Onde você mora?

Publicado: 01/09/2009 em baianidade, campanhas, cidadania, cotidiano
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Uma amiga me trouxe outro dia um jornalzinho chamado “Aurora da Rua“, que ela comprou na praça da Piedade (aqui em Salvador) e  me pediu para divulgar.
Fui pesquisar e descobri no
site do jornal uma breve explicação sobre seu objetivo: “No mês de março de 2007, nos seus 458 anos, Salvador recebeu um presente especial: Aurora da Rua”, um jornal de rua que pretende tornar visível e audível, a face e a voz daqueles que muitas vezes são pouco vistos e pouco ouvidos na sociedade… Com uma tiragem de 10.000 exemplares, a publicação é vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua. Além de servir de fonte de renda, o periódico pretende ajudar também no processo de reinserção social dos vendedores.”

Para nós, ditos cidadãos de bem, moradores de rua aparentam inicialmente um perigo potencial (o que não deixa de ser), haja visto a violência urbana que somos obrigados a conviver diariamente. Apavorados e revoltados esquecemos o lado humano destas pessoas, que geralmente são crianças e adolescentes abandonados,  além de adultos e idosos miseráveis; e que estão nas ruas por causas diversas como: abandono e/ou falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e psicológico; enfim pela total perda das relações humanas e não apenas por “vagabundagem” como os mais céticos costumam afirmar.

Esquecemos que estes mesmos moradores, em alguns casos, também são vítimas de violência tão assustadora ou pior a que estamos expostos, a violência física e moral, por diversas causas, como preconceito, desinformação, mas principalmente por descaso do poder público que não investe em políticas de inclusão para esta população; não falo de abrigos públicos nem de esmolas, mas do resgate da dignidade básica com acesso a alimentação, saúde, moradia e trabalho, levando-se em consideração que uma parcela destas pessoas almeja sair da situação marginal que se encontram.

A sociedade isoladamente, através de ONG’s e grupos assistenciais, faz sua parte tentando resgatar a dignidade destas pessoas, disponibilizando alimentação, roupas, apoio emocional e em alguns casos, atividade remunerada, além do engajamento na inclusão social.
Este é o caso do jornal “Aurora da Rua”, associação que tem sede aqui em Salvador. Os vendedores são moradores de rua, que credenciados pela entidade,  devem obedecer um código de conduta. Após credenciamento, vendem os exemplares e obtém a remuneração de 75% do seu valor.

Apartir daí muitos horizontes se abrem, podem cadastrar-se para outros serviços, como em cooperativas de lixo reciclável e  receberem assitência médica através da “Associação Damien do Brasil“, representante de uma ONG Belga que trabalha com controle de doenças mais comuns entre moradores de rua, como tuberculose e hanseníase.

Enfim, o engajamento pretende estender-se em várias vertentes (saúde, moradia, trabalho e educação, assistência social e lazer), ações que já são sugeridas pela população de rua. A participação da sociedade atuando diretamente ou simplesmente pela conscientização mostra-se necessária. Acessem o Site do Jornal para maiores informações e ampliar o olhar, reduzindo o preconceito em relação a esta fatia da sociedade. Vamos enxergar esta questão sob uma perspectiva mais real?

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comentários
  1. Dani(ela) disse:

    te respondendo:

    Sarah, eu não gosto de condenar ninguém, pelo contrário, sempre procuro me colocar no lugar do outro (culpado ou não, coitada ou não). vivemos num mundo capitalista, e o dinheiro seduz, e o sistema não vai sustentar ela… até esquecerem isso, até a gente parar de falar dela e os jornais venderem sua história, ela vai viver de que?

    é meio assim; quem promoveu a queda, vai sustentar ela agora, saca?

    *e que ela coma a pizza e encha a barriga, junto com a filha, ela precisa.

    bjo frô 🙂

  2. Dani(ela) disse:

    sobre o post:

    os moradores de rua, para mim, primeiro só moram na rua. sim, porque meu visinho pode ser mais bandido e violento que qualquer um deles. violencia não tem endereço. e a gente se esquece disso.

    e é uma pena saber que precisamos de ong’s, isso é atestado que o Estado é incompetente. mas vale a pena, muito, e esses moradores é que sabem.

  3. Sarah K disse:

    GENTE!
    Acabei de descobrir que o jornal aceita assinatura… Vamos fazer?
    Eu vou.

    😉

  4. LIV disse:

    Sarah,retorando aos poucos ao mundo blogueiro.Otimas materias aqui.Faar de felini sempre bom enecessario.deu eleumnov eética ao cinema.Seusprsonens comuns,no cotidino comum nos fas enxergar a ósmesos.Um genio!prazer eterno reve-lo. A realidade soial em nosspais eno mundo está cada di pior.Na franç (primiro muno!)ha imigrantes debxo da ponte!!)e cada vez mis pobres franeses.Eis a guerra pelaexportaço da mao obra barta,queosfracedes n mis qurem,alegam que elstiram mpregos.Isto gera prenceitos violntos.O mund em crise economica,crido peloricos que saem mas rápido da cise,m osobres…violencia economica étão deleteria como a qulquer violencia.NOVA ORDEM MUNDIAL terá que vir.Ou…vamosacabrem guerrass?!!ou num apocalipse tipo 2012?!!!alias ,a tática dospodeross e paralizar e medo,aí etra a religio que é o brço direito do sitema qu fabrica as res sciais.Abrçao.

  5. LIV disse:

    digo:deportação dos estrangiros.(meu teclado anda comndp letrsssss.desculpe.)

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