A TELA e nós

Publicado: 23/04/2006 em cinema, crônica
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AMARCORD: eu me recordo – não poderia ter nome mais propício para este post.Volto depois para contar das minhas “impressões impressionadas” de Amarcord. Agora preciso escrever algo que fez repentinamente meus dedos coçarem.

Agora me veio isso à cabeça. Imaginei um filme dentro do filme, ou melhor dizendo, um novo filme dentro da sala de cinema onde passa-se outro filme. Fui clara? Será isto um argumento? Já foi escrito este roteiro? Não me recordo agora. Alguém aí pode me dizer (não seria como a Rosa Púrpura do Cairo, ninguém sairia da tela não)? Acho que seria algo curioso e genial a depender do roteirista e do diretor. Imaginei a câmera iniciando o filme numa tomada da tela da sala, mostrando o filme em cena, daí passando para os rostos dos expectadores, em close, seus gestos, seus olhos em evidência. Seus pensamentos transformados em estórias que se misturariam com a de outros expectadores, e em algum momento estas estórias se misturariam com o filme da tela, criando desta forma uma desordem proposital, que culminaria num final intrigante e desconsertante.Bem … agora só convidando Kubrick para pôr ordem nesta viagem louca (risos). Vou nessa!!

(Sarah > abril/2006)

 

(Sarah > abril/2006)

 

 

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comentários
  1. Rob disse:

    Lasi,

    que bom vê-la [lê-la] por aqui.

    Filme dentro do filme na sala de cinema não lembro de ter visto, mas o Truffault fez A Noite Americana, onde o assunto é a a filmagem de um outro filme. Há outros, claro, mas este é especialmente delicioso.

    E escrito por um homem que amava as mulheres.

  2. Anonymous disse:

    Sara,

    Adorei o seu blog. Você sabe que não sou muito afeita a internet, mas rendo-me a esse instrumento mágico de comunicação.
    Você escreve de um jeito despojado, sedutor e gostoso de ler!
    Vá em frente! Quem sabe em breve Flávia não vai diagramar o seu livro de “colagens”.

    Sandra

  3. Anonymous disse:

    Oi Sara!

    Ver a cobertura (acho que nao se diz assim, mas va-la!…) do filme Amarcord é como ter uma línea direita daquí prá Salvador… Quem sabe? Un dia vc pode ser vai acabar escrevendo novelas!!

    beijao
    Damien

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