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Archive for the ‘política’ Category

Para não mudar de assunto

28/09/2009 Sarah K 6 comentários

Pelo visto não sou só eu que enxerga bem por aqui.
Saiu ontem no Conversa Afiada,  e dá prá enxergar bem viu gente,  basta um leve esforço
(risos):

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O “cosmopolitismo” é uma das últimas barreiras do racismo brasileiro contra o presidente Lula.
Faz parte da ideologia da elite branca (e separatista, no caso da elite de São Paulo), o dogma de que o “cosmopolitismo”, o “saber apresentar-se aos estrangeiros”, “freqüentar a Metrópole”, isso é monopólio da elite. Só os tucanos sabem francês.
O Farol de Alexandria materializou o preconceito racial de forma exemplar. Ele se dizia ter “um pé na cozinha”, mas, na verdade, tinha um pé na cozinha do Pedro Moreira Salles.

O Itamaraty era território reservado à elite branca.

Fazer sucesso no exterior, só eles.

Fernando Henrique reproduzia nos salões europeus o que se ouvia por onde Pedro II passava: o país não presta, mas o Imperador é ótimo (*).

Quando Obama disse que Lula é “o cara”, “this is my man !”, o PiG (**) menosprezou, porque Obama é negro e, provavelmente, não é americano, como suspeita a extrema-direita americana.

O PiG (**) odeia o Obama.

O que acontece agora, porém, é demais.

Não basta o sucesso dentro do Brasil.

A vingança da marolinha, a redução da pobreza – clique aqui para ler como a urubóloga Miriam Leitão quase  desfalece .

Ainda por cima, o sucesso na “metrópole”.

Veja bem, amigo navegante: o mundo passará a debater as questões econômicas numa assembléia de que o Brasil faz parte, o G-20.

O PiG (**) escondeu a notícia ( o Conversa Afiada, não).

E além de esconder, como o Estadão de hoje, na pág. B13, faz questão de ressaltar que o G-20 não vai dar em nada …

Sem falar no Clovis Rossi, da Folha (***), o “cosmopolita” do sótão – o “cosmopolita” do porão é a Eliane Catanhêde.

Que estava em Pittsburgh e não percebeu a passagem do bastão do G-8 para o G-20…

Agora, o Zelaya

A ONU, a OEA, a Europa, todo  mundo apóia Zelaya e a atitude do Brasil é exemplar – e central.

É o resultado do peso que a diplomacia do Governo Lula passou a desempenhar.

Os ressentidos, aqueles que construíram a “diplomacia da dependência”, que falava francês no foyer e lá dentro, na coxia, pedia dinheiro emprestado ao FMI, essa diplomacia  dos Lampreia, dos Barbosa, dos Azambuja agora vai para os jornais desacatar o Brasil.

É o racismo.

Eles são a vitrine do racismo.

São a Rue du Faubourg Saint-Honoré do racismo de Higienópolis.

Racismo que se manifesta de formas variadas.

Mas, é um só: o racismo contra o nordestino e contra o pobre.

Contra o operário metalúrgico que vai despejar o Fernando Henrique Cardoso na mesma gaveta em que a História depositou o Presidente Eurico Gaspar Dutra. Outro entreguista que a elite adorava.

(Paulo Henrique Amorim)


Assino embaixo Paulo Henrique Amorim!
SENSACIONAL!!!
Sem mais comentários… tudo mais seria redundância.

O Tsunami é uma Marolinha

17/09/2009 Sarah K 7 comentários

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“A crise no Brasil provocará apenas uma “marolinha”.
Lembram desta tirada de Lula? A grande maioria das pessoas discordou. Foi motivo de piada como sempre, que tal afirmação era mais uma da lista dos absurdos ditos por ele.

Pois é, menos de um ano depois, estamos à beira mar curtindo as ondas leves da dita crise que não arrebentou por aqui. Isto é o que diz o Le Monde hoje, num artigo analisando o panorama econômico dos países do BRIC, afirmando que o nosso presidente teve uma “visão bastante correta” sobre o que seria a crise e elogiando medidas adotadas pelo Brasil para combatê-la.

Na época, confesso que fui um tanto cética, mas não discordei do Lula, esperei prá ver. Vivenciando a propagada crise, a cada dia ia percebendo uma ausência da mesma. Consumismo mantido: shoppings movimentados, restaurantes da moda lotados, fila nas concessionárias à espera do carro zero, lançamento de imóveis com stands concorridos… Enfim, eu me perguntava, cadê a crise??

E é isso que o Le Monde explica hoje: a recessão durou apenas um semestre e o PIB, ao final deste, teve um aumento de 1.9%. O mérito disto tudo se deve à estratégia adodata pelo governo, através de políticas que apoiaram e alavancaram o mercado interno.

Conclusão: Lula estava certo.
Muita gente não gosta de concluir isso, afinal criticá-lo é o padrão de comportamento esperado de todo cidadão brasileiro ético e correto.
Simpatizo com o cidadão Lula, sua trajetória de vida, sua visão social, mas também tenho minhas críticas; muita corrupção vindo de um partido do qual se esperava justamente o oposto. Isto é fato, entretanto seus erros, ao meu ver, não retiram seus méritos.
Refletindo sobre isto surge a questão, será que podemos dissociar o homem do partido? Complexo, afinal ele é o comandante; entretanto sabemos que política é terreno lamaçento, jogos de poder  estão sempre nos bastidores e no meio do caminho atropelos causados por interesses alheios, alianças discutíveis  chocam-se com ideologias e objetivos originais – a usual podridão da política parece não poupar ninguém (verdade indigesta).

Não sou petista, muito menos nego os problemas do atual governo, mas se tem uma coisa que me chama a atenção é a predisposição popular em denegrir sua imagem (e a do Lula na carona). Um exemplo: já perdi a conta da infinidade de e-mails que recebo com informações falsificadas (como a ficha policial de Dilma Roussef, o contra-cheque da aposentadoria do Lula, etc) e/ou com críticas nem sempre verdadeiras. Fica a pergunta, como pessoas que criticam ferozmente a corrupção, paralelamente praticam o mesmo? Mas isto é mais polêmica que renderia outro post.

Enfim… voltando ao tema, o Tsunami foi realmente uma “marolinha”, hein minha gente (riso irônico)? Hoje não vai dar para criticar.
Vejam notícia original no Le Monde ou se preferir no site do BBC Brasil.

Agora que leu tudo, aproveite e divulgue. Saia da mesmice da  crítica, afinal como dizia o saudoso Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

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Branco de olhos azuis – a novela

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Hoje eu estou com a macaca … deixa eu falar, senão engasgo.

A novela do “branco de olhos azuis” continua a todo vapor, agora com gente indignada prometendo processar Lula por racismo ou coisa que o valha (acho que na Veja estão falando disto).
Ok, concordo que a metáfora escolhida para simbolizar o poder econômico dominante (redundância proposital) foi tremendamente infeliz, mas venhamos e convenhamos que estão colocando lenha em excesso na fogueira. Na verdade querem é ver o Lula frito (e ele até colabora). Os insatisfeitos de plantão, na verdade, não perdoam a sua suposta baixa capacidade intelectual e se aproveitam de cada frase mal empregada para tentar desqualificá-lo.

Como sempre, brasileiro tem memória bem curtinha e parece ter esquecido as frases nada recomendáveis de FHC, o  nosso memorável presidente, cheio de títulos e diplomas, Doutor Honoris Causa,  PhD  em “seiláoquê” e blá blá blá. Vamos relembrar algumas? Só não me recordo se ele foi processado por algum compatriota (tenho memória curta também). Talvez não, até porque professores, aposentados e pobres não tem tanto dinheiro sobrando.

- “São uns ignorantes.”
22 de abril de 1998, irritado com os críticos de sua aula inaugural na faculdade do Hospital Sarah Kubitschek.

- os aposentados são uns “vagabundos”
20 de maio de 1998, sobre os brasileiros que se aposentam com menos de 50 anos.
detalhe: FHC aposentou-se com 39 anos

- os brasileiros são “caipiras ” e os trabalhadores brasileiros, “preguiçosos”

- “Se a pessoa não consegue produzir, coitada, vai ser professor.”
5 de dezembro de 2001, sobre a angústia dos pesquisadores bolsistas

- “Eu tenho um pé na cozinha” depois de terminado o mandato, cinicamente acrescentou: “na cozinha francesa”.

- Em entrevista em 05/04/2006 no Programa do Jô,  FHC afirmou que o “pobre” quando chega “lá em cima” corre o risco de virar “outra coisa”, ou seja, deslumbrar-se com a mudança social conseguida pela chegada ao poder.

- Em palestra em Washington (março/2005) FHC agradeceu a presença do ex-secretário de estado americano Henry Kissinger e chamou-o de “meu velho amigo”, e acrescentou, referindo-se a ele: “sua produção acadêmica só encontra paralelo na contribuição à política externa dos EUA, ajudando a mudar o mundo, especialmente nos anos 70”. É verdade! Kissinger teve um papel decisivo na implementação da política externa norte-americana nos anos 70, particularmente na América Latina. O “velho amigo de FHC” teve participação direta no golpe de Estado que depôs e assassinou o presidente do Chile (em 11/09/1973), Salvador Allende, eleito legitimamente, levando o terrível general Pinochet ao poder.

Realmente, a capacidade intelectual de FHC não pode ser discutida. Mas o que isso nos adiantou? Além destas frases e mancadas que nada deixam a dever aos deslizes retóricos de Lula, FHC entregou o patrimônio público brasileiro a preço de banana aos grandes capitais privados nacionais e internacionais, depois de sanear empresas públicas com dinheiro do BNDES e financiar essa transferência com juros subsidiados, no maior caso de corrupção da história brasileira (leia mais logo abaixo).
Puxa… será que alguém ainda se lembra disto?? Ah, mas ele não nos fazia passar vergonha durante seus discursos (cof, cof… dá licença que eu vou vomitar).

Mas voltando ao Lula, o que incomoda?
Apesar de toda limitação intelectual de que o acusam, ainda ser reconhecido como porta-voz do terceiro mundo?
Ou quem sabe, ser o presidente com um dos maiores índices de popularidade no mundo, tornando-se um fenômeno internacional?
É… inclusive os “louros de olhos azuis” (a quem ele se referiu metaforicamente) devem estar achando isto, vide seu sucesso no G20. Mas os teimosos louros daqui querem tapar o sol com a peneira procurando detalhes ridículos que possam vir a comprometê-lo. Quanta rigidez… ou será mero preconceito?

( foto: CNN )

[ UPDATE ]
Leia mais:
- A era FHC
- revista Carta Maior

( em tempo: não sou petista, apenas uma brasileira com suas opiniões )

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Concordo com Obama

Sei que a notícia é velha (culpa da preguiça sem fim que atacou a dona deste blog) mas vou postar mesmo assim.
Tá rolando um disse-me-disse pela web, todo mundo falando que Obama surtou porque disse, durante o encontro do G20, que “Lula é o cara!”. Outros sem entender como Lula foi parar ao lado da rainha Elisabeth na foto oficial do encontro.
Só tenho a dizer que me diverti deveras com tudo isto. Nada melhor que uma espetada (by 1º mundo) nos preconceituosos tupiniquins de plantão.
Prontofalei!
:-P

Leia mais aqui:
-
O LFV na sua crônica de hoje conseguiu ser bastante paradoxal quanto ao assunto.
-
A metáfora dos olhos azuis, chamada de preconceituosa. Será?

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Outras ‘logias’

08/03/2009 Sarah K 7 comentários

cuba

Choque  i-deológico

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Um homem Precioso

20/01/2009 Sarah K 9 comentários

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Neste sorriso, alegra-se um mundo inteiro.
Num homem, nunca foi depositada tanta esperança.

(foto: UOL)

11/09 – Teoria da Conspiração

11/09/2008 Sarah K 9 comentários

22 anos atrás, no Túnel do Tempo…

Premonição, Inspiração ou Conspiração?
Lenda urbana ou Realidade?

A História recente: 11 de setembro de 2001, 8:46h, a primeira aeronave choca-se com a Torre Norte do WTC, em seguida, às 9:03h o choque de outra aeronave com a Torre Sul.

História remota: em 1979, a União Soviética invadiu o Afeganistão, Bin Laden apoiou a resitência afegã, assim como, ironicamente, os EUA tornaram-se um dos maiores apoiadores do Afeganistão, tendo na época contribuido na formação da resistência dos líderes terroristas islâmicos.

A imagem que segue é o trecho de uma campanha publicitária veiculada na revista francesa Le Point, em Março/1979; anúncio de uma companhia aérea paquistanesa, PIA - Paquistan International Airlines, que vendia passagens New York - Paquistão.

( fonte: Museum of hoax )

Salvador – aniversário sem festa

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A cidade, às vesperas do seu aniversário de 459 anos vai mal, obrigada. Carente de políticas públicas eficientes que acompanhem o ritmo acelerado de crescimento urbano causado pela especulação imobiliária e embalado pelo incrível aquecimento do mercado da construção civil em quase todo país nos últimos anos.
A malha viária da cidade é deficiente, contando com investimentos quase inexistentes,  assim como o sistema de transporte de massa que vive até hoje a novela-sem-fim do famigerado metrô, aliado a tudo isto a administração pública vivencia crises sucessivas numa demonstração clara de comprometimento com interesses privados.

O texto que segue foi retirado do site Bahia Notícias, na seção “Francamente”, onde leitores podem deixar depoimentos e comentários; uma crítica que a maioria pensante desta cidade gostaria de expressar, a exemplo do desabafo de Caetano Veloso em entrevista ao jornal A Tarde.

“AÇÕES DESASTRADAS DA SECRETÁRIA KÁTIA CARMELO  
 03/03/2008  15:19:41 

A Bela que é Fera. A sra. Kátia Carmelo, de passagem por esta vida terrena vai deixando sua triste marca. Pra começo de conversa permitiu a derrubada da Mansão Wildberg, atropelando o IPHAN e a população de Salvador para atender à especulação imobiliária. Recentemente o episódio da votação do PDDU deixou o povo pensante com a pulga atrás da orelha com aquela conversa toda que rolou em restaurantes finos da cidade. Verdade ou mentira, o fato é que o plano passou e a nódoa ficou. Todos os envolvidos negam, até eu que não estava lá. Mas, o fato marcante foi o seu poder de fogo e autoridade quando submeteu o presidente da câmara de vereadores ao vexame de aceitar uma intromissão nunca vista nos canais da casa, deixando que pessoas alheias aos trabalhos da câmara ocupassem salas para comandar uma votação. Como que um presidente de uma casa legislativa se permite a esse tratamento? Fraqueza ou outros interesses? Mais adiante, seguindo sua sanha demolidora, a sra. Kátia Carmelo voltou sua fúria para os terrenos públicos ocupados por entidades religiosas. Enlouquecida pela legalidade, autorizou a profanação de um templo religioso no Imbuí e destruiu seus símbolos mais sagrados. Sintomático é que essa fúria só funcione com os terreiros de candomblé. Essa mesma fúria “legalista” também deveria ser usada para desalojar comerciantes, empresários, pastores, padres e grilheiros que ocupam terrenos públicos. Se não houvesse histeria e intolerância, poderia propor um convênio para o Terreiro continuar sendo ocupando, como o Aeroclube. Tratamentos desiguais para uma mesma lei de ocupação do solo. A secretária se esqueceu que tem obrigações constitucionais de ter essa mesma “eficiência” em cumprir a lei sem descriminação e distinção. Sua obrigação é defender realmente os interesses da população e não o da especulação. Depois de tanta estripulia por onde passou e passa, de qual lado vocês acham que a sra. Kátia está? De quebra o prefeito sai mais uma vez arranhado no episódio com a população afro descendente e os adeptos e simpatizantes do culto do candomblé, que é uma religião e merece todo o nosso respeito. Axé, Amém e Aleluia! Vade retro Satanás! Batam três vezes na madeira!
(autor: Aurélio Laborda Neto)”

Após incidente com o terreiro Oyá Onipon, entidades ligadas a movimentos negros exigem a exoneração da secretária Kátia Carmelo que acumula dois cargos (superintedente da Sucom e secretária de planejamento – Seplam), enquanto isto o prefeito João Henrique tenta manobra para mantê-la em um dos cargos.
Leiam mais detalhes desta saga AQUI.

A notícia mais recente (A Tarde de hoje) é que o CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) entrou com ação contra o PDDU, o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano da cidade, que gerou bastante polêmica e desagrado em vários setores (já em outros, nem tanto, se é que me entendem).

Um Mundo que agoniza

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Ao me deparar com esta imagem me veio à mente a Carta da Terra e seus efetivos 15 anos de existência. Nela, todos os problemas da humanidade são vistos como interdependentes: ambientais, sociais, econômicos, políticos, culturais e espirituais e como solução é colocado o desafio de formar uma aliança global de responsabilidade e cuidado mútuo.
Aprovada há 7 anos pela UNESCO, após o lançamento da discussão na Eco92, ainda hoje persiste a luta para que seja incorporada pela ONU à Declaração Universal dos Direitos Humanos, enquanto isso, dos seus 16 princípios, pouco ou quase nada se tornou prática eficiente, vivemos numa sociedade onde cada vez mais se impõe o domínio econômico, tudo se transforma em mercadoria e o sentido de cooperação é ferozmente substituído por competição.

Trechos da CARTA DA TERRA

Situação Global:
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Princípios:
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
4. Garantir a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
6.Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e quando o conhecimento for limitado, tomar o caminho da prudência.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação do conhecimento adquirido.
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ambiental.
10.Garantir que as atividades econômicas e instituições em todos os níveis promovam o desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
11.Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, a participação inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça.
14. Integrar na educação formal e aprendizagem ao longo da vida os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.

[Blog-amigos, visitem a página SELOS, tem atualização e novas indicações!]

Um certo 11 de Setembro

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Toda moeda tem dois lados… Assim também é no mercado do TERROR. E as vidas? Estas costumam valer pouco…

“Tão culpados quanto os terroristas são aqueles que lhes dão apoio, financiamento e inspiração.”   É… acho que Kissinger tem toda razão.

 

CANSEI! (… de hipocrisia)

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Semana passada passeando pela rede descobri esta campanha, e se existe algo que me deixa de nariz torcido e certamente preocupada, é quando acontece algum movimento liderado pela OAB. Sem querer ofender os bons advogados, mas se existe uma classe pela qual tenho reservas, é esta. Os motivos são os métodos que alguns (não todos) utilizam, como por exemplo defender como inocente certo tipo de gente que deveria apodrecer na cadeia, como estupradores, assassinos cruéis e assumidos, pedófilos, traficantes, corruptos, exploradores do povo e formadores de quadrilhas. Este caso parece encaixar-se neste perfil quando advoga-se em favor do casal líder da Igreja Renascer – vejam aqui.

A campanha a qual me refiro é liderada pela OAB-SP e intitula-se “CANSEI”. Juro que algumas vezes sou acometida de uma inexplicável ingenuidade, e isto aconteceu quando me deparei com o banner que divulga esta campanha.  Achei que era uma iniciativa da população, mas ao ler o texto de chamada percebi que tratava-se apenas de uma manobra que visa o interesse de grupos poderosos. Quem dera que esse fosse um país em que uma campanha popular pudesse sair assim de cara nos principais veículos de comunicação e contasse com o apoio de instituições como OAB, FIESP e outras tantas.

Como a maioria da população fiquei muito chocada com a brutalidade e fatalidade do acidente da TAM.  Terrível! Mas ao mesmo tempo me pergunto: porque  estas mesmas pessoas e grupos que lançaram esta campanha não mostram indignação diante de um caos muito maior que abate nosso país? Se formos pensar bem, quem utiliza avião neste país é uma minoria da população, sendo mais exata apenas 15%. Assim como morreram 200 pessoas neste acidente, morrem todos os dias quase o mesmo números de pessoas vítimas da violência, outras tantas vítimas da mais absoluta miséria. De acordo com a FGV, mais de 29% da população vive abaixo da linha de indigência, sem direito a comida, excluídos totalmente da sociedade, esquecidos e marginalizados. Não é segredo para ninguém, basta sair às ruas, andar um pouco, parar nos semáforos, sentar numa mesa de bar numa calçada. Aí nestes lugares veremos à olho nú toda esta miséria que nos rodeia – uma grande maioria de esquecidos, mas que tornam-se minoria por não terem nenhum poder para mudar esta situação. Porque então, estes tão bem intencionados grupos que lançaram esta campanha (?) não lutam pelos direitos de cidadãos destas pessoas? Pelo que lutam afinal estas pessoas e entidades? Acho que não preciso responder, fica muito claro qual o cunho desta campanha. Eles estão se “lixando” para a população, antes de tudo estão seus interesses de poder e controle.

Neste momento então a classe média serve muito bem aos seus interesses. Incomodada com as perdas que o governo Lula impôs a eles, apoiam todo tipo de pseudocampanha, como esta. Mas será que lembram, na época dos ataques do PCC em São Paulo, quando morreram aproximadamente 200 pessoas, qual foi a postura da OAB? Olhem só a diferença: na época posicionaram-se contra qualquer método de controle e vigilância sobre os presidiários, ou seja, os clientes deles, pois quem entrava nos presídios levando celulares, armas e drogas, sem serem revistados eram os advogados, que também faziam a ponte de comunicação entre os grupos marginais de fora e os de dentro dos presídios. Porque na época não fizeram uma campanha, porque não se comoveram também com um número tão grande de mortos? Quanta diferença não!?

Vamos abrir os olhos gente! Não vamos nos deixar manobrar. Se eles estão cansados, vamos mostrar que nós já estamos EXAUSTOS destes métodos escusos e tortuosos. Não vamos deixar que aproveitem-se de nossas insatisfações desta forma, ou que subestimem nossa inteligência. Sejamos lúcidos e imparciais.

ACM – o fim

20/07/2007 Sarah K 8 comentários

 

20 de julho de 2007 – hoje a Bahia ri e chora… Acho que ri muito mais.

Morre hoje o cacique que já tinha perdido o cocar faz tempo. Personalidade controversa, que despertava paixão e ódio na mesma intensidade, leva consigo o fim de uma era de truculência, repressão, arbitrariedade, desrespeito, violência e corrupção.  A era do “rouba mas faz”  e da “malvadeza”.

O diabo que cuide do seu trono!!!

NÓS x nós mesmos?

(foto: BBC-Brasil.com)

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“Meu voto é sangue,

volúpia ardente,

Tristeza esparsa,

remorso vão,

E todo dia,

amargo e quente

Cai gota a gota do coração”
(Manuel Bandeira)


Resisti muito a escrever sobre política, eleições e afins aqui no *idéias*, porque como dizem por aí, religião, partido e/ou ideologia política, time de futebol, etc, cada um tem o seu … Enfim.
Hoje entretanto, às vésperas da decisão, meus pés ansiosos me trouxeram diante do teclado e meus dedinhos afoitos, começaram a roçar as teclas, num gesto mais forte que minha resistência até então.

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Esta eleição, mais do que qualquer outra, rachou o Brasil em dois, um país que se mostra claramente dividido em dois pólos: do sul e do norte, do capital e da força de trabalho, da grande população carente e das elites. Um reflexo claro das mais profundas desigualdades nacionais.
Semana passada, enquanto lia um artigo no blog de um conhecido virtual, professor de Filosofia e de Ciência Política em Minas Gerais, senti claramente este racha e mais algumas questões sobre as quais escreverei a seguir.
(Para um melhor entendimento não deixem de ler o artigo aqui:
Prosa Política).Não sou acadêmica, filósofa, nem coisa parecida, muito menos entendo de ciência política. O que escreverei aqui será absolutamente baseado em minha visão pessoal.
Como explicou certa vez o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, o que sempre ocorre no Brasil, a grosso modo, em termos eleitorais é a ocorrência do voto clientelístico, ou seja, “o eleitor brasileiro ainda não consegue ter um comportamento político autônomo”. Isto vale desde sempre para a grande maioria dos eleitores brasileiros, seja ela escolarizada ou não, pobre ou não, bem informada ou não, produtiva ou não. Pois é, semi-analfabetos como todos sabem votam neste país. Um país onde desde sempre o acesso à educação é privilégio de poucos. Aos políticos com eleitorado “de cabresto” (uma grande maioria) sempre interessou manter a maioria da população à margem do conhecimento e da educação. E justamente agora, esta mesma camada da população que elegeu por anos a fio estes políticos queixa-se do “povo” que está elegendo Lula. Mas este “povo” foi justamente nutrido pela política clientelista e “emburrecedora” que governou o país anos a fio. O feitiço enfim virou-se contra o feiticeiro.
O que sempre observou-se no comportamento do eleitor brasileiro de um modo geral foi o voto de clientela, o voto que trará algum benefício pessoal. Um candidato como Alckmin que cortará gastos públicos, priorizará as políticas econômicas em detrimento de investimentos em política sociais de impacto, que privatizará estatais não lucrativas (?) será o preferido do setor produtivo, do grande empresariado e das classes mais abastadas. Um candidato como o Lula, que elevou o salário mínimo acima da inflação, implantou programas sociais, incrementou o comércio interior, investiu em política urbana, consequentemente atrairá os votos dos setores menos enriquecidos e mais carentes da sociedade.
Não discutirei agora a questão mais ampla do crescimento econômico nem a questão ética (não menos importantes). Vamos adiante.
Aqui na Bahia, os eleitores de ACM (e olhe que ele tem um eleitorado bastante eclético em termos de nível sócio-econômico) repetiam o bordão “rouba, mas faz” para justificar a sua continuidade no poder. Para estes eleitores, seus interesses pessoais passavam por cima da ética (que tanto criticam agora no governo federal), o importante era o resultado final, ou seja (como vocês leram no artigo do prof. Rubens), “o lado podre do indivíduo em sintonia com o lado podre do candidato” decidia que seu voto seria norteado pelo retorno pessoal, não importando que meios o candidato usaria. Isto vale não só para ACM, mas para tantos outros como Maluf, Collor, FHC, etc.
Assim é o perfil médio do eleitor brasileiro: não tem comportamento político autônomo, é imediatista e tem memória política curta.
Portanto, como se vê, o modelo de eleitorado na sua grande maioria sempre foi este. Porque justamente agora, quando o eleitorado repete o comportamento de sempre (só que em favor de um candidato de perfil popular), determinados setores da sociedade sentem-se ofendidos e bradam como se esta prática fosse fruto único e exclusivo da política praticada por Lula e o PT?
Na realidade, neste país necessitamos com urgência da aplicação de políticas sociais que combatam as desigualdades e diminuam a faixa de miséria de nossa população. Fatalmente esta prática fará com que o setor dito produtivo sinta-se “menosprezado” em prol destas classes mais carentes. Os papéis se invertem, e a classe que sempre foi massacrada e sacrificada agora recebe a justa atenção do governo, o que causa uma sensação de desvantagem nas classes mais abastadas. Acho natural que inicialmente assim seja, “para fazer o omelete temos que quebrar os ovos” como dizia minha avó, algo deverá ser sacrificado por um tempo até alcançarmos um equilíbrio sócio-econômico.
Porque determinados setores sentem-se desprivilegiados, ou até sacrificados? Quanto tempo a grande maioria da população brasileira viveu à margem da sociedade? Porque quando se investe nestas políticas, logo partem para a ridicularização, apelidando-as de “bolsa-esmola”? Acho que a grande votação em Lula reflete a situação social caótica que se instalou no Brasil por longos anos, fruto de políticas que cada vez mais colocavam as classes carentes à margem do crescimento. Os programas de bolsas, no meu entender, são ações emergenciais que se desenvolverão futuramente em programas mais consistentes e menos paternalistas.
Por tudo isto, acho o voto em Lula justificável, apesar do “mar de corrupção”. Um mar que na verdade era um grande lençol freático que existe há muito tempo e veio à tona nos últimos quatro anos.

Quando vota-se em Lula, na verdade vota-se pelo anseio de uma sociedade mais justa, menos desumana. Conseguir esta façanha não é tarefa fácil, concordo. Será que estou sendo idealista? Cada setor da sociedade deverá entrar com sua parcela de colaboração para que este quadro de desigualdades mude. Seria um sacrifício muito grande para a economia e os setores produtivos (o Brasil ficou em penúltimo lugar nas taxas de crescimento econômico nos últimos anos)? Uma questão preocupante. Mas como crescer desta forma? Devemos desistir do equilíbrio social e chegar à conclusão, mesmo antes de tentar, que o lado mais carente e pobre da estória é quem deve sempre sacrificar-se? E que quem governa pensando nesta parcela massacrada da sociedade visa apenas manobrá-la e usá-la para garantir seu projeto de poder?

Desconfio deste posicionamento, me parece justamente o tipo de discurso que projeta no alvo a atitude de quem o critica: o crítico cujo discurso é o oposto de suas ações, ou trocando em miúdos: “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

E assim continuamos.

Continuamos vítimas da repetição: na corrupção, na falta de ética, no clientelismo. Isto sim continua como sempre foi, muito antes, mas muito mesmo, de Lula ser presidente. São vícios arraigados na política brasileira que agora encontram em Lula o seu bode expiatório.

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(Sarah K > out/2006)

Categoriaspolítica

outubro está chegando …

Aprendemos na escola o que significava cada cor na nossa bandeira …

Agora temos mais uma cor a aprender: VERMELHO de vergonha …

(outdoor premiado)

Hoje lendo o texto abaixo, pensei no nosso congresso e refleti: bem que poderíamos praticar o que diz as últimas duas linhas com os nossos “nobres candidatos” nessas eleições.
Quem se importa conosco afinal??

“Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados

Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando

Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.”
(Bertolt Brecht – emprestado da Cacau)

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Categoriaspolítica

Quem está preso afinal ???

15/05/2006 Sarah K 8 comentários

foto: UOL

Queria escrever aqui apenas coisas leves, divertidas, românticas, interessantes ….
Hoje, entretanto, estou indignada com os acontecimentos no estado de São Paulo e com posicionamentos de certas entidades, políticos e pessoas públicas.

Falava agora com uma amiga que mora no interior de São Paulo, numa cidade onde estão vários presídios. Ela está “presa” dentro de um Campus sem poder voltar para casa. A população está presa em suas casas, perdeu instantaneamente a liberdade de ir e vir e os criminosos estão “soltos” nos presídios. Fico imaginando onde vamos parar com esta inversão de condutas.

Porque esta lentidão do poder público num momento tão crucial, onde caberia medidas emergenciais? Me pergunto, porque não intervêem seriamente, seja bloqueando o sinal de celulares em torno dos presídios ou quebrando sigilo?
Estamos num estado de guerra, numa espécie de guerra civil que já matou vários inocentes! Porque entidades sérias afirmam que quebrar o sigilo entre advogados e seus clientes (no caso presidiários pertencentes ao PCC) é contra lei? Isto é temeroso! Será que a população deve ser exposta a tal nível de insegurança para preservar o sigilo de criminosos?? Será que teremos de nos tornar presidiários dentro do nosso próprio lar?
Porque o governo de São Paulo não aceita ajuda federal? Será porque num ano eleitoral, não podem assumir que precisaram da ajuda de um governo cujo partido é seu adversário nas eleições presidenciais? Até onde irão os “donos do poder” para defender seus próprios interesses?

Tudo isto num ano de eleições … Percebem a situação? O crime organizado X O poder público desnorteado, e nós desprotegidos no meio deste “tiroteio”.
Desanimador, não???

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