Em busca do *ZEN*

Publicado: 01/04/2008 em comportamento, reflexões

“Toda noite o grilo cantava no jardim da casa do Mestre zen. Boundha, seu discípulo, irritado, perguntou:
– Mestre, porque este grilo chato canta sempre a mesma coisa?
– Porque você é sempre o mesmo, respondeu o Mestre”

Quem eu sou?
Algumas ou muitas vezes você deve ter se questionado a respeito. Ou talvez, nunca (!!?)

Quando?
Onde?
Por quê?

Quando era muito jovem, tudo era promessa perfeita; maravilha e clareza. Porém, algo que se instalava em meio a sua suposta paz e equilíbrio incomodava feito ferida aberta.
Teria surgido assim a pergunta?
Quem sabe, foi naquele instante quando sentiu-se terrivelmente só, desamparado e esquecido, criticado e menosprezado pela sua até então desconhecida insignificância? Ou quando tudo era dificilmente complicado, melancólico, nebuloso, triste e dúbio e, martelava a pergunta: “porque sinto-me tão abandonado?”
Ou, talvez, porque naqueles dias quando sentiu-se cinzento, desgastado, sombrio e encolhido, ninguém percebeu seu brilho sutil.

A resposta, por certo, ainda encontra-se num processo construtivo que beira um estado de pânico, ou talvez, prenda-se à mudez de uma covardia envergonhada, ou quem sabe à arrogância de um falso conhecimento. Talvez, ironicamente, escancare-se aos conscientemente desavisados, menos a você.
Não importa.
Esta questão complexa, insistente e difícil, com certeza atormenta e desafia, dolorosamente a todos neste percurso vacilante e desafiador que denominamos Vida.

Acalme-se!
O segredo parece estar na sabedoria da simplicidade; na calma e na prática do silêncio interior que abre olhos e mente.
Talvez por isto, nós, ocidentais, acostumados à cultura do consumo instantâneo, que busca além do ‘si mesmo’ todas as respostas, na maioria das vezes nos encontremos perdidos.

(foto: Geoffroy Demarquet)

Anúncios
comentários
  1. Sr. Eulálio disse:

    Adorável menina de tranças, obrigado pelo suave despertar. Estou de volta!

    um grande beijo no coração.
    Nelson Eulálio.

  2. Luna disse:

    Gostei das indagações… Afinal, acho que todos, ao menos uma vez, já se perguntou Quem eu sou, de onde venho, pra que nasci?
    Eu costumava dizer que vim do horizonte, sou uma molécula a vagar no disperso universo e estou aqui para contemplar o que há de bom… Bem, isso era no tempo da infancia… Hoje? Vou revirar meus pensamentos mais tardes e me atrever por essas respostas.
    Abraços matinais, foi bom estar aqui nessa manhã sem sol, apenas nuvens vagando por aí…

  3. Jorge disse:

    Sara,como vai?muito interessante seu blog…beijos e bom final de semana.

  4. meire disse:

    Oi minha amiga, puxa adorei este texto que escreveu. Sobre o anterior, fiquei preocupada …

  5. Bill disse:

    Olá.

    Que post foi esse ó.Ò
    Muito bom, as palavras parecem pular e falar por si… Adorei.
    Sobre o silencio, venho pensando muito, sobre se sentir perdido, quem sabe, quando nos percebemos que temos nossa vida nas mãos, e que a próxima decisão é de nossa responsabilidade e de ninguém mais, ficamos perdidos, ou seja ficar perdido é sinal de pensar sobre o que quer… Claro que nem sempre…

    Lendo seu poste me lembrei do querido Pessoa:

    “Eu sou a sensação minha.
    Portanto, nem da minha própria existência estou certo.”
    {Fernando Pessoa}

    Obrigado pelas visita e pelas doces palavras.
    Sobre leitura, creio que não saiba viver sem, é meu vicio.

    Beijo e otima semana

    ;*******

  6. Rose disse:

    eu não me acho, eu sempre me perco…

  7. Lidiane disse:

    Pois é, aprendi que “quando a gente muda, o mundo muda”.
    É bem por aí mesmo.

    Um beijo gigante.

  8. Ricardo Rayol disse:

    VocÊ precisa apreender os conhecimentos incríveis dos magos esotéricos oportunistas. Somente assim poderá deixar de lado questões irrelevantes e pensar apenas no “quanto”.

  9. Dani(ela) disse:

    a cultura do consumo instantâneo não vende a resposta das três questões: onde, como, por que.

    as coisas mais simples e valiosas, também não têm preço.

    … o silêncio interior exige tanto desprendimento para se realizar…!

    bjim 🙂

  10. mariposo-L disse:

    Realmente nós ocidentais procuramos todas as respostas, e como nossa cultura é instantânea, quando achoamos já nem precisamos mais dela e muitas vezes nem importância tem mais 🙂

    bjs

  11. Bonito isso. Mas mestres japoneses são quase Bom-Bril, olha essa que recebi outro dia:

    O problema

    Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou então todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

    – ‘Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.’

    Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:

    – ‘Aqui está o problema!’

    Todos ficaram olhando a cena. O vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

    Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e … ZAPT … destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

    – ‘Você será o novo Guardião do Castelo.’

    Mas acho que o SEGREDO a gente saber que tem um ponto final, e que ele pode ser logo ali, dobrando a esquina.

    Bezzos, querida

  12. Sarah K disse:

    Srta Rosa, eu também já recebi este e achei preciso!
    Gostei da sua visão do segredo!

    Rayol,
    eu adoro seu cinismo, me poco de rir
    😀

    É mesmo Lidi, funciona assim!

    Hummm Mariposo, sei não… Respostas assim são sempre necessárias.

    😉

  13. Alec disse:

    Gostei do texto… Achei-o um tanto quanto instigativo…

  14. Vampira Olímpia disse:

    Quem vc é?
    A Saroca Sereia Baiana Porreta Artista Apaixonada pela Vida que Vive Intensa-mente…
    Saroca que adoro…

    Beijooooooooooooos

  15. Marcelo disse:

    Já me perguntei isto e me respondei foi uma catastrofe…passado um tempo me perguntei e me aceitei melhor…acho que aprimoramos o tempo…os desejos e o que somos com o tempo ou é assim mesmo estamos num estágio e dai refletimos e seguimos

  16. elisabetecunha disse:

    maravilhoso……….!!
    bjs

  17. mendes disse:

    Sarita, porque ainda me surpreendo? Não deveria, eu sei, mas acho que sou teimoso. Bjs, ah! e manda um deles para a Vampira Olimpia (gostei da chamada dela prá ocê…)

  18. Edson Marques disse:

    Belíssimo teu texto!

    Verdade que os olhos devem mudar da mesma forma que os objetos vistos…

    Abraços, flores, estrelas!

  19. Sall disse:

    Adorei o texto e tbm estou sempre me perguntando “who i am?”. Cada dia tenho uma resposta, uma surpresa ou um desafio, portanto, a resposta vai sendo construída diariamente. Bjs, moça!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s