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Archive for the ‘sustentável’ Category

Reciclagem Energética e a sacola plástica

21/09/2009 Sarah K 5 comentários

A indústria do plástico partiu para o contra-ataque, após campanhas para substituição das sacolas plásticas pelas retornáveis de algodão, através de veiculação pela mídia de outra sobre o uso consciente das sacolinhas plásticas (já vi pela TV e pela internet) que pretende reduzir o consumo em 30% além de educar para práticas de reutilização.

Particularmente acho que toda iniciativa é válida, tanto usar sacolas retornáveis, como usar sacolas plásticas de forma criteriosa e consciente. O que realmente importa é reduzir a produção de lixo, afinal banir o plástico definitivamente da nossa rotina de vida é impossível.

A idéia inicial da campanha é produzir sacolas mais resistentes, portanto reutilizáveis e divulgar formas de reaproveitamento e descarte consciente. Mas na verdade, o grande argumento da campanha está na Reciclagem Energética, uma tecnologia amplamente utilizada na Europa, EUA e Japão, dentre outros, que transforma o lixo urbano em energia elétrica e térmica utilizando o alto poder calorífico do plástico para fabricação de combustível.

Como funciona a Reciclagem Energética:

O Brasil, infelizmente, ainda não utiliza a tecnologia em larga escala, entretanto já existe um Centro Tecnológico, o ”Usina Verde” (RJ), uma usina modelo em operação desde 2005 que pesquisa a tecnologia com sucesso. A campanha e seus patrocinadores parecem pretender implementá-la. As estatísiticas são animadoras, imaginem que o lixo urbano produzido por 360.000 pessoas pode fornecer energia para 29.000 residências, além de 20ton/dia de matéria prima para construção civil através do seu sub-produto (as cinzas).

Não deixem de conhecer a CAMPANHA e, o mais importante, praticar a RECICLAGEM, porque só através dela será possível reduzir a produção de lixo e evitar o colapso ambiental do planeta. E isso não é conversa de “eco-chato”, afinal todo mundo está sentindo na pele os problemas ambientais que nosso estilo de vida consumista e inconsequente criou.
O dito “feitiço virando contra o feitiçeiro”. Mas podemos mudar o rumo das coisas mudando a ATITUDE, pense (e pratique) nisto!

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Veja no meu POSTEROUS:  uma imagem  e uma frase sobre o assunto.

Tinta Eletrônica

e-ink

E-ink. Está é a versão do século XXI para nossos velhos e amados livros de papel. O concorrente é páreo duro, armazena em torno de 1500 livros num formato slim & soft.

Pensou? Os livros (e todas as publicações literárias), como conhecemos hoje, parecem estar com os dias contados.
Pensei aqui e gostei… Ou não?
Comecei a pensar nas florestas e como esta nova opção é sustentável. Argumento imbatível diante da crise de recursos naturais. Mas fico pensando que minha memória visual e tátil vai levar um bom tempo para se adaptar. Mais ainda, minha sensibilidade.

É certo que publicações como jornais e revistas já migraram quase que totalmente para a internet. Os leitores do New York Times, por exemplo, em sua grande maioria, não compram mais o velho jornal de papel, acessam o conteúdo completo pela internet gratuitamente. Sem falar na imensa variedade de e-books disponíveis para download na rede.

Mas o que é um livro? Você já parou para pensar?
Aquele objeto prismático que desperta nossos sentidos de tão diferentes formas: cores, formatos, texturas, aparência. Abrir um livro, tocar as folhas, sentir seu cheiro, encantar-se pela encadernação, folhear suas páginas aleatoriamente, escrever dedicatórias de próprio punho. Cada livro é único: a capa, as orelhas, o formato. Quantas experiências sensoriais perderemos… Enquanto escrevo isto, penso que as gerações se diferenciam pela forma como travam contato com o meio, os objetos, o conhecimento; e tento imaginar como será a geração que está sendo forjada agora. Penso em “Admirável Mundo Novo” Aldoux Huxley (preciso reler, já esqueci muita coisa), em como as pessoas viviam num limiar entre o humano e o mecânico. Amedrontador, perceberam?

Mas voltando, o livro eletrônico ou e-ink já é uma febre no 1º mundo, duas marcas dominam o mercado atualmente, a Amazon e a Sony. Custam entre $200,00 e $500,00, são leves, ultra finos, conectam-se à internet, fazem download (cerca de 1 min/livro), possuem tela confortável de 8″ que não emite luz e pode ser lido ao ar livre com incidência do sol. Sua alta capacidade de armazenamento (local + cartão de memória)  aliado à ultra duração de bateria permitirá maior flexibilidade aos usuários.

Já imaginaram aquela mochila lotada de livros? Esqueçam! A tortura de levar o mochilão para escola todo dia acabou, assim como a dor nas costas e os prováveis problemas na coluna vertebral.  A sua estante que não cabe mais um livro sequer, ou as  traças e a umidade devorando-os e ainda aqueles amigos que levam emprestado e nunca mais devolvem? Ler jornal na praia? Vai ser moleza, sem aquela luta mirabolante contra o vento. A pós-graduação e aquela infinidade de livros para comprar? Pode baixar pela internet. Mais uma fatia do mercado que vai sofrer as amarguras da pirataria.

Enfim, vão os anéis e ficam os dedos. Impossível parar o avanço da tecnologia. Aos saudosistas, como eu, resta a certeza de que os livros de papel continuarão… nos museus, como nossas preciosas relíquias caseiras e num futuro não muito distante, como herança de uma geração. Por enquanto, apesar de ser viciada em tecnologia, não abro mão (ainda) dos meus e do lúdico e caloroso contato que eles proporcionam.

( imagem: e-ink da Amazon / fonte: G1 )

Hora do Planeta

earth-hour

Ufa, deu tempo de postar!

É hoje o Manifesto A Hora do Planeta , ou melhor, já está sendo, várias cidades estão aderindo, como a Cidade do Cabo – África do Sul que  já apagou as luzes agora (18:20h, hora de Brasília). Veja AQUI o vídeo. Avenidas do Kuwait totalmente apagadas, VEJA também.

O *IDEIAS* apóia!
Então hoje, sábado, 28 de março de 2009, a partir de 20:30h, horário de Brasília, durante uma hora, apaguemos todas as luzes em casa.
Mas atenção gente, é um ato simbólico, apenas apaguem as luzes, podem assistir TV, conectar internet e acompanhar o evento pelo mundo. Está mais do que na hora de utilizar com mais respeito os recursos do planeta (não são infinitos e uma hora destas  acaba!). Sintonize-se com a consciência coletiva hoje e comece a habituar-se com a idéia de preservação, economia de recursos, sustentabilidade … um dia (com muito trabalho) chegaremos lá!

Apaguem as luzes e aclarem as consciências!

Água tem dono?

25/03/2009 Sarah K 4 comentários

agua

Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.

E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…

É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.

Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??

Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.

Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?

Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação. 

Busycle – saindo do óbvio

busycle

Esta é a Busycle, toda feita com material reaproveitado. O chassi de uma velha van que teve seu motor substituído por 14 pedais de bicicleta e um sistema complexo de engrenagens. Os assentos são cadeiras de um antigo escritório, um condutor vai ao volante e para fazê-la andar a energia e animação de seus 14 passageiros.

Os idealizadores do projeto - Heather Clark e Matthew Mazzotta, residentes em Boston - dizem que a Busycle não tenta ser uma resposta às questões ecológicas, socio-econômicas, nem tampouco uma antítese tecnológica, o que eles querem mesmo é questionar o sistema. Mostrar como é simples sair do óbvio e criar soluções, ou seja, a Busycle convida as pessoas a literalmente participarem de um pequeno movimento, incita-as a se mexerem, a tomarem atitudes, num exercício completo de corpo e mente.

E você, vai ficar aí parado??!

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( fonte: BlueBus )

Ambientalismo: imagem do Ano

14/10/2008 Sarah K 7 comentários

Num concurso com mais de 1400 fotos inscritas, esta foto foi a vencedora. Trata-se da disputa pelo título de “Fotógrafo Ambientalista do Ano” promovido em Londres por uma instituição que cuida do gerenciamento de recursos ambientais. As fotos vencedoras foram expostas no Mil End Arts Pavillion, em Londres, de 17 de setembro até 11 de outubro de 2008.

O vencedor foi o indiano Abhijit Nandi, especialista em portraits, diz que sua foto quis passar a mensagem da relação ancestral entre a mãe Terra e seus filhos. Foi feita num vilarejo no leste da Índia: uma mulher retornando para casa após um dia de trabalho no campo, onde ajuda o marido numa plantação ao mesmo tempo que cuida dos filhos.
O que mais me chamou atenção na foto foi o tom verde predominante, se foi mera coincidência (falo isso porque nestes tempos de photoshop interferências sempre são possíveis), tornou o instantâneo a expressão perfeita para o tema proposto no concurso.

Um evento que além de fomentar o trabalho artístico com enfoque no meio ambiente traz o diferencial da preocupação ambiental refletindo sobre pobreza, ecologia, produção de lixo, desigualdade social, poluição, direitos humanos, aquecimento global e biodiversidade.

Aproveite e reflita também contemplando algumas das fotos premiadas. Descrições das fotos você vê AQUI  (clique para ver ampliada):
  
  

[ fotos DAQUI ]

Cotidiano sustentável

Dia 20 de setembro foi o Dia Mundial sem Carro. Confesso que esqueci, neste dia viajei de carro.
Lembrando disso comecei a pensar: O que tenho feito pelo planeta? No barato tenho feito coleta seletiva do meu lixo, reaproveitado embalagens, reciclado papel no escritório…
E você o que tem feito? Quase nada? Pouco? Não sabe o que fazer?

A designer Shiu Yuk Yuen anda fazendo a parte dela, criou este guarda-chuva instantâneo. Com estrutura dobrável que cabe no bolso e utiliza como cobertura qualquer material que você tenha à mão: sacos plásticos, folhas de jornais, sacos de papelão, etc.
É simples, nós que não estamos habituados a pensar sustentavelmente, acostumados que estamos com a cultura do descartável, do desperdício e do fast food.

O que andamos fazendo além de consumir/descartar, descartar/consumir?
Veja nesse vídeo o que perigosamente anda acontecendo por aí e o que podemos fazer. Se não puderem assistir todo o vídeo, dêem especial atenção ao trecho que começa aos 12 min. no contador.

( Fonte: Kith Kin )

É verde o Dia do Sexo

06/09/2008 Sarah K 9 comentários

A data de hoje, se for aprovada oficialmente, se tornará o Dia do Sexo nos calendários. Tudo bem, mas e daí? Para mim dia do Sexo é todo dia que a gente esteja a fim. Mas tá valendo, sexo é sempre, sempre muito bom, muito melhor que criar o Dia da Sogra, rsrs.

E nada mais a cara do *idéias* do que postar este vídeo que está na página do Greenpeace no YouTube. Uma mega sacação sensual, mostrando galhos, folhas e troncos se “amando” na floresta. O vídeo quer denunciar o pouco caso da Comissão Européia em votar uma importante causa sobre proteção de Florestas. Isso me fez lembrar da nossa floresta-mor, a Amazônia, que é queimada e dizimada a olhos vistos todos os dias.

Mas voltando … Ótimo Dia do Sexo prá todos e para que isso aconteça, saiam já daqui e vão prá cama!!!

UPDATE: Dia 5 de setembro comemora-se o Dia Internacional da Amazônia. Escolheu-se esta data porque em 1850 um decreto-lei criou a Província do Amazonas.

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[ fonte: A Vida Secreta ]

Seja seu próprio Combustível

01/07/2008 Sarah K 8 comentários

Trocar o carro pela bicicleta viria a ser solução para alguns problemas urbanos, evitar congestionamentos, reduzir emissão de CO2 e consumo de combustíveis nesses tempos em que o bio-combustível ameaça a produção de alimentos. Acontece que nem tudo é tão simples e a grande maioria das pessoas não quer nem sonhar em trocar o conforto do seu automóvel por uma bicicleta, mesmo que seja para investir numa sobrevida para o planeta.

Esse papo todo porque andei lendo algo sobre um estacionamento criado pela Inout Designers, um manifesto a favor da sustentabilidade urbana que permite colocar na mesma vaga destinada a um automóvel, seis bicicletas. Trocando nosso carro por uma bicicleta - não precisa ser todo dia, comece com um dia, tudo é uma questão de acostumar-se (estou dizendo isto para mim também) – começaremos a fazer parte efetiva deste manifesto, que mais do que criar uma peça, chama atenção de forma prática e inteligente para o caos que se instala diariamente nos grandes centros urbanos, de proporções e consequências já sentidos.

A iniciativa seria ótima se não esbarrasse em outros problemas, os de infra-estrutura urbana. Quais cidades brasileiras possuem uma boa malha de ciclovias? Estamos preparados para sermos sustentáveis? Infelizmente acho que não. Aqui mesmo em Salvador, a SET diz que “criou” uma via expressa exclusiva para ônibus. Criou nada!  Ao invés de construir esta nova via, o que fizeram? Conseguiram apenas aumentar os congestionamentos nos horários de “rush” suprimindo uma faixa de rolamento justamente no momento em que a cidade revela altos níveis de crescimento urbano. Ciclovias? Apenas para quem usa a bicicleta como opção de lazer, no calçadão à beira mar.

Soluções existem, o problema real está no estilo de vida que criamos e nas políticas urbanas e de transporte de massa que dia após dia revelam-se cada vez menos sustentáveis.

Mas voltanto ao manifesto, o design da peça é uma grande sacada.

(fonte: Blue Bus)

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Prazeres questionáveis

18/05/2008 Sarah K 9 comentários

“Não seremos capazes de respeitarmos a nós mesmos se não respeitarmos os demais seres vivos”  Rosa Montero

Mês passado recebi um mail, uma petição on-line solicitando que a participação de Guillermo Habacuc na Bienal de 2008 seja revista, baseada na polêmica e cruel participação anterior.

Concordo totalmente, a dita instalação na Bienal 2007 foi extrememente cruel e desumana, mas será que todas estas pessoas (inclusive eu) que se indignaram com o fato, preocupam-se também com a realidade dos animais dentro da nossa sociedade?
Todos os dias milhares de animais são torturados, maltratados e mortos em nome da nossa sobrevivência, prazer e bem-estar. E aí, onde estarão todas as petições on-line para defendê-los? Temo que nossos inbox não dariam conta.

Isto tudo me faz pensar no quão curioso e muitas vezes ridículo é o comportamento das pessoas na rede. Será que realmente pensam e preocupam-se seriamente com as bandeiras que levantam? Isto também me recordou a época que rolou na rede o abaixo assinado contra o filme Turistas, na minha opinião uma completa perda de tempo e energia engajar-se numa iniciativa destas. Melhor seria se procurássemos no nosso dia-a-dia sermos cidadãos mais éticos, conscientes e participativos. 

Pois é, mas voltando aos animais, todos os dias milhares e milhares são sacrificados como cobaias em pesquisas científicas, testando efeitos de novas drogas que prolongarão a vida humana sobre o planeta, outros milhares são torturados e sacrificados em prol do desenvolvimento da indústria cosmética.
Outros tantos vivem alguns meses em condições nada dignas (sem ver a luz do sol, confinados em minúsculos espaços, alimentados com rações entulhadas de antibióticos e hormônios) para ao final do processo nos servirem de alimento. Não que esteja defendendo aqui a alimentação vegetariana, seria muita hipocrisia (ainda como carne, apesar de ter reduzido o consumo), mas nem por isto deixo de ter uma visão crítica sobre o assunto. Cabe a nós consumidores pressionarmos a indústria no sentido de reverem seus métodos de criação. Um exemplo disto é o caso da empresa americana “Smithfield Farms” criadora e produtora de carne suína que remodelou os moldes de criação devido a pressão de consumidores. Além disto tudo, estes métodos de criação têm desencadeado doenças perigosas para o homem, como a da Vaca Louca e a Gripe Aviária.

Temos diversas alternativas, boicotar a carne de frango de granja por exemplo é fácil com a proliferação de alimentos orgânicos. Pressionarmos fabricantes de medicamentos a investirem em técnicas de cultura in vitro de bactérias, células e órgãos. Boicotar empresas do setor de cosméticos que utilizam testes em animais na sua linha de produção; na minha opinião a prática mais cruel de todas, que em nome da estética, algo bastante supérfluo, torturam e matam cruelmente milhares de animais indefesos. Vejam aqui a lista das empresas que não utilizam animais nos testes.

Então fica aqui este alerta, nos dedicarmos a ações efetivas, nos mobilizarmos, entrarmos em contato com o SAC das empresas demonstrando nosso desagrado e informando que deixaremos de consumir produtos que não tenham uma linha de produção ética e de respeito à vida.

Assinar a petição on-line? Tudo bem, mas não se deixe contaminar por este pseudoengajamento, para falar a verdade acho que estas ações acabam sendo muito vazias de conteúdo, visto que são praticadas num momento de euforia virtual. A questão na verdade é muito mais profunda, traz à tona um dos valores mais debatidos atualmente, a ética. Temos o direito de impor sofrimento aos animais apenas visando nosso prazer e bem estar? Para onde se dirige o desenvolvimento humano se não preocupa-se com uma sociedade verdadeiramente igualitária?

Mais sobre o assunto leia AQUI

Desperdício, fuja disso!

seurat_grande-jatte.jpg latas-seurat.jpg

Dos pontos para as latas. Da arte para a crise.
Uma releitura da “Tarde de domingo na Ilha de Grand Jatte” de Seurat feita pelo fotógrafo americano Chris Jordan, num ensaio-denúncia interessantíssimo (2007) sobre consumo/desperdício exarcebado da sociedade americana.
Acima, o original de Seurat seguido pela fotografia de Jordan que reproduz a mesma cena através de 160.000 latinhas agrupadas (clique na imagem de baixo para ver o detalhe), a mesma quantidade consumida/descartada em 30seg nos EUA.   Realy!!!

No ensaio, dezenas de fotos impactantes são relacionadas às estatísiticas de consumo/desperdício (nos EUA) de diversos itens, entre eles cigarros, celulares, sacos plásticos, folhas de papel, eletrônicos, correlacionando as imagens com a quantidade/tempo de consumo absurdos.

  • 60.000 sacolas plásticas que são descartadas a cada 5seg
  • 15 milhões de folhas de papel consumidas em 5min
  • 426.000 aparelhos celulares que deixam de ser usados a cada dia
  • 3,5 milhões de toneladas de aparelhos eletrônicos descartados por mês

Mais algumas fotos do ensaio – em sequência: celulares, motherboards, bitucas de cigarro (clique para ampliar):

jordan-cell.jpg   jordan-eletr.jpg   jordan-cigar.jpg

Para nós brasileiros que vivemos numa corrida desenfreada ao encontro do modelo americano, um alerta. Pensar duas vezes antes de consumir; antes de trocar o celular, som, tv semi-novos pelos últimos modelos (ninguém morre asfixiado por falta de tecnologia), recusar saquinhos plásticos para carregar pequenas compras (leve sua sacolinha na bolsa!), não jogue a bituca de cigarro no chão (comportamento nada sustentável), separe seu lixo em casa e entregue nos postos de coleta para reciclagem.

Por mês, cada brasileiro utiliza em média 70 sacolinhas plásticas, que serão provavelmente descartadas, daí entupindo a rede de esgoto, provocando inundações, poluindo rios, matando peixes, e levarão aproximadamente um século (cada uma) para degradarem-se. E não se engane achando que as recentes sacolinhas plásticas oxibiodegradáveis são a solução, na verdade a tecnologia que permite o plástico modificado degradar-se mais rapidamente que o plástico comum, em contrapartida contamina o meio ambiente de forma agressiva, principalmente os mananciais de água através dos seus componentes químicos (níquel, cobalto e manganês).

Já em reciclagem de latinhas de alumínio somos referência  mundial, 95% da produção é reciclada, participe deste sucesso praticando a coleta seletiva em sua casa.

Outra dica é adotar a doação, não descarte o que perdeu a utilidade, doe usados (eletrônicos, móveis, brinquedos, roupas, sapatos, livros, etc), sempre tem alguém precisando!
Por falar nisto, li outro dia na Vida Simples [março/2008] sobre uma iniciativa muito bacana, um projeto italiano, de alguns estudantes de Design, que coloca em disponibilidade o que poderia ir para o lixo. Consiste num container de lixo comum da região (Veneza) que é adaptado com prateleiras e portas de vidro, deixando os objetos descartados à mostra. A prefeitura local apoiou o projeto instalando o equipamento em alguns pontos da cidade. Os objetos mais diversos, como livros, sapatos, cds, roupas, eletrônicos, celulares, são doados e deixados em exposição podendo ser retirados por qualquer pessoa que passe. Os criadores explicam a iniciativa como uma reflexão individual sobre o desperdício.

Aproveite também e recicle idéias e comportamentos, o planeta agradece!   :)

Última Gota

É preciso realmente fechar a torneira.

Volto a bater novamente na mesma tecla – o consumo consciente da água. Daqui há 12 anos, se as temperaturas médias do planeta continuarem a subir no ritmo atual, milhões de pessoas passarão a sofrer com a escassez de água (dados do IPCC).

ultima_gota.jpg

Naturalmente só um louco não sabe que dentro da sociedade capitalista que vivemos, a economia, hoje globalizada, é a base de tudo. Partiremos daqui para entendermos o ponto crucial da questão. Sabemos o quanto de água é necessário para fazer a economia funcionar? Vejamos!  

  • Cada litro de gasolina que consumimos diariamente utiliza 2,5 litros de água na sua produção.
  • Safras destinadas à produção de bioenergia, em média, utilizam pelo menos 1000 litros de água para produzir 1 litro de biocombustíveis.
  • A produção de uma simples camiseta de algodão necessita de 2,7 mil litros de água.
  • O pão nosso de cada dia consome 4000 litros de água na produção de 1 kg de trigo.
  • Para ter o filet em nossa mesa são gastos 16000 litros de água para produzir 1 kg de carne bovina.
  • Não acabou! Imaginem  ainda que para as cidades e industrias funcionarem (geração de energia, cimento, química, aço, mineração, etc) são necessárias mais algumas toneladas de água.

A solução encontra-se em parte em ações coletivas por parte das empresas, que já se mobilizam numa reunião internacional – Encontro Anual do World Economic Forum - em Davos na Suiça, onde pretende-se discutir e propor soluções através de parcerias público-privadas e conscientizar/alertar a sociedade civil para a necessidade de novas posturas antes que uma crise de grandes proporções se instale.

Outra parte seriam as ações isoladas, dos cidadãos, ou mais claramente, as NOSSAS AÇÕES: evitar o desperdício, ter posturas mais conscientes diante do consumo desenfreado (não só de água), adotar um comportamento sustentável como cidadão e indivíduo (veja dicas no final do artigo).

Num futuro não muito distante a água pode se tornar um bem de consumo extremamente caro e de acesso restrito. Há quem defenda a tese que a terceira guerra mundial será motivada pela crise da água. Já pensaram nisto? Tem lógica, não existe alternativa, nem substituto, todos os setores a utilizam na produção dos bens de consumo e na geração de energia, (sobre)viver e desenvolver significa ter água. A água é local, os grandes mananciais de água serão pontos de grande tensão e disputa.

Preciso dizer mais alguma coisa??

Conscientizando:
Dicas
Fechando a torneira
Freio no consumo
Ações no dia-a-dia
Carne e meio ambiente

FONTE: Gabeira.com

A chance de mudar

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“É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre”   (C. Drumond de Andrade)

Vamos fazer com que realmente este ano seja novo, uma novidade, uma nova postura, uma nova visão? Vamos nos dedicar a fazer nossa parte, seja ela qual for, mesmo que só nós a façamos, mesmo que pareça um simples grão de areia na imensidão da praia?

Não nos intimidemos. Muitos amigos ou conhecidos acharão perda de tempo, que ações isoladas não resolvem absolutamente nada. Discorde disto tudo!!

Desejo que neste ano muitos dos que pensam assim revejam seus conceitos e começem a fazer sua parte, que sejam mais uma andorinha que faz o seu verão e ajuda a melhorar o dos outros.  Que nestes 365 novos dias que já vivemos possamos pôr em prática atitudes mais conscientes, mais responsáveis, menos descrentes do nosso poder pessoal transformador.

Mais alguns desejos para um Ano realmente NOVO  (clique nas imagens para ampliá-las):

1agua.jpg1luz.jpg1plasticas.jpg

1carne.jpg1carro.jpg1papel.jpg

1organicos.jpg1sustentavel.jpg1voluntario.jpg

Imagens:  Mude o Mundo

[ Amigos, desculpem tanta ausência, mas estou de férias, uma vida mansa de dar inveja... Volto em breve! ]

Compras Zero

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O ato de comprar é uma mera necessidade, tornou-se um hábito ou, manipulado pela mídia, transformou-se numa verdadeira compulsão? Essa é uma das questões que o Dia Mundial sem Compras, uma iniciativa criada pela fundação canadense Adbuster, quer abordar.

Porque compramos?
O que compramos?
Qual a verdadeia necessidade dessas aquisições?

23 de novembro para Estados Unidos e Canadá e 24 de novembro para o resto do mundo – estes serão os dias que deveremos exercitar uma atitude séria frente ao consumismo desenfreado. Muito além da atitude de não comprar nada, neste momento o que se pretende é tirarmos um dia para refletir sobre os impactos sociais e ambientais que os atuais hábitos de consumo trazem para o cotidiano do nosso planeta. Enxergarmos o quanto esses impactos são injustos social e ambientalmente, imaginar que uma enorme parcela da população mundial é simplesmente privada do consumo de bens e serviços básicos para uma sobrevivência digna; e enquanto isso, os recursos naturais, como a água, estão a cada dia mais escassos.

O movimento apóia uma mudança no comportamento consumista tentando trazer à consciência o real significado do “consumo”, aquele focado nas verdadeiras necessidades, tendo em vista os aspectos sociais e ambientais, além da preocupação na formação de cidadãos mais conscientes socialmente.

Amanhã faça sua parte, aproveite o dia para doar. Diga não às compras por um dia, um pequeno gesto que pode fazer a diferença para a vida sobre um planeta que todos os dias nos pede mais consciência e clemência no consumo de seus (nossos) recursos.

Mata Vertical

Nem tudo é pedra e concreto nesta inusitada  selva urbana.
Estamos em Fukuoka, sul do Japão, numa das últimas áreas verdes da cidade, local aprazível à beira de um rio, sobrevoando uma construção prá lá de original – o Fukuoka Prefectural International Hall
que leva a assinatura do Escritório de Arquitetura  Emilio Ambasz & Associates, Inc.  sediado em NY.

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O projeto foi concebido partindo do desafio de criar um grande centro multi-uso com escritórios, lojas, estacionamentos, centro de convenções, museu e teatro, e ao mesmo tempo preservar o último espaço verde remanescente da cidade.
Das quatro fachadas, tres são absolutamente tradicionais, guarnecidas por esquadrias de vidro, enquanto a última é voltada para uma praça de grandes dimensões e concebida em níveis escalonados, dando, desta forma, continuidade à área verde da praça que vai subindo pela fachada como uma pujante mata.

fukuoka05_01.jpg     fukuoka-20.jpg

Assim  a espessa vegetação cria um ambiente bucólico e acolhedor, propiciando uma temperatura bastante amena e confortável no interior da edificação, tornando o consumo energético tremendamente reduzido. As águas da chuva são coletadas nos jardins por um sistema de drenagem que faz com que a hidratação do solo se faça naturalmente.

No centro da fachada uma torre envidraçada permite a iluminação natural completando desta forma a perfeita integração com o exterior e cumprindo eficientemente o desafio proposto pela administração municipal – a preservação e perfeita adequação ao ambiente. Uma prova literalmente concreta de como é possível construir, atender demandas do crescimento urbano e preservar.

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(fotos: colhidas daqui )

UPDATE:
Respondendo uma pergunta do Gustavo Gitti, muito pertinente por sinal. Aqui no Brasil já existem projetos que seguem a tendência da Arquitetura Verde, um exemplo é o Edifício Harmonia 57 em São Paulo na Vila Madalena.