Violência Doméstica

Publicado: 01/12/2006 em campanhas, dos outros

Você sabia que o Brasil é um país campeão em violência doméstica?

A Campanha de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres é realizada há 16 anos em 130 países, de 25 de novembro a 10 de dezembro. No Brasil a Campanha é promovida e articulada, nacionalmente, pela AGENDE em parceria com redes de mulheres, de feministas e de direitos humanos, órgãos governamentais, representações de Agências da ONU no Brasil, empresas públicas e privadas.

São 16 dias de campanha, e o motivo para a escolha destes dias (25/11 a 10/12) reside no fato de que entre estes estão quatro datas muitos siginificativas na luta da violência contra a mulher e pelos direitos humanos.

Vejam:

25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres

01 de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids

06 de dezembro – Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá)

10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

O slogan é Uma vida sem violência é um direito das mulheres!

Vamos todos apoiar esta campanha!

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Donas de Casa: a violência dentro da família
As donas de casa são duplamente violentadas; enfrentam a agressão física que machuca o corpo e a alma e as agressões psicológicas que deixam marcas para toda a vida.

Uma em cada cinco brasileiras sofre ou já sofreu algum tipo de violência física, sexual ou alguma outra forma de abuso por parte de um homem. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo, de 2001, revela que 16% das agressões são casos de violência física, 2% de violência psicológica e 1% de assédio sexual. Calcula-se que, a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Ainda segundo dados da Fundação, as mulheres só denunciaram a violência sofrida dentro de casa quando se sentiram ameaçadas em sua integridade física.

De acordo com estudos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), de 1993, uma em cada cinco faltas de mulheres ao trabalho é por motivo de violência doméstica. Os abusos físicos mais freqüentes são tapas, socos, surras, homicídios. Existem, ainda, as agressões sexuais, caracterizadas pelo estupro, atentado violento ao puder e assédio sexual. Além da violência física, abusos psicológicos, como ameaças, maus-tratos e discriminação atingem o emocional das mulheres, destruindo sua auto-estima.

A violência doméstica é a violência física, sexual e psicológica que ocorre dentro da família, praticada geralmente por pessoas que mantêm uma estrita relação com a mulher. Estudos indicam que o lugar menos seguro para a mulher é a sua própria casa: o risco de uma mulher ser agredida em casa, pelo marido ou companheiro, é nove vezes maior do que o de sofrer alguma violência na rua. Várias culturas aprovam, toleram e chegam a justificar certas agressões, o que, somado ao medo e à impunidade leva as vítimas e se calarem.

Sob alegação de adultério da mulher, muitos homens conseguem ser absolvidos em julgamentos de agressões e assassinatos contra suas companheiras. Embasada na tese jurídica da legítima defesa da honra, ainda aceita na Cortes brasileiras, os agressores continuam impunes. No Brasil um importante exemplo é o caso Maria da Penha, ocorrido em 1983, quando após sofrer tentativa de homicídio por parte do marido, Maria da Penha Fernandes ficou paraplégica e aguardou decisão da Justiça brasileira por 19 anos.

Juntamente com o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos das Mulheres (CLADEM) e o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), a vítima entrou com uma ação contra o País na Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Em 2001, o Estado Brasileiro foi condenado pela primeira vez em sua história, por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica.

Maria da Penha teve sua luta homenageada com o nome da Lei 11.340/2006, aprovada e sancionada em agosto, que trata da violência doméstica e cria mecanismos de coibição das agressões. Entre eles estão a criação de juizados especiais para atendimento dos casos e de centros especializados para as mulheres vitimadas.

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Dados:

– A cada 15 segundos uma mulher é espancada pelo marido ou companheiro no Brasil, segundo a Fundação Perseu Abramo, 2002

– Um em cada cinco dias de falta ao trabalho é causado pela violência doméstica, que faz com que a mulher perca um ano de vida saudável, de acordo com o BID, 1993.

– Mais de 70% dos casos de violência são de espancamento de mulheres por companheiros.

– Quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido, companheiro ou namorado. A violência responde por quase 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 e 44 anos no mundo todo.

– Em alguns países, até 70% das mulheres relatam terem sido agredidas fisicamente e 47% declaram que sua primeira relação sexual foi forçada. Dados da OMS, 2002.

– A Lei 10.778/2003 (Maria da Penha) estabelece a notificação compulsória dos casos de violência contra a mulher, atendidos em serviços de saúde pública ou privado.

A notificação tem caráter sigiloso.”

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(Texto extraído de: site CAMPANHA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES)

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comentários
  1. Sanka disse:

    vim correndo deixar beijos! Prometo que venho com calma ler.
    muitos beijos!

  2. Denise Arcoverde disse:

    Muito legal, obrigada, querida!

  3. Mel disse:

    Uma campanha muito importante. Vale a pena parar para ler o que vc nos deixou. Bjo!

  4. Luna disse:

    Violencia nunca leva a coisa alguma, a não ser a mais violencia… Um dia as pessoas compreenderam que as mãos servem para um asceno, um cumprimento e não para agressões ou coisas do gênero… E que palavras tem forças desnecessárias quando mal empregadas… Somos seres em evolução, mas há pessoas que preferem ficar onde estão…
    Um abraço e e um excelente domingo pra vc…

  5. Fê_Notável disse:

    Oi Sarah! =)
    Adorei a dica!!! Vou postar sobre isso no Algumas… acho importante a gente levantar algumas bandeiras! Esta é uma delas!!!! =)
    Adoro seu blog e acho que este é um dos grandes motivos… vc sempre nos lembra de assuntos importantes!

    Beijinhos

  6. Bill disse:

    Muito boa essa campanha, para mostrar que isso ainda acontece, essa barbaridade, acho que não há desculpas para um ato desse tipo, simplesmente lamentável.

    :*

    ótima semana pra tu

  7. Ricardo Rayol disse:

    Contra a violência da doméstica? apoio!!!

  8. Niels Mikkelsen disse:

    Contra a violência domestica, aconselho TAEKWONDO !!! Niels (Dan-Gun)

  9. laura disse:

    A Espanha acho q é um dos países q mais sofre esse flagelo, tanto que uma cantora, Bebe, tem uma canção referindo-se às mulheres maltratadas.
    Segue a letra e por mail a musica em mp3
    Beijos Sarita

    Malo (Mau)

    Bebe
    Apareciste una noche fría
    con olor a tabaco sucio y a ginebra
    el miedo ya me recorría
    mientras cruzaba los deditos tras la puerta
    Tu carita de niño guapo
    se ha ido comiendo el tiempo por tus venas
    y tu inseguridad machista
    se refleja cada día en mis lagrimitas

    Una vez más, no por favor que estoy cansá
    y no puedo con el corazón
    Una vez más, no mi amor por favor,
    no grites que los niños duermen
    Una vez más, no por favor que estoy cansá
    y no puedo con el corazón
    Una vez más, no mi amor por favor,
    no grites que los niños duermen.
    Voy a volverme como el fuego
    voy a quemar tus puños de acero
    y del morao de mis mejillas sacar valor
    para cobrarme las heridas.
    Malo, malo, malo eres
    no se daña a quien se quiere, no
    tonto, tonto, tonto eres
    no te pienses mejor que las mujeres
    Malo, malo, malo eres
    no se daña a quien se quiere, no
    tonto, tonto, tonto eres
    no te pienses mejor que las mujeres

    El día es gris cuando tu éstas
    y el sol vuelve a salir cuando te vas
    y la penita de mi corazón
    yo me la tengo que tragar con el fogón
    mi carita de niña linda
    se ha ido envejeciendo en el silencio
    cada vez que me dices puta
    se hace tu cerebro más pequeño

    Una vez más, no por favor que estoy cansá
    y no puedo con el corazón
    Una vez más, no mi amor por favor,
    no grites que los niños duermen
    Una vez más, no por favor que estoy cansá
    y no puedo con el corazón
    Una vez más, no mi amor por favor,
    no grites que los niños duermen.
    Voy a volverme como el fuego
    voy a quemar tus puños de acero
    y del morao de mis mejillas sacar valor
    para cobrarme las heridas.
    Malo, malo, malo eres
    no se daña a quien se quiere, no
    tonto, tonto, tonto eres
    no te pienses mejor que las mujeres
    Malo, malo, malo eres
    no se daña a quien se quiere, no
    tonto, tonto, tonto eres
    no te pienses mejor que las mujeres..

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