outra POESIA

Publicado: 02/10/2006 em me myself and I

………………………… (homem Vitruviano – da Vinci)
Desculpem-me tanta ausência.

Tenho andado ultimamente escrava de uma disciplina mais exata, mas nem por isto menos sutil e poética. De repente me vi prazerosamente presa entre traços e tangentes, ângulos e curvas, pontos e retas. Um momento verdadeiramente cartesiano, certamente cercado de criatividade, mas que me furtou das palavras, do prazer que tenho de brincar com elas, de montá-las e desmontá-las ao meu bel prazer.

Minha poesia transmutou-se. Das palavras migrou para a forma, foi capturada por outra espécie de símbolo. Escapou às letras e da ponta do meu lápis nega-se a surgir através da escrita, mas transparece concretamente em meio aos esboços e criações, fruto dos meus afazeres cotidianos.
Minha poesia foi capturada pela geometria. Em meio a minha ansiedade por palavras que não escapuliam da minha mente diretamente para a ponta dos meus dedos, às vezes me perguntei: uma geopoesia, uma poemetria, que faço eu agora?

Imagino que, momentaneamente, sigo hoje na eterna busca, não mais pelas palavras, mas percorrendo o inexorável caminho da existência, como duas retas numa perspectiva que buscam o (encontram-se no) INFINITO. (Sarah K > set/2006)

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comentários
  1. Fê_notável disse:

    Achei mto poética sua explicação… acho que as vezes nossa mente busca outras frmas de visão… talvez agora, as palavras não sejam a forma que seus pensamentos queiram usar pra se expressar, mas isto não significa que você não consiga usá-las. Aliás, vc consegue! E de forma muito bela!!!!
    Beijokas

  2. Rob disse:

    Você é ótima, sabia? Genial esta tua explicação.

    Afinal, linhas paralelas se encontram no ponto de fuga… o infinito é logo ali.

  3. Mai* disse:

    E essa é uma das idéias, Sarinha.
    Nossa aventura nos papéis que desempenhamos tão intensos: mãe, esposa, filha, profissional, amiga, dona-de-casa…ufa!
    Problema é que sei lá onde deixamos certas coisas no meio do caminho e vamos nos identificando com esses papéis a ponto de não percebermos nossa extensão. Nos desidentificando com o que somos de fato. (E será que há fato em ser?)
    E viramos coisa exata, concreta, diária. Essa variedade de eus escondidos na manga emergente em várias situações.
    Essas Ninfas no recanto da alma são retrato, síntese, absoluto, fragmentos ou nada de nós???
    Um cheiro imenso.

  4. Lidiane disse:

    Nada como estudar por prazer! 😉
    É tão enebriante…

    Beijos.

  5. Ela disse:

    Sarinha…
    Pensei q só eu tinha me perdido entre meus encontros…rs Inexplicavelmente confuso, mas q acontece nesse exato momento…como tantas fases, essa é apenas mais uma…feliz eu diria…
    Um grande beijo menina querida! 🙂

  6. Mel disse:

    Sarah, toda forma de expressão é válida! Acredite! Boa sorte! bjo

  7. ariane disse:

    Olá!!!
    O severo senhor Cronos anda implacável com todos ultimamente…

    belo texto
    belissimas todas as suas formas de expressões!

    esta busca também é o que me consome e alimenta…

    beijos

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