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Archive for the ‘ecologia’ Category

Blog ACTION DAY

14/10/2009 Sarah K 8 comentários

blogactionday

É a proposta de unir a blogosfera mundial num único dia – 15 de outubro – falando sobre um único assunto relevante. Iniciativa que surgiu ano passado e prossegue este ano com o tema “Mudanças Climáticas“.

O aquecimento global deixou de ser previsão há mais de uma década, acho, passando a fazer parte no nosso cotidiano. Enchentes catastróficas, secas prolongadas, tsunamis mais frequentes, tufões e furacões de proporções cada vez mais devastadoras.

Fico pensando qual argumento mais forte para sensibilizar as pessoas quanto à importância de fazer algo desde ontem. Sempre digo que adotar um estilo de vida mais sustentável é uma delas, fugir do desperdício, do consumo desenfreado, ser mais consciente na produção e descarte de lixo, na utilização dos recursos naturais… enfim há muita coisa a ser feita por cada pessoa como cidadão, além das iniciativas em larga escala das nações, como redução da emissão de gases efeito estufa, controle da industrialização, combate ao desmatamento, instalação de políticas de desenvolvimento sustentável mais eficientes.

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Qual o argumento mais forte? Talvez o medo do que virá num futuro não muito distante. Isto pode soar alarmista, mas não é uma inverdade. Se continuarmos no ritmo atual muito do que já acontece vai piorar tremendamente. Talvez nós não estejamos aqui para sentir na pele, mas nossos filhos, netos, bisnetos, sim.

Resolvi então compartilhar com vocês algumas das previsões mais catastróficas de pesquisadores  menos otimistas. Quem sabe um choque nos tire (pelo menos por alguns minutos) desta letargia.

  • A Floresta Amazônica pode transformar-se num deserto
    Previsões mais pessimistas afirmam que a floresta poderá sumir por completo até 2050. Além do desmatamento que já contribui com a emissão de gases efeito estufa, o aumento da temperatura fará com que a floresta deixe de exercer uma de suas funções primordiais, a de sumidouro de CO2 (coisas assim que deixam nosso ar respirável e o clima mais ameno). Em lugar da mata exuberante surgirá numa savana seca que seguirá extinguindo-se até atingir a completa desertificação.
    [fonte]
  • A Grande Barreira de Corais (Austrália) pode desaparecer.
    Dentro de 20 anos, são as previsões mais pessimistas. Devido ao aumento da temperatura do mar a água tornar-se-á mais ácida causando a redução do seu pH, o que torna inviável a sobrevivência dos corais. Isto aconteceria entre 2030 e 2060 e seria a destruição do maior ecossistema mundial (imaginem os oceanos mortos: os recifes são responsáveis pela formação daquelas piscinas de águas tépidas à beira mar, além de ser o habitat de uma infinidade de espécies marinhas; deles dependem a pesca e o turismo principalmente).
    [fonte]
  • Furacões, tufões e ciclones cada vez mais fortes.
    Furacões cada vez mais fortes  são previstos devido ao aumento da temperatura da superfície do mar. O Katrina, por exemplo, pertence à categoria 4, com o aquecimento serão comuns furacões de categoria 5 (e não pensem que nosso país estaria fora desta, lembram das últimas ocorrências no sul do Brasil?), além da ocorrência mais frequente de inundações costeiras devido ao aumento do nível dos oceanos.
    [fonte]
    Com a elevação do nível dos oceanos, áreas urbanas de cidades como Londres, Veneza, Nova York, Rio de Janeiro podem ficar completamente submersas dentro de um século (até isto acontecer teremos enchentes e alagamentos cada vez mais frequentes e devastadores, com seu carro sendo levado pela correnteza e você pode estar dentro). [fonte]

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  • Crescimento do terrorismo e da pobreza
    O aquecimento global pode desestabilizar o parco equilíbrio econômico das nações mais pobres, provocando migrações em massa e problemas sociais. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA prob
    lemas climáticos causarão um êxodo em massa direcionado às nações mais ricas que nem sempre terão recursos ou interesse em acolhê-los, o que aumentaria o risco de violência (outro problema social  potencializado, na minha opinião, seria o narcotráfico). [fonte]
  • Diminuição drástica do turismo com forte impacto na economia global.
    Com o aumento do nível dos oceanos, ilhas paradisíacas como Maldivas desaparecerão até o final deste século (e não precisa ir muito longe, as praias urbanas desapareceriam e com elas outra fonte de comércio e lazer mais acessível à maioria da popu
    lação). [fonte]
    As geleiras já sofrem uma diminuição diante das mudanças climáticas, invernos secos, verões cada vez mais quentes, a cada ano é visto menos neve nas médias altitudes. Prevê-se que entre 2030 e 2050 várias geleiras, entre elas os Alpes Suiços, terão derretido, o que inviabilizará o turismo na região. [fonte]
  • Ilhas desaparecerão deixando imensas populações desabrigadas.
    Pelo menos 2000 ilhas em todo o arquipélago da Indonésia, que já sofre com os tsunamis cada vez mais comuns, desaparecerão por completo até 2030 em consequência do excesso de mineração e outras atividades nocivas ao meio ambiente. A Indonésia já perdeu 24 de suas mais de 17500 ilhas.
    [fonte]

Estas são algumas das catástrofes previstas. Impossível não acreditar em pelo menos uma delas, afinal já vivenciamos coisas parecidas.
Não é difícil imaginar um mundo de clima insuportavelmente quente e incontrolável,  com grandes áreas desmatadas, fontes de água e energia escassas e caríssimas, incrivelmente violento e desigual; mesmo não lendo estas previsões, já vivenciamos muito disto no cotidiano de nossas cidades.
Que tal então repensar (e até mudar, um pouco que seja, só para começar) seu estilo de vida? Que não seja por você, afinal são ainda 30 a 50 anos pela frente, mas pelas pessoas que ama, já pensou nisto?

HOME: nosso planeta, nossa casa – Dia Mundial do Meio Ambiente

Trailer do filme HOME, nosso planeta, nossa casa (um documentário de Yann Arthus-Bertrand) que  foi filmado em 54 países e será lançado mundialmente hoje (05/06/2009) em mais de 50 países, com dublagem em 14 línguas. Numa sequência única de imagens tomadas num vôo sobre o planeta, o diretor reflete conosco sua preocupação diante da crise ambiental mundial, fazendo da película uma espécie de alavanca para ações que mostram-se urgentes e necessárias para revertê-la.

Vendo este trailer lembrei-me do post do ano passado quando questionei nosso comportamento diante da crise ambiental; resolvi não mais perguntar e sim mostrar algumas estatísticas um tanto pessimistas, mas reais.

Porque faço isto? Talvez para chocar, para gerar questionamentos. Por acreditar que é principalmente pela educação e massificação deste tipo de  informação que conseguiremos desencadear um movimento, mesmo que pequeno inicialmente, pela mudança neste cenário crítico.  Acreditando, mesmo contra todas as estatísticas, que é possível.

Veja o filme, está nos cinemas e disponível on-line também, a idéia é disponibilizá-lo para todos, pagantes ou não, visto a importância da mensagem.
Num vôo surpreendente, onde o expectador é colocado como observador crítico, seu objetivo é
convencer o maior número de pessoas da  responsabilidade individual e coletiva em relação ao planeta, através de uma sucessão de imagens contrastantes e impactantes.
UPDATE: em Salvador, está sendo exibido na Sala de Arte da UFBA

E complementando… mais algumas informações sobre a crise ambiental:

- 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta.
GEO4, UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente) 2007

- O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de países.
SIPRI Yearbook, 2008 (Instituto Internacional de Pesquisa em Paz de Estocolmo)
OECD, 2008 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)

- 5.000 pessoas morrem todos dias por beber água poluída. Um bilhão de seres humanos não têm acesso à água de beber salutar.
UNDP, 2006 (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas)

- 1 bilhão de pessoas passam fome.
FAO, 2008 (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)

- Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração animal ou biocombustíveis.
Worldwatch Institute, 2007
FAO, 2008

- 40% da terra cultivável é degradada.
UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ISRIC World Soil Information

- A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem.
FAO, 2005

- 1 mamífero em 4, 1 pássaro em 8, 1 anfíbio em 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão desaparecendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural de extinção.
IUCN, 2008 (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais)
XVI Congresso Internacional de Botânica, Saint-Louis, USA, 1999

- 75% dos produtos da indústria pesqueira estão extintos, esgotados ou em risco de extinção.
Fonte ONU

- A temperatura média dos últimos 15 anos tem sido a mais alta desde o início de seu registro.
NASA GISS data
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A.txt
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A2.txt

- A calota polar perdeu 40% de sua espessura em 40 anos.
NSIDC, National Snow and Ice Data Center (Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo), 2004

- Poderá haver 200 milhões de refugiados do clima em 2050.
The Stern Review: the Economics of Climate Change
Part II, Cap. 3, pág. 77

Posts relacionados:
- Água tem dono?
- Água para quem precisa
- Ilha das Flores
- Última gota
- Água – Consumo consciente

Hora do Planeta

earth-hour

Ufa, deu tempo de postar!

É hoje o Manifesto A Hora do Planeta , ou melhor, já está sendo, várias cidades estão aderindo, como a Cidade do Cabo – África do Sul que  já apagou as luzes agora (18:20h, hora de Brasília). Veja AQUI o vídeo. Avenidas do Kuwait totalmente apagadas, VEJA também.

O *IDEIAS* apóia!
Então hoje, sábado, 28 de março de 2009, a partir de 20:30h, horário de Brasília, durante uma hora, apaguemos todas as luzes em casa.
Mas atenção gente, é um ato simbólico, apenas apaguem as luzes, podem assistir TV, conectar internet e acompanhar o evento pelo mundo. Está mais do que na hora de utilizar com mais respeito os recursos do planeta (não são infinitos e uma hora destas  acaba!). Sintonize-se com a consciência coletiva hoje e comece a habituar-se com a idéia de preservação, economia de recursos, sustentabilidade … um dia (com muito trabalho) chegaremos lá!

Apaguem as luzes e aclarem as consciências!

Água tem dono?

25/03/2009 Sarah K 4 comentários

agua

Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.

E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…

É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.

Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??

Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.

Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?

Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação. 

Ambientalismo: imagem do Ano

14/10/2008 Sarah K 8 comentários

Num concurso com mais de 1400 fotos inscritas, esta foto foi a vencedora. Trata-se da disputa pelo título de “Fotógrafo Ambientalista do Ano” promovido em Londres por uma instituição que cuida do gerenciamento de recursos ambientais. As fotos vencedoras foram expostas no Mil End Arts Pavillion, em Londres, de 17 de setembro até 11 de outubro de 2008.

O vencedor foi o indiano Abhijit Nandi, especialista em portraits, diz que sua foto quis passar a mensagem da relação ancestral entre a mãe Terra e seus filhos. Foi feita num vilarejo no leste da Índia: uma mulher retornando para casa após um dia de trabalho no campo, onde ajuda o marido numa plantação ao mesmo tempo que cuida dos filhos.
O que mais me chamou atenção na foto foi o tom verde predominante, se foi mera coincidência (falo isso porque nestes tempos de photoshop interferências sempre são possíveis), tornou o instantâneo a expressão perfeita para o tema proposto no concurso.

Um evento que além de fomentar o trabalho artístico com enfoque no meio ambiente traz o diferencial da preocupação ambiental refletindo sobre pobreza, ecologia, produção de lixo, desigualdade social, poluição, direitos humanos, aquecimento global e biodiversidade.

Aproveite e reflita também contemplando algumas das fotos premiadas. Descrições das fotos você vê AQUI  (clique para ver ampliada):
  
  

[ fotos DAQUI ]

Cotidiano sustentável

Dia 20 de setembro foi o Dia Mundial sem Carro. Confesso que esqueci, neste dia viajei de carro.
Lembrando disso comecei a pensar: O que tenho feito pelo planeta? No barato tenho feito coleta seletiva do meu lixo, reaproveitado embalagens, reciclado papel no escritório…
E você o que tem feito? Quase nada? Pouco? Não sabe o que fazer?

A designer Shiu Yuk Yuen anda fazendo a parte dela, criou este guarda-chuva instantâneo. Com estrutura dobrável que cabe no bolso e utiliza como cobertura qualquer material que você tenha à mão: sacos plásticos, folhas de jornais, sacos de papelão, etc.
É simples, nós que não estamos habituados a pensar sustentavelmente, acostumados que estamos com a cultura do descartável, do desperdício e do fast food.

O que andamos fazendo além de consumir/descartar, descartar/consumir?
Veja nesse vídeo o que perigosamente anda acontecendo por aí e o que podemos fazer. Se não puderem assistir todo o vídeo, dêem especial atenção ao trecho que começa aos 12 min. no contador.

( Fonte: Kith Kin )

É verde o Dia do Sexo

06/09/2008 Sarah K 9 comentários

A data de hoje, se for aprovada oficialmente, se tornará o Dia do Sexo nos calendários. Tudo bem, mas e daí? Para mim dia do Sexo é todo dia que a gente esteja a fim. Mas tá valendo, sexo é sempre, sempre muito bom, muito melhor que criar o Dia da Sogra, rsrs.

E nada mais a cara do *idéias* do que postar este vídeo que está na página do Greenpeace no YouTube. Uma mega sacação sensual, mostrando galhos, folhas e troncos se “amando” na floresta. O vídeo quer denunciar o pouco caso da Comissão Européia em votar uma importante causa sobre proteção de Florestas. Isso me fez lembrar da nossa floresta-mor, a Amazônia, que é queimada e dizimada a olhos vistos todos os dias.

Mas voltando … Ótimo Dia do Sexo prá todos e para que isso aconteça, saiam já daqui e vão prá cama!!!

UPDATE: Dia 5 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Amazônia. Escolheu-se esta data porque em 1850 um decreto-lei criou a Província do Amazonas.

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[ fonte: A Vida Secreta ]

Seja seu próprio Combustível

01/07/2008 Sarah K 8 comentários

Trocar o carro pela bicicleta viria a ser solução para alguns problemas urbanos, evitar congestionamentos, reduzir emissão de CO2 e consumo de combustíveis nesses tempos em que o bio-combustível ameaça a produção de alimentos. Acontece que nem tudo é tão simples e a grande maioria das pessoas não quer nem sonhar em trocar o conforto do seu automóvel por uma bicicleta, mesmo que seja para investir numa sobrevida para o planeta.

Esse papo todo porque andei lendo algo sobre um estacionamento criado pela Inout Designers, um manifesto a favor da sustentabilidade urbana que permite colocar na mesma vaga destinada a um automóvel, seis bicicletas. Trocando nosso carro por uma bicicleta - não precisa ser todo dia, comece com um dia, tudo é uma questão de acostumar-se (estou dizendo isto para mim também) – começaremos a fazer parte efetiva deste manifesto, que mais do que criar uma peça, chama atenção de forma prática e inteligente para o caos que se instala diariamente nos grandes centros urbanos, de proporções e consequências já sentidos.

A iniciativa seria ótima se não esbarrasse em outros problemas, os de infra-estrutura urbana. Quais cidades brasileiras possuem uma boa malha de ciclovias? Estamos preparados para sermos sustentáveis? Infelizmente acho que não. Aqui mesmo em Salvador, a SET diz que “criou” uma via expressa exclusiva para ônibus. Criou nada!  Ao invés de construir esta nova via, o que fizeram? Conseguiram apenas aumentar os congestionamentos nos horários de “rush” suprimindo uma faixa de rolamento justamente no momento em que a cidade revela altos níveis de crescimento urbano. Ciclovias? Apenas para quem usa a bicicleta como opção de lazer, no calçadão à beira mar.

Soluções existem, o problema real está no estilo de vida que criamos e nas políticas urbanas e de transporte de massa que dia após dia revelam-se cada vez menos sustentáveis.

Mas voltanto ao manifesto, o design da peça é uma grande sacada.

(fonte: Blue Bus)

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Dia Mundial do Meio Ambiente

    É hoje!

E daí, para que serve mais esta data se não faço nada com ela? Se não páro um minutinho para imaginar pelo menos o que significa meio ambiente. Muita gente quando ouve ‘esse papo’ pensa logo numa floresta com suas árvores e suas feras, excluindo sua vida urbana do conjunto.

Sinto muito, mas a cena não é bem esta. Você, seu carro, o lixo, a poluição, a praia do domingo, seu cachorro, sua comida, sua saúde, o oxigênio, a água, seu cigarro, o dióxido de carbono, o mau-cheiro dos esgotos, o sol, o efeito estufa, a climatização artificial, sua cidade, o rio poluido cortando a avenida, o consumo, a política, a chuva que refresca e alaga, o calor sufocante, a floresta, o vento, as árvores, as flores e os bichinhos estão todos juntos no mesmo pacote… Então, hoje é o dia de pensar pelo menos em você e no seu bem-estar tão dependente deste ‘meio’ que é inteiro se não puder enxergar mais nada diante do nariz.

Pois é, quando cuidamos melhor da qualidade da nossa vida como pessoa e cidadão, de quebra estamos contribuindo para uma melhor qualidade à nossa volta e isto retorna prá nós, numa cadeia incessante, como na lei do eterno retorno. É simples, começar a ser mais responsável na relação com o meio ambiente, que ao contrário do que se pensa, não está dissociado de nós, somos nós. Então, não justifica tanto descuido.

Mês passado, a Market Analysis divulgou resultado de pesquisa sobre as reações dos brasileiros diante da perspectiva do aquecimento global e mudanças ambientais drásticas, mostrando que estamos divididos entre crença e descrença: 52% acredita que as mudanças no clima não sejam graves, enquanto 46% mostram-se temerários; já quando o assunto é a crença na capacidade de modificar postura pessoal, 40% dos pesquisados se acham capazes de realizar mudanças, mas quando a questão é pesquisada mais a fundo registram-se apenas 16% destes 40 como os efetivamente mobilizados. Ou seja, vivemos um falso clima de engajamento, ouve-se e fala-se demasiado, em contrapartida pratica-se quase nada.

Já pensaram? Pequenas atitudes individuais juntas produzem um mutirão como uma onda que através da convivência, da divulgação boca-em-boca pode mudar o comportamento de muitos que ainda apenas acham que podem fazer alguma coisa.

Faça sua parte!
É preciso por em prática nossa boa vontade. O resultado disto vem a longo prazo, e talvez nem estejamos aqui para ver, mas não importa. Lá adiante, nossos filhos, netos, bisnetos podem ter a chance de viver numa civilização onde o cidadão age em acordo e não contra a natureza, por simples questão de respeito à vida, de sobrevivência.

Acredito que tudo começa nas pequenas ações, isoladas mas persistentes. São coisas simples, que até parecem banais, atitudes sobre as quais já falei muito por aqui, lembram? Se não, olhem aí embaixo.

UPDATE: vejam este vídeo, curtinho e hiper bem bolado!

Desperdício, fuja disso!

seurat_grande-jatte.jpg latas-seurat.jpg

Dos pontos para as latas. Da arte para a crise.
Uma releitura da “Tarde de domingo na Ilha de Grand Jatte” de Seurat feita pelo fotógrafo americano Chris Jordan, num ensaio-denúncia interessantíssimo (2007) sobre consumo/desperdício exarcebado da sociedade americana.
Acima, o original de Seurat seguido pela fotografia de Jordan que reproduz a mesma cena através de 160.000 latinhas agrupadas (clique na imagem de baixo para ver o detalhe), a mesma quantidade consumida/descartada em 30seg nos EUA.   Realy!!!

No ensaio, dezenas de fotos impactantes são relacionadas às estatísiticas de consumo/desperdício (nos EUA) de diversos itens, entre eles cigarros, celulares, sacos plásticos, folhas de papel, eletrônicos, correlacionando as imagens com a quantidade/tempo de consumo absurdos.

  • 60.000 sacolas plásticas que são descartadas a cada 5seg
  • 15 milhões de folhas de papel consumidas em 5min
  • 426.000 aparelhos celulares que deixam de ser usados a cada dia
  • 3,5 milhões de toneladas de aparelhos eletrônicos descartados por mês

Mais algumas fotos do ensaio – em sequência: celulares, motherboards, bitucas de cigarro (clique para ampliar):

jordan-cell.jpg   jordan-eletr.jpg   jordan-cigar.jpg

Para nós brasileiros que vivemos numa corrida desenfreada ao encontro do modelo americano, um alerta. Pensar duas vezes antes de consumir; antes de trocar o celular, som, tv semi-novos pelos últimos modelos (ninguém morre asfixiado por falta de tecnologia), recusar saquinhos plásticos para carregar pequenas compras (leve sua sacolinha na bolsa!), não jogue a bituca de cigarro no chão (comportamento nada sustentável), separe seu lixo em casa e entregue nos postos de coleta para reciclagem.

Por mês, cada brasileiro utiliza em média 70 sacolinhas plásticas, que serão provavelmente descartadas, daí entupindo a rede de esgoto, provocando inundações, poluindo rios, matando peixes, e levarão aproximadamente um século (cada uma) para degradarem-se. E não se engane achando que as recentes sacolinhas plásticas oxibiodegradáveis são a solução, na verdade a tecnologia que permite o plástico modificado degradar-se mais rapidamente que o plástico comum, em contrapartida contamina o meio ambiente de forma agressiva, principalmente os mananciais de água através dos seus componentes químicos (níquel, cobalto e manganês).

Já em reciclagem de latinhas de alumínio somos referência  mundial, 95% da produção é reciclada, participe deste sucesso praticando a coleta seletiva em sua casa.

Outra dica é adotar a doação, não descarte o que perdeu a utilidade, doe usados (eletrônicos, móveis, brinquedos, roupas, sapatos, livros, etc), sempre tem alguém precisando!
Por falar nisto, li outro dia na Vida Simples [março/2008] sobre uma iniciativa muito bacana, um projeto italiano, de alguns estudantes de Design, que coloca em disponibilidade o que poderia ir para o lixo. Consiste num container de lixo comum da região (Veneza) que é adaptado com prateleiras e portas de vidro, deixando os objetos descartados à mostra. A prefeitura local apoiou o projeto instalando o equipamento em alguns pontos da cidade. Os objetos mais diversos, como livros, sapatos, cds, roupas, eletrônicos, celulares, são doados e deixados em exposição podendo ser retirados por qualquer pessoa que passe. Os criadores explicam a iniciativa como uma reflexão individual sobre o desperdício.

Aproveite também e recicle idéias e comportamentos, o planeta agradece!   :)

Última Gota

É preciso realmente fechar a torneira.

Volto a bater novamente na mesma tecla – o consumo consciente da água. Daqui há 12 anos, se as temperaturas médias do planeta continuarem a subir no ritmo atual, milhões de pessoas passarão a sofrer com a escassez de água (dados do IPCC).

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Naturalmente só um louco não sabe que dentro da sociedade capitalista que vivemos, a economia, hoje globalizada, é a base de tudo. Partiremos daqui para entendermos o ponto crucial da questão. Sabemos o quanto de água é necessário para fazer a economia funcionar? Vejamos!  

  • Cada litro de gasolina que consumimos diariamente utiliza 2,5 litros de água na sua produção.
  • Safras destinadas à produção de bioenergia, em média, utilizam pelo menos 1000 litros de água para produzir 1 litro de biocombustíveis.
  • A produção de uma simples camiseta de algodão necessita de 2,7 mil litros de água.
  • O pão nosso de cada dia consome 4000 litros de água na produção de 1 kg de trigo.
  • Para ter o filet em nossa mesa são gastos 16000 litros de água para produzir 1 kg de carne bovina.
  • Não acabou! Imaginem  ainda que para as cidades e industrias funcionarem (geração de energia, cimento, química, aço, mineração, etc) são necessárias mais algumas toneladas de água.

A solução encontra-se em parte em ações coletivas por parte das empresas, que já se mobilizam numa reunião internacional – Encontro Anual do World Economic Forum - em Davos na Suiça, onde pretende-se discutir e propor soluções através de parcerias público-privadas e conscientizar/alertar a sociedade civil para a necessidade de novas posturas antes que uma crise de grandes proporções se instale.

Outra parte seriam as ações isoladas, dos cidadãos, ou mais claramente, as NOSSAS AÇÕES: evitar o desperdício, ter posturas mais conscientes diante do consumo desenfreado (não só de água), adotar um comportamento sustentável como cidadão e indivíduo (veja dicas no final do artigo).

Num futuro não muito distante a água pode se tornar um bem de consumo extremamente caro e de acesso restrito. Há quem defenda a tese que a terceira guerra mundial será motivada pela crise da água. Já pensaram nisto? Tem lógica, não existe alternativa, nem substituto, todos os setores a utilizam na produção dos bens de consumo e na geração de energia, (sobre)viver e desenvolver significa ter água. A água é local, os grandes mananciais de água serão pontos de grande tensão e disputa.

Preciso dizer mais alguma coisa??

Conscientizando:
Dicas
Fechando a torneira
Freio no consumo
Ações no dia-a-dia
Carne e meio ambiente

FONTE: Gabeira.com

A chance de mudar

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“É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”   (C. Drumond de Andrade)

Vamos fazer com que realmente este ano seja novo, uma novidade, uma nova postura, uma nova visão? Vamos nos dedicar a fazer nossa parte, seja ela qual for, mesmo que só nós a façamos, mesmo que pareça um simples grão de areia na imensidão da praia?

Não nos intimidemos. Muitos amigos ou conhecidos acharão perda de tempo, que ações isoladas não resolvem absolutamente nada. Discorde disto tudo!!

Desejo que neste ano muitos dos que pensam assim revejam seus conceitos e começem a fazer sua parte, que sejam mais uma andorinha que faz o seu verão e ajuda a melhorar o dos outros.  Que nestes 365 novos dias que já vivemos possamos pôr em prática atitudes mais conscientes, mais responsáveis, menos descrentes do nosso poder pessoal transformador.

Mais alguns desejos para um Ano realmente NOVO  (clique nas imagens para ampliá-las):

1agua.jpg1luz.jpg1plasticas.jpg

1carne.jpg1carro.jpg1papel.jpg

1organicos.jpg1sustentavel.jpg1voluntario.jpg

Imagens:  Mude o Mundo

[ Amigos, desculpem tanta ausência, mas estou de férias, uma vida mansa de dar inveja... Volto em breve! ]

ÁGUA – consumo consciente

Pegando a deixa do  COP13  que pelo visto não vai chegar a nenhuma definição, trago hoje este relato fictício que descreve a vida sobre o planeta no ano de 2070, em forma de carta supostamente escrita por um homem que era criança nos tempos atuais, exibe um cenário negro e catastrófico num futuro não muito distante, onde viverão nossos filhos e netos.
Muitos céticos a achariam alarmista, exagerada, afirmando que “estamos assustados demais” (!).
Exagero ou não, o fato é que, ao contrário do que os céticos ousam afirmar,  o futuro que se anuncia e que já vivenciamos sob a perspectiva de uma planeta muito mais quente a cada ano é extremamente preocupante.

“Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de 85. Tenho sérios problemas renais por que bebo pouca água. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era diferente. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora. Agora usamos azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água. Antes, meu pai lavava o carro com água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos água dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que água jamais poderia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos, estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bujão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos de água por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar fossas sépticas como no século passado por que a rede de esgoto não funciona mais por falta de água. A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos. Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m³ por dia, por habitante adulto. Quem não pode pagar é retirado das “ZONAS VENTILADAS”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar.

A idade média é 35 anos. Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mas do que ouro ou diamantes. Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida. As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atômicas e pela poluição das indústrias do século XX.

Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso. Quando a minha filha pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Lhe falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis! Ela pergunta-me:          

-Papai, porque a água acabou?

Então, sinto um nó na garganta! Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos. Agora, nossos filhos pagam um alto preço… Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreenda isto… Enquanto ainda é possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra.”   (Texto Publicado na revista “Crônicas de Los Tiempos”. Abril de 2002)

A carta é ficção, em compensação o vídeo que segue é extremamente real.
Ainda há tempo, mas o que nos falta compreender?
Que nosso modelo capitalista de sociedade precisa ser revisto? Que os recursos vitais do planeta ainda serão usados por milhares e milhares de pessoas? Que questões ambientais não são modismos?
Este post é um protesto contra visões céticas, como a da Veja (24/outubro), que querem criar a falsa impressão de que mudanças climáticas não estão relacionadas com o efeito estufa, desmatamento, destruição da camada de ozônio, nem com o modelo capitalista de nossa sociedade.
Leia.
Assista.
Reflita.

 

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Na dúvida, se leu os céticos, consulte esses dados também:

Mata Vertical

Nem tudo é pedra e concreto nesta inusitada  selva urbana.
Estamos em Fukuoka, sul do Japão, numa das últimas áreas verdes da cidade, local aprazível à beira de um rio, sobrevoando uma construção prá lá de original – o Fukuoka Prefectural International Hall
que leva a assinatura do Escritório de Arquitetura  Emilio Ambasz & Associates, Inc.  sediado em NY.

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O projeto foi concebido partindo do desafio de criar um grande centro multi-uso com escritórios, lojas, estacionamentos, centro de convenções, museu e teatro, e ao mesmo tempo preservar o último espaço verde remanescente da cidade.
Das quatro fachadas, tres são absolutamente tradicionais, guarnecidas por esquadrias de vidro, enquanto a última é voltada para uma praça de grandes dimensões e concebida em níveis escalonados, dando, desta forma, continuidade à área verde da praça que vai subindo pela fachada como uma pujante mata.

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Assim  a espessa vegetação cria um ambiente bucólico e acolhedor, propiciando uma temperatura bastante amena e confortável no interior da edificação, tornando o consumo energético tremendamente reduzido. As águas da chuva são coletadas nos jardins por um sistema de drenagem que faz com que a hidratação do solo se faça naturalmente.

No centro da fachada uma torre envidraçada permite a iluminação natural completando desta forma a perfeita integração com o exterior e cumprindo eficientemente o desafio proposto pela administração municipal – a preservação e perfeita adequação ao ambiente. Uma prova literalmente concreta de como é possível construir, atender demandas do crescimento urbano e preservar.

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(fotos: colhidas daqui )

UPDATE:
Respondendo uma pergunta do Gustavo Gitti, muito pertinente por sinal. Aqui no Brasil já existem projetos que seguem a tendência da Arquitetura Verde, um exemplo é o Edifício Harmonia 57 em São Paulo na Vila Madalena.

Um Mundo que agoniza

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Ao me deparar com esta imagem me veio à mente a Carta da Terra e seus efetivos 15 anos de existência. Nela, todos os problemas da humanidade são vistos como interdependentes: ambientais, sociais, econômicos, políticos, culturais e espirituais e como solução é colocado o desafio de formar uma aliança global de responsabilidade e cuidado mútuo.
Aprovada há 7 anos pela UNESCO, após o lançamento da discussão na Eco92, ainda hoje persiste a luta para que seja incorporada pela ONU à Declaração Universal dos Direitos Humanos, enquanto isso, dos seus 16 princípios, pouco ou quase nada se tornou prática eficiente, vivemos numa sociedade onde cada vez mais se impõe o domínio econômico, tudo se transforma em mercadoria e o sentido de cooperação é ferozmente substituído por competição.

Trechos da CARTA DA TERRA

Situação Global:
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Princípios:
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
4. Garantir a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
6.Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e quando o conhecimento for limitado, tomar o caminho da prudência.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação do conhecimento adquirido.
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ambiental.
10.Garantir que as atividades econômicas e instituições em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
11.Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, a participação inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça.
14. Integrar na educação formal e aprendizagem ao longo da vida os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.

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