Sobre o amor e outras impossibilidades

Publicado: 22/04/2009 em comportamento, mulher, reflexões, romance
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aaaaaaaaaaa-sorry

Encontrei esta foto outro dia aqui, o que me fez lembrar desta outra aqui. Tudo isto traz de volta a velha pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com os homens?
Mais um domingo na praia e algumas mulheres encontram-se por acaso; idades e ocupações diversas e repete-se a pergunta como num côro. Descobrir a resposta já seria tema de pesquisa científica e não é isto que pretendo agora. O problema é que toda esta situação se intensifica quando colocamos mais um ingrediente no caldeirão: o número de mulheres heteros e solteiras é infinitamente maior que o de homens na mesma condição. Este superavit gera uma carência feminina coletiva, quase uma calamidade pública.

O que fazer? Existem algumas alternativas sendo praticadas, como importação de namorados ou os sites de relacionamento (nem sempre confiáveis) que praticam o livre comércio do “amor ao seu alcance”. A primeira alternativa, mostra-se depois de algum tempo muito onerosa, um amor via ponte aérea que se inviabiliza pela distância/ausência e acaba com os dias contados; já a segunda traz inúmeras frustrações, além da possibilidade de golpes e enganos. Em paralelo, ainda existe toda uma questão comportamental, ou seja, as relações hoje em dia se esbarram na crescente propagação do individualismo que dificulta o envolvimento verdadeiro entre as pessoas. Estamos cada dia mais blindados, mais exigentes, mais auto-centrados e infelizmente, mais carentes. Estamos num beco sem saída, onde entramos por livre e espontânea vontade, mas de onde não conseguimos sair, apesar da urgente necessidade.

E foi divagando sobre tudo isto e andando por aí que descobri dois textos ótimos, um do Marcelo Gleiser e outro do Inagaki, que tratam de amor, tecnologia e solidão. Uma mistura com cara de ficção científica, mas que diante de um cenário amoroso tão desanimador estampa-se como uma terrível solução – amor e sexo com robôs.
Será que estamos predestinadas à solidão e por conseguinte a forjarmos artificialmente companheiros sob encomenda? Ou será que esta carência/falta a que somos impostas atualmente não seria um aprendizado sobre o verdadeiro sentido de amar?


[ Já existe um livro sobre o tema, veja:  LOVE + SEX with ROBOTS ]

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comentários
  1. luciano disse:

    Complicado isto…

    Meses depois, to de volta
    Abraços
    Luciano
    PAPIROS
    http://papiros.zip.net

  2. Mariposo-L disse:

    Sara, assim que li seu post liguei imediatamento com meu celular de Iridium, para o “Cara”, falei …
    Meu estamos com superavit de Mulheres, então para equilibrar a balança comercial vamos começar a exportar mulher made in brasil ….
    Segunda opção : Para fazer um controle populacional do superavit de Mulheres, vamos criar um medida provisória para alterar a constituição nos artigos que dizem respeito ao casamento, o que você acha de um marido para duas esposas, e na próxima eleição também incluir na cesta básica,ovos de codorna, amendoim, Taffman E, energéticos para os cidadãos ( masculinos ) que optaram pelas novas regras do casamento. Afinal o governo tem noção que tem marido por ai que não dá conta dos desejos de uma esposa o que dirá de duas …
    Sara e você não sabe da maior, como o “Cara”, se preocupara muito com o bem estar dos seus súditos, vai criar também o rodizio de esposas ao molde do rodizio de carros …

    Bjão e Feliz Pascoa …

  3. Mariposo-R disse:

    “Estamos cada dia mais blindados, mais exigentes, mais auto-centrados e infelizmente, mais carentes.”
    Já que você sabe onde está o motivo, fica muito mais fácil arrumar as coisas e essa é uma ótima notícia!

    “Estamos num beco sem saída, onde entramos por livre e espontânea vontade, mas de onde não conseguimos sair, apesar da urgente necessidade.”
    Na minha opinião essa é a parte complicada, se você conseguiu chegar sozinha teria que conseguir sair sozinha também! Mas se a saída for mesmo impossível, porque escolheu ir num lugar de onde não poderia sair? Mesmo assim, se aprender alguma coisa com a experiência, será alguma coisa boa, só precisa mudar um pouco a perspectiva!

    E tudo isso é uma coisa muito boa, ainda que em alguns momentos não pareça… Então se tudo é bom no final, concorda que está se preocupando desnecessariamente? Esqueça as estatísticas, as pessoas mentem demais e isso as torna não confiáveis (me refiro ás estatíscas).

    Mas mantenha a mente aberta, livre de preconceitos, afinal um marido-robô e só um marido-robô poderá te mostrar as “1001 noites” (ininterruptas) de orgasmos (desde que invista em baterias de longa duração), ou quem sabe “120 dias de sodoma” para as mais afoitas! Ele (o marido-robô), poderá discutir a relação por horas a fio (sem fugir do assunto nem dormir durante a discussão), enquanto trabalha ele pode arrumar a casa, lavar, passar e ainda teria um botão ON/OFF… Como pode ver as máquinas tem muito a contribuir para a felicidade feminina! Está chorando de barriga cheia Sara!!!

  4. Sarah K disse:

    Mariposos “L” e “R”
    … pÔ, qta ironia… sacanagem gente, rs 😛

    Mariposo “R”,
    qto ao que vc escreveu, quero só esclarecer que qdo falo dos “blindados” e cia, e dos “becos sem saída”, falo dos dois lados (homens e mulheres estão assim).

    Então, voltem depois (sem ironias), se puderem ser de algum auxílio, ok?
    😛

  5. notobviouscinema disse:

    O chato de fazer sexo com robô é quando você sugere uma coisa diferente e ele vem com a velha desculpa: “não tem registro, não tem registro”.

    🙂

  6. Dani(ela) disse:

    então, sabe aquela ´musga’ do Jammil: “ai ai ai ai ai, tô solteiro em Salvador, cadê o meu amor?

    seguimos cantando…

    ^^

  7. Amore. É fácil. Seguinte, ó: o mundo já tem mais mulheres que homens. Porquê eu não sei, pergunta pro Darwin.

    E outra, a gente É mais exigente. Vê se homem – de forma geral – fica selecionando, como nós? Não, eles se aboletam com aquelas que tem ‘aquilo’ legal. ‘Aquilo’ variando de acordo com o gosto (ou a ausência de) do freguês. Às vezes, mais de uma pra dar conta do recado (e elas, que, por sua vez, também trabalham em revezamento 4 x 100).

    Enquanto nós, aqui, que queríamos alguém pra historinha bacana, sem precisar noivar, casar, ter filho, nada disso, ficamos a ver navios.

    Ah, vida dura…

    Mas sou solidária nas lamentações e faço coro. Buáaaaaa! Não tem homem interessante E disponível nesse planeta. Não tem.

    Besos, amore.

  8. Camila disse:

    é, sarita… tá fogo! em salvador, então… tá injusto, até! hahaha! o jeito é relaxar e esperar o que o mar da vida vai trazer. pq ele sempre traz. creio nisso.

  9. Sarah K disse:

    Tá bom, tá bom …
    todo mundo falou falou, mas NINGUÉM disse nada, exceto Rob e Mariposo “R” (que fizeram piada), sobre o amor com ROBÔS.

    E aí, digam alguma coisa … O que acham, pelo menos né gente!

    😦

  10. […] porquê é hoje e porquê diabos eu tô escrevendo sobre isso, quando deveria pegar o gancho da Sarah K. e me rebelar em uníssono com a falta de homens interessantes e dignos dis-po-ní-veis. Mas, mas, […]

  11. Mariposo-L disse:

    Sara, minha contribuição seria para isto …
    Sempre use duracell, já pensou na hora H, o robo entra em pane …

    Brincadeira.. vou fazer um post “resposta” a isso .. já estou preparando mas antes mando a você por e-mail para ver se concorda ou discorda .. afinal você será a vitima deste post … viu como sou bonzinho 🙂

  12. Sarah K disse:

    ok Mariposo … aguardando!
    😉

  13. Mel disse:

    Poxa Sarah…
    Que questionamentos difíceis…
    Mas não quero acreditar que as solteiras (e isso me inclui) estão fadadas à solidão…
    😦
    🙂
    Beijos

  14. Julio Marin disse:

    O texto é maravilhoso. A questão irônica dos Mariposos tem haver com a realidade em que estamos condicionados. A situação não está ruim só para mulheres, acho que os homens gays – conservadores, se esse termo existe – também andam sofrendo. O que vejo muito, são homens, geralmente bissexuais – apenas afirmam a heterossexualidade – e que, por este e outros mil motivos, bem colocados por você, não querem de jeito nenhum alguma coisa, nem digo relação, estável.

    Em meio a isso tudo, como moro numa cidade repleta de universitários, conhecida por isso pelo menos, vejo que ainda tem homens que se dedicam a uma mulher, a um relacionamento sério. Mas infelizmente, estes já estão namorando e então… não sobra nada para a gente, ou somos mesmos, exigentes demais.

  15. JUNIOR disse:

    Ola o grande problema é que vcs mulheres são muito exigentes,escolhem demais e ficam fazendo de duronas. Vcs tem que pensar que o superafit de mulheres é grande e se ficarem se fazendo de dificil,ou seja, sonhando com um principe encantado, vão acabar ficando sozinhas.É logico que não estou falando para vcs ficarem com qualquer um, mas aproveitarem a oportunidade pois é atraves desta que conhecemos pessoas incriveis que podem ate futuramente ser seu esposo.

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