Lula na carona). Um exemplo: já perdi a conta da infinidade de e-mails que recebo com informações falsificadas (como a ficha policial de Dilma Roussef, o contra-cheque da aposentadoria do Lula, etc) e/ou com críticas nem sempre verdadeiras. Fica a pergunta, como pessoas que criticam ferozmente a corrupção, paralelamente praticam o mesmo? Mas isto é mais polêmica que renderia outro post.

Enfim… voltando ao tema, o Tsunami foi realmente uma “marolinha”, hein minha gente (riso irônico)? Hoje não vai dar para criticar.
Vejam notícia original no Le Monde ou se preferir no site do BBC Brasil.

Agora que leu tudo, aproveite e divulgue. Saia da mesmice da  crítica, afinal como dizia o saudoso Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

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Onde você mora?

01/09/2009 Sarah K 5 comentários

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Uma amiga me trouxe outro dia um jornalzinho chamado “Aurora da Rua“, que ela comprou na praça da Piedade (aqui em Salvador) e  me pediu para divulgar.
Fui pesquisar e descobri no
site do jornal uma breve explicação sobre seu objetivo: “No mês de março de 2007, nos seus 458 anos, Salvador recebeu um presente especial: Aurora da Rua”, um jornal de rua que pretende tornar visível e audível, a face e a voz daqueles que muitas vezes são pouco vistos e pouco ouvidos na sociedade… Com uma tiragem de 10.000 exemplares, a publicação é vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua. Além de servir de fonte de renda, o periódico pretende ajudar também no processo de reinserção social dos vendedores.”

Para nós, ditos cidadãos de bem, moradores de rua aparentam inicialmente um perigo potencial (o que não deixa de ser), haja visto a violência urbana que somos obrigados a conviver diariamente. Apavorados e revoltados esquecemos o lado humano destas pessoas, que geralmente são crianças e adolescentes abandonados,  além de adultos e idosos miseráveis; e que estão nas ruas por causas diversas como: abandono e/ou falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e psicológico; enfim pela total perda das relações humanas e não apenas por “vagabundagem” como os mais céticos costumam afirmar.

Esquecemos que estes mesmos moradores, em alguns casos, também são vítimas de violência tão assustadora ou pior a que estamos expostos, a violência física e moral, por diversas causas, como preconceito, desinformação, mas principalmente por descaso do poder público que não investe em políticas de inclusão para esta população; não falo de abrigos públicos nem de esmolas, mas do resgate da dignidade básica com acesso a alimentação, saúde, moradia e trabalho, levando-se em consideração que uma parcela destas pessoas almeja sair da situação marginal que se encontram.

A sociedade isoladamente, através de ONG’s e grupos assistenciais, faz sua parte tentando resgatar a dignidade destas pessoas, disponibilizando alimentação, roupas, apoio emocional e em alguns casos, atividade remunerada, além do engajamento na inclusão social.
Este é o caso do jornal “Aurora da Rua”, associação que tem sede aqui em Salvador. Os vendedores são moradores de rua, que credenciados pela entidade,  devem obedecer um código de conduta. Após credenciamento, vendem os exemplares e obtém a remuneração de 75% do seu valor.

Apartir daí muitos horizontes se abrem, podem cadastrar-se para outros serviços, como em cooperativas de lixo reciclável e  receberem assitência médica através da “Associação Damien do Brasil“, representante de uma ONG Belga que trabalha com controle de doenças mais comuns entre moradores de rua, como tuberculose e hanseníase.

Enfim, o engajamento pretende estender-se em várias vertentes (saúde, moradia, trabalho e educação, assistência social e lazer), ações que já são sugeridas pela população de rua. A participação da sociedade atuando diretamente ou simplesmente pela conscientização mostra-se necessária. Acessem o Site do Jornal para maiores informações e ampliar o olhar, reduzindo o preconceito em relação a esta fatia da sociedade. Vamos enxergar esta questão sob uma perspectiva mais real?

Xuxa e o Twitter

Não vou nem explicar o que é Twitter, todo mundo já deve saber que é mais nova e badalada ferramenta de mídia social. Criada em 2007, só pegou fama no Brasil agora no começo de 2009 após divulgação na “Época”. Daí então todo mundo rumou prá lá, inclusive as celebridades, visto a facilidade com que promove o contato direto com o fã, como num MSN público; além do potencial de incrível divulgação que oferece.

Muitos famosos já têm, e alguns de vez em quando dão mancadas, vide o caso de Bruno Gagliassoque twitou o número do celular para todo mundo ver (risos), com certeza teve de trocar o chip, mesmo tendo apagado o tweet logo depois. Não adiantou, várias pessoas já tinham lido e anotado. Tem também o caso do Rubinho que tem de ler as ironias quanto a sua performance nas corridas, ele chega a bloquear os seguidores mais “engraçadinhos”.

xuxa

Mas de todoas as celebridades, a que pagou o maior mico de todos até agora foi Xuxa Meneghel, que começou em agosto suas aventuras pelo Twitter. Logo nos primeiros tweets da rainha dos baixinhos, os usuários contumazes de internet perceberam o pouco traquejo de Xuxa com a ferramenta; ela twitava sempre em CAIXA ALTA e foi imediatamente corrigida pelos seguidores que a informaram que digitar em caixa alta na Net é a mesma coisa que sair gritando por aí (uma tremenda gafe), ao mesmo tempo os usuários que não seguim Xuxa mas acompanhavam o assunto “xuxa” ironizavam em milhares de tweets sua forma de digitar. Tudo isto foi acompanhado por ela, que podia ler mensagens de pessoas que citavam seu nome. Xuxa, ainda sem entender, tratou logo de explicar: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”

Infelizmente explicações não adiantaram muito, os replies irônicos começaram a multiplicar-se numa proporção assustadora pelo Twitter, e obviamente, com ela acompanhando tudo on line. Na segunda-feira passada, dia 24/08 não suportando mais o assédio, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.

Contudo os acontecimentos não pararam por aí, ela continuava twitando em caixa alta e para completar, cometendo alguns erros de português diante de 72 mil seguidores. Imaginem só, o Twitter é praticamente a mesma coisa que falar em público de improviso, só que ao invés de falar, a pessoa deve escrever. Junte a isto o que fãs de uma celebridade esperam: no mínimo a perfeição. Mas não foi o que aconteceu, ao contrário, tiveram que ler também algumas twitadas em caixa alta e com erros de concordância: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ” e “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.

Depois do fato, choveram milhares de tweets ironizando Xuxa. Avaliaram? Imaginem alguém que espera apenas aplausos, confetes e elogios, repentinamente começar a ser alvo de chacotas on line? É, foi isso mesmo que aconteceu! Sem saída, a rainha dos baixinhos teve de corrigir-se, começando a escrever em caixa baixa, argumentando assim: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”

Entretanto, mesmo aderindo à caixa baixa, os problemas de relacionamento com os seguidores não pararam por aí. No dia seguinte, quando estava acompanhando a filha no set de filmagens, em algum momento Sasha escreveu pelo twitter  da Xuxa: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Sentiram o drama?!!? Mais uma chuva de replies ironizando com o erro da Sasha, que escreveu cena com “s”. Foi a gota d’água. Xuxa não suportando críticas também a sua filha, desabafou irritada e acabou xingando on line: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m*****”.

Depois disto, Xuxa, no calor da irritação, deletou diversos tweets, entre eles o que continha o xingamento. Coisa absolutamente não recomendada no meio. Deletou também o da filha e deixou uma mensagem para os supostos fãs/seguidores: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”

E foi assim que o fato se alastrou pela internet. E como isso ocorreu? Simples, quando você escreve no Twitter, todos que te seguem tem acesso imediato e podem ao mesmo tempo retransmitir suas mensagens através da ferramenta RT que vincula a mensagem ao nome da pessoa que a escreveu. O Twitter é uma ferramenta de exposição muito poderosa e ao mesmo tempo que exibe para o bem, pode muito bem surtir o efeito contrário. Perceberam o estrago? Xuxa tem em torno de 70 mil seguidores, imaginem a velocidade com que o xingamento se espalhou. Em pouco tempo o bafafá estava em diversos sites.

Resumo da ópera, Xuxa anunciou que se afastará e também processará o Twitter… Deve estar dificil mesmo de lidar com este impacto sobre sua vaidade. Sua forma de reagir foi no mínimo imatura.
A página dela continua no ar, mas sem os vestígios (que foram bem apagados) da confusão. Que vergonha, hein?!

[ fonte: Maurício Stycer ]

UPDATE (30/08):  Xuxa, repentinamente, desmente processo e volta ao Twitter com um novo perfil. Dizem que o perfil é fake, vejam aqui mais detalhes (leiam também os comentários). É… se for verdade, parece que ela refletiu, ouviu vozes da razão e percebeu o papel infantil que estava fazendo.  Será mesmo…?

Tinta Eletrônica

e-ink

E-ink. Está é a versão do século XXI para nossos velhos e amados livros de papel. O concorrente é páreo duro, armazena em torno de 1500 livros num formato slim & soft.

Pensou? Os livros (e todas as publicações literárias), como conhecemos hoje, parecem estar com os dias contados.
Pensei aqui e gostei… Ou não?
Comecei a pensar nas florestas e como esta nova opção é sustentável. Argumento imbatível diante da crise de recursos naturais. Mas fico pensando que minha memória visual e tátil vai levar um bom tempo para se adaptar. Mais ainda, minha sensibilidade.

É certo que publicações como jornais e revistas já migraram quase que totalmente para a internet. Os leitores do New York Times, por exemplo, em sua grande maioria, não compram mais o velho jornal de papel, acessam o conteúdo completo pela internet gratuitamente. Sem falar na imensa variedade de e-books disponíveis para download na rede.

Mas o que é um livro? Você já parou para pensar?
Aquele objeto prismático que desperta nossos sentidos de tão diferentes formas: cores, formatos, texturas, aparência. Abrir um livro, tocar as folhas, sentir seu cheiro, encantar-se pela encadernação, folhear suas páginas aleatoriamente, escrever dedicatórias de próprio punho. Cada livro é único: a capa, as orelhas, o formato. Quantas experiências sensoriais perderemos… Enquanto escrevo isto, penso que as gerações se diferenciam pela forma como travam contato com o meio, os objetos, o conhecimento; e tento imaginar como será a geração que está sendo forjada agora. Penso em “Admirável Mundo Novo” Aldoux Huxley (preciso reler, já esqueci muita coisa), em como as pessoas viviam num limiar entre o humano e o mecânico. Amedrontador, perceberam?

Mas voltando, o livro eletrônico ou e-ink já é uma febre no 1º mundo, duas marcas dominam o mercado atualmente, a Amazon e a Sony. Custam entre $200,00 e $500,00, são leves, ultra finos, conectam-se à internet, fazem download (cerca de 1 min/livro), possuem tela confortável de 8″ que não emite luz e pode ser lido ao ar livre com incidência do sol. Sua alta capacidade de armazenamento (local + cartão de memória)  aliado à ultra duração de bateria permitirá maior flexibilidade aos usuários.

Já imaginaram aquela mochila lotada de livros? Esqueçam! A tortura de levar o mochilão para escola todo dia acabou, assim como a dor nas costas e os prováveis problemas na coluna vertebral.  A sua estante que não cabe mais um livro sequer, ou as  traças e a umidade devorando-os e ainda aqueles amigos que levam emprestado e nunca mais devolvem? Ler jornal na praia? Vai ser moleza, sem aquela luta mirabolante contra o vento. A pós-graduação e aquela infinidade de livros para comprar? Pode baixar pela internet. Mais uma fatia do mercado que vai sofrer as amarguras da pirataria.

Enfim, vão os anéis e ficam os dedos. Impossível parar o avanço da tecnologia. Aos saudosistas, como eu, resta a certeza de que os livros de papel continuarão… nos museus, como nossas preciosas relíquias caseiras e num futuro não muito distante, como herança de uma geração. Por enquanto, apesar de ser viciada em tecnologia, não abro mão (ainda) dos meus e do lúdico e caloroso contato que eles proporcionam.

( imagem: e-ink da Amazon / fonte: G1 )

Xixi no Banho… Você faz?

08/05/2009 Sarah K 7 comentários

Constrangimento  durante  um papo  com amigos,  colegas de  trabalho/escola ou com o(a) namorado(a): você contando que faz xixi no banho… Imagine a cena. Sua mãe provavelmente lhe ensinou que nunca fizesse. Mas e agora, quando a Fundação SOS Mata Atlântica quer lhe convencer do contrário, você faria?

A campanha que já possui site próprio, super divertido e interativo, é assinada pela agência F/Nazca que utiliza um sapinho como garoto propaganda, já que sapos só conseguem viver em água limpa. Argumento que assegura a preocupação da ONG com a questão da saúde pública. Segundo o pessoal do SOS, deve-se fazer o xixizinho básico logo no início do banho pois desta forma não se transmite nenhum tipo de doença, não seria nojento, nem anti-higiênico. Além do mais, xixi é 95% água,  o resto é sal e uréia, sem esquecer que o xixi é seu e o mais importante, que você não tem nojo de si mesmo. Ou tem?!
Agora você me pergunta, o que pretende esta campanha inusitada? Elementar meu caro leitor: economia de água! Com esta atitude, cada pessoa, fazendo no banho uma vez por dia, economizará 4.320 lts/ano.

E você, está torcendo o nariz prá esta sugestão, ou já faz seu xixizinho na surdina e não conta prá ninguém (risos)? Seja qual for o seu caso, não deixe de passar pelo site, vale conferir a campanha e divulgar; os recursos do planeta (principalmente a água) agradecem!

Como assim Doritos??

Estou um pouquinho atrasada com a nota, o babado foi em março passado. Durante o episódio vários sites manifestaram-se (aqui e aqui alguns exemplos), houveram reclamações ao CONAR e muita pressão que culminou com a extinção da campanha.

A propaganda saiu do ar (em 17/04), mas quem não viu pode agora ver e se perguntar por que em pleno sec XXI uma empresa como a Elma Chips dá uma mancada destas.

Uma campanha infeliz e abertamente homofóbica, apesar de tentar parecer cômica: amigos escutam YMCA (Village People) enquanto passeiam de carro  quando um deles se anima começando a dançar ao ritmo da música, os outros caras começam a fazer cara feia numa clara atitude de desdém… Eis que surge o preconceito disfarçado de brincadeirinha.

Como assim: “quer dividir alguma coisa com os amigos, divida um Doritos”?  Olha que eu adoro Doritos, mas depois desta vou deixar de consumir. Quanta babaquice! Como uma empresa se presta ao papel de propagar a homofobia desta forma? Vergonhosa, velada, disfarçada de engraçadinha, contribuindo descaradamente para a continuidade do preconceito.

Lamentável.
E eu divido sim algo com meus amigos: o repúdio à homofobia e o apoio à liberdade por qualquer opção sexual!

 

Água tem dono?

25/03/2009 Sarah K 4 comentários

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Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.

E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…

É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.

Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??

Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.

Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?

Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação. 

Napoleão na Bahia

06/02/2009 Sarah K 7 comentários

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Waterloo é aqui!

(imagem capturada durante a Alvorada nos festejos de Yemanjá em Salvador – clique para ampliar)

[ foto: Sarah K ]

Odoyá!

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“Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá…”

(Eu já fui…)

“…O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou…”

(…e dei rosas vermelhas. E você?)

Iemanjá é festejada em muitos locais aqui em Salvador; na Ribeira, em Plataforma, na península de Humaitá, na Gameleira e na ilha de Itaparica. Mas a grande festa fica por conta do Rio Vermelho, nas proximidades da igreja de Santana, precisamente na casa de Iemanjá, todos os anos milhares de devotos e curiosos formam imensas filas para depositar seus presentes nos balaios dispostos pela comunidade de pescadores e pelos seus filhos e filhas de santo, que mais tarde descem à praia seguindo em barcos para oferecer seus presentes e fazer suas obrigações em alto mar.

UPDATE (depois dos festejos profanos): Enquanto isso, pelas ruas do Rio Vermelho ferve a festa regada por muitas latinhas de cerveja, feijoada na casa dos amigos e pela folia dos blocos animados por bandinhas e mini-trios.
A festa de Iemanjá é uma resistência, ou melhor, uma resposta original a este carnaval comercial vendido em todo Brasil pelo Axé, Pagode e cia. É a verdadeira festa do povo que brinca pelas ruas, livre dos famigerados camarotes e dos blocos protegidos por ‘cordeiros‘ famintos e mal pagos. É a espontânea representatividade do verdadeiro significado do Carnaval. 

[ foto: Sarah K ]

11/09 – Teoria da Conspiração

11/09/2008 Sarah K 9 comentários

22 anos atrás, no Túnel do Tempo…

Premonição, Inspiração ou Conspiração?
Lenda urbana ou Realidade?

A História recente: 11 de setembro de 2001, 8:46h, a primeira aeronave choca-se com a Torre Norte do WTC, em seguida, às 9:03h o choque de outra aeronave com a Torre Sul.

História remota: em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão, Bin Laden apoiou a resitência afegã, assim como, ironicamente, os EUA tornaram-se um dos maiores apoiadores do Afeganistão, tendo na época contribuido na formação da resistência dos líderes terroristas islâmicos.

A imagem que segue é o trecho de uma campanha publicitária veiculada na revista francesa Le Point, em Março/1979; anúncio de uma companhia aérea paquistanesa, PIA - Paquistan International Airlines, que vendia passagens New York - Paquistão.

( fonte: Museum of hoax )

Seja seu próprio Combustível

01/07/2008 Sarah K 8 comentários

Trocar o carro pela bicicleta viria a ser solução para alguns problemas urbanos, evitar congestionamentos, reduzir emissão de CO2 e consumo de combustíveis nesses tempos em que o bio-combustível ameaça a produção de alimentos. Acontece que nem tudo é tão simples e a grande maioria das pessoas não quer nem sonhar em trocar o conforto do seu automóvel por uma bicicleta, mesmo que seja para investir numa sobrevida para o planeta.

Esse papo todo porque andei lendo algo sobre um estacionamento criado pela Inout Designers, um manifesto a favor da sustentabilidade urbana que permite colocar na mesma vaga destinada a um automóvel, seis bicicletas. Trocando nosso carro por uma bicicleta - não precisa ser todo dia, comece com um dia, tudo é uma questão de acostumar-se (estou dizendo isto para mim também) – começaremos a fazer parte efetiva deste manifesto, que mais do que criar uma peça, chama atenção de forma prática e inteligente para o caos que se instala diariamente nos grandes centros urbanos, de proporções e consequências já sentidos.

A iniciativa seria ótima se não esbarrasse em outros problemas, os de infra-estrutura urbana. Quais cidades brasileiras possuem uma boa malha de ciclovias? Estamos preparados para sermos sustentáveis? Infelizmente acho que não. Aqui mesmo em Salvador, a SET diz que “criou” uma via expressa exclusiva para ônibus. Criou nada!  Ao invés de construir esta nova via, o que fizeram? Conseguiram apenas aumentar os congestionamentos nos horários de “rush” suprimindo uma faixa de rolamento justamente no momento em que a cidade revela altos níveis de crescimento urbano. Ciclovias? Apenas para quem usa a bicicleta como opção de lazer, no calçadão à beira mar.

Soluções existem, o problema real está no estilo de vida que criamos e nas políticas urbanas e de transporte de massa que dia após dia revelam-se cada vez menos sustentáveis.

Mas voltanto ao manifesto, o design da peça é uma grande sacada.

(fonte: Blue Bus)

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Perigosamente insensíveis

Há uns dias atrás visitando o Incompletudes, lia um post sobre o livro “A gente se acostuma com o fim do mundo” (Martin Page). Ainda não li, não posso criticar nem comentar sobre, mas o título me inspirou.
Acabei de ler o post e fiquei matutando sobre os diversos sentidos implícitos no título do livro.

Vivemos numa sociedade onde pessoas bem vestidas, supostamente cultas e bem educadas andam em seus automóveis último modelo enquanto jogam o lixo pela janela, param sobre a faixa de pedestre ou simplesmente estacionam sobre a calçada; convivem com a miséria e abandono de crianças mendigando em semáforos,  de tal forma que não mais sensibilizam-se com seu infortúnio; frequentam restaurantes chiquérrimos e impecavelmente limpos e ao saírem fumando, jogam a bituca displicentemente no chão; vão à praia e no final da tarde retiram-se deixando atrás de si uma enorme quantidade de lixo; pagam propina de toda espécie enquanto criticam políticos corruptos.

Vivemos numa sociedade de valores deteriorados, onde pessoas queimam outras pessoas, que por não terem onde morar, dormem nas ruas; onde jovens assaltantes arrastam uma criança presa a um carro por vários quilômetros, sabendo o que estão fazendo; onde filhos matam pais e pais matam filhos por caprichos bestiais; onde homens espancam e matam mulheres e continuam livres, já que praticaram o ato em legítima defesa da honra; onde um pai mantém em cárcere privado a própria filha, abusando sexualmente dela por vários anos; onde padres, supostamente defensores da moral, aliciam adolescentes sexualmente.

Vivemos numa sociedade onde a capacidade de “acostumar-se” está se tornando algo extremamente perigoso.

(imagem: escultura de Mariele Neudecker)

Prazeres questionáveis

18/05/2008 Sarah K 9 comentários

“Não seremos capazes de respeitarmos a nós mesmos se não respeitarmos os demais seres vivos”  Rosa Montero

Mês passado recebi um mail, uma petição on-line solicitando que a participação de Guillermo Habacuc na Bienal de 2008 seja revista, baseada na polêmica e cruel participação anterior.

Concordo totalmente, a dita instalação na Bienal 2007 foi extrememente cruel e desumana, mas será que todas estas pessoas (inclusive eu) que se indignaram com o fato, preocupam-se também com a realidade dos animais dentro da nossa sociedade?
Todos os dias milhares de animais são torturados, maltratados e mortos em nome da nossa sobrevivência, prazer e bem-estar. E aí, onde estarão todas as petições on-line para defendê-los? Temo que nossos inbox não dariam conta.

Isto tudo me faz pensar no quão curioso e muitas vezes ridículo é o comportamento das pessoas na rede. Será que realmente pensam e preocupam-se seriamente com as bandeiras que levantam? Isto também me recordou a época que rolou na rede o abaixo assinado contra o filme Turistas, na minha opinião uma completa perda de tempo e energia engajar-se numa iniciativa destas. Melhor seria se procurássemos no nosso dia-a-dia sermos cidadãos mais éticos, conscientes e participativos. 

Pois é, mas voltando aos animais, todos os dias milhares e milhares são sacrificados como cobaias em pesquisas científicas, testando efeitos de novas drogas que prolongarão a vida humana sobre o planeta, outros milhares são torturados e sacrificados em prol do desenvolvimento da indústria cosmética.
Outros tantos vivem alguns meses em condições nada dignas (sem ver a luz do sol, confinados em minúsculos espaços, alimentados com rações entulhadas de antibióticos e hormônios) para ao final do processo nos servirem de alimento. Não que esteja defendendo aqui a alimentação vegetariana, seria muita hipocrisia (ainda como carne, apesar de ter reduzido o consumo), mas nem por isto deixo de ter uma visão crítica sobre o assunto. Cabe a nós consumidores pressionarmos a indústria no sentido de reverem seus métodos de criação. Um exemplo disto é o caso da empresa americana “Smithfield Farms” criadora e produtora de carne suína que remodelou os moldes de criação devido a pressão de consumidores. Além disto tudo, estes métodos de criação têm desencadeado doenças perigosas para o homem, como a da Vaca Louca e a Gripe Aviária.

Temos diversas alternativas, boicotar a carne de frango de granja por exemplo é fácil com a proliferação de alimentos orgânicos. Pressionarmos fabricantes de medicamentos a investirem em técnicas de cultura in vitro de bactérias, células e órgãos. Boicotar empresas do setor de cosméticos que utilizam testes em animais na sua linha de produção; na minha opinião a prática mais cruel de todas, que em nome da estética, algo bastante supérfluo, torturam e matam cruelmente milhares de animais indefesos. Vejam aqui a lista das empresas que não utilizam animais nos testes.

Então fica aqui este alerta, nos dedicarmos a ações efetivas, nos mobilizarmos, entrarmos em contato com o SAC das empresas demonstrando nosso desagrado e informando que deixaremos de consumir produtos que não tenham uma linha de produção ética e de respeito à vida.

Assinar a petição on-line? Tudo bem, mas não se deixe contaminar por este pseudoengajamento, para falar a verdade acho que estas ações acabam sendo muito vazias de conteúdo, visto que são praticadas num momento de euforia virtual. A questão na verdade é muito mais profunda, traz à tona um dos valores mais debatidos atualmente, a ética. Temos o direito de impor sofrimento aos animais apenas visando nosso prazer e bem estar? Para onde se dirige o desenvolvimento humano se não preocupa-se com uma sociedade verdadeiramente igualitária?

Mais sobre o assunto leia AQUI

Ilha Das Flores

“O ser humano se diferencia dos outros animais pelo telencéfalo altamente desenvolvido, pelo polegar opositor e por ser Livre. Livre é o estado daquele que tem liberdade. Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”

Podem me chamar de idealista, romântica, sentimentalóide, tola, sonhadora, mas eu creio numa coisa: o Capitalismo rouba a Liberdade das pessoas. Liberdade no seu conceito mais puro e desejado, que traz intrínseco todas as causas e consequências que o estado nos expõe.
Então, aqui e agora, você terá a ‘liberdade’ de achar que estou falando besteira, mas mesmo que discorde de mim, ou até concorde (é mesmo?!), assista este curta e deixe-se conduzir pela lógica simples, que tão inteligente e ironicamente ele expõe, sobre o funcionamento da sociedade de consumo, que em muitos momentos chega a ser tão podre quanto o lixo que produz.

ILHA DAS FLORES – curta metragem
Brasil - 1989 – Direção: Jorge Furtado – Elenco: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (D. Anete).
Criado há 20 anos, mas extremamente atual. Não deixem de assistir, é muito, muito bom!!