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Documentário de Brian Woods – Abril de 2006 (UK)

Hoje é Dia Mundial da Água, mas infelizmente não é dia de comemorar, antes disso, um dia prá refletir e tentar, através de nossas ações isoladas mudar a realidade de inúmeras pessoas que não possuem mais o direito ao acesso a um bem tão indispensável.

Esse filme nos alerta do quão é valioso o acesso à água. Muitos de nós, por não sofrer na pele esta escassez, não imagina o quanto é difícil para muitas pessoas obter um pequeno balde de água limpa para a própria higiene, ou muito pior ainda se for para matar a sede. Nele também vemos o caso da menininha que é excluída das brincadeiras na escola porque é suja e cheira mal, simplesmente porque não tem água em casa para tomar banho.

Como sabemos, a água constutui 3/4 da superfície da terra, e menos de 1% desta porção é própria para consumo. Vivemos uma falsa realidade de abundância, esbanjamos água lavando carros e calçadas, em torneiras mal fechadas e vazamentos, com torneiras e chuveiros abertos sem interrupção durante o banho e escovação; enquanto isso, falta água potável e limpa para mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo e mais de 2,5 bilhões não têm acesso a um saneamento adequado. Em  pequenos vilarejos como Rajasthan,  região rural da Índia, uma mulher caminha, em média, 14.000 km por ano só para ir buscar água. Já as mulheres urbanas não adam tanto, mas enfrentam longas filas  em pé por horas, para coletar água de torneiras públicas.  Em Israel, há poucos quilometros de bairros de luxo com piscinas,  pessoas vivem com quase nenhuma água potável ou saneamento.

Dados do International Water Management Institute – IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhões de pessoas  deverão viver em absoluta falta de água (mais de 30% da população mundial). Isto é como entregar uma sentença de morte a milhares de pessoas a cada dia que passa. É preciso ter em mente, mesmo que pareça óbvio, que a água é um elemento indispensável à vida humana, e que para que a tenhamos no futuro, é preciso desde já consumi-la com parcimônia e responsabilidade.

O cenário mostrado nesse filme é um alerta para que possamos elevar nossa consciência sobre o problema da escassez da água, já uma realidade para muitas comunidades carentes pelo mundo, onde existem crianças que não podem fazer uma coisa tão banal como tomar um banho e  que consomem água imprópria e contaminada diariamente, numa lenta condenação à morte.

 

Leia mais aqui:

Dia Mundial da Água

A Água e os pobres

Constrangimento  durante  um papo  com amigos,  colegas de  trabalho/escola ou com o(a) namorado(a): você contando que faz xixi no banho… Imagine a cena. Sua mãe provavelmente lhe ensinou que nunca fizesse. Mas e agora, quando a Fundação SOS Mata Atlântica quer lhe convencer do contrário, você faria?

A campanha que já possui site próprio, super divertido e interativo, é assinada pela agência F/Nazca que utiliza um sapinho como garoto propaganda, já que sapos só conseguem viver em água limpa. Argumento que assegura a preocupação da ONG com a questão da saúde pública. Segundo o pessoal do SOS, deve-se fazer o xixizinho básico logo no início do banho pois desta forma não se transmite nenhum tipo de doença, não seria nojento, nem anti-higiênico. Além do mais, xixi é 95% água,  o resto é sal e uréia, sem esquecer que o xixi é seu e o mais importante, que você não tem nojo de si mesmo. Ou tem?!
Agora você me pergunta, o que pretende esta campanha inusitada? Elementar meu caro leitor: economia de água! Com esta atitude, cada pessoa, fazendo no banho uma vez por dia, economizará 4.320 lts/ano.

E você, está torcendo o nariz prá esta sugestão, ou já faz seu xixizinho na surdina e não conta prá ninguém (risos)? Seja qual for o seu caso, não deixe de passar pelo site, vale conferir a campanha e divulgar; os recursos do planeta (principalmente a água) agradecem!

agua

Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.

E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…

É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.

Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??

Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.

Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?

Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação. 

Em todo planeta, a cada 15 segundos morre uma criança por escassez ou insalubridade de água.
Em todo o planeta, mais de um bilhão de pessoas (aprox. 1/6 da população mundial) não possuem acesso à água tratada.

Esta triste realidade inspirou o evento Music for Life: water for all!  organizado pela rádio belga Studio Brussels em parceria com a Cruz Vermelha (em dez/2007), gerando o vídeo “Black Boy Wanting Water“, carro chefe da campanha criada pela agência Mortierbrigade, que parte de uma rotina usual em “talk shows”, em que todo apresentador tem um copo d’água a seu lado.
Desta forma, durante três dias, um garoto negro invade studios de gravação para beber a água disponível nos tais copos. Objetivo atingido. Sem muitas produções, aproveitando-se apenas de toda uma infra-estrutura montada em diversos programas (mídia gratuita), a ação arrecadou nada mais nada menos do que 3.353.000,00 durante os 6 dias em que a campanha foi veiculada via internet, tv e mídia impressa.

Uma iniciativa genial, provando que as consequências da escassez de água potável podem ter solução muito mais simples que podemos imaginar.
E por falar nisto, pense duas vezes quando abrir a torneira em sua casa, deixe-a aberta apenas o tempo necessário, a Vida agradece.

Assista o vídeo da campanha, imperdível!!

(Premiado com o Titanium Lion 2008 em Cannes) 

( fonte: Brainstorm )

É preciso realmente fechar a torneira.

Volto a bater novamente na mesma tecla – o consumo consciente da água. Daqui há 12 anos, se as temperaturas médias do planeta continuarem a subir no ritmo atual, milhões de pessoas passarão a sofrer com a escassez de água (dados do IPCC).

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Naturalmente só um louco não sabe que dentro da sociedade capitalista que vivemos, a economia, hoje globalizada, é a base de tudo. Partiremos daqui para entendermos o ponto crucial da questão. Sabemos o quanto de água é necessário para fazer a economia funcionar? Vejamos!  

  • Cada litro de gasolina que consumimos diariamente utiliza 2,5 litros de água na sua produção.
  • Safras destinadas à produção de bioenergia, em média, utilizam pelo menos 1000 litros de água para produzir 1 litro de biocombustíveis.
  • A produção de uma simples camiseta de algodão necessita de 2,7 mil litros de água.
  • O pão nosso de cada dia consome 4000 litros de água na produção de 1 kg de trigo.
  • Para ter o filet em nossa mesa são gastos 16000 litros de água para produzir 1 kg de carne bovina.
  • Não acabou! Imaginem  ainda que para as cidades e industrias funcionarem (geração de energia, cimento, química, aço, mineração, etc) são necessárias mais algumas toneladas de água.

A solução encontra-se em parte em ações coletivas por parte das empresas, que já se mobilizam numa reunião internacional – Encontro Anual do World Economic Forum em Davos na Suiça, onde pretende-se discutir e propor soluções através de parcerias público-privadas e conscientizar/alertar a sociedade civil para a necessidade de novas posturas antes que uma crise de grandes proporções se instale.

Outra parte seriam as ações isoladas, dos cidadãos, ou mais claramente, as NOSSAS AÇÕES: evitar o desperdício, ter posturas mais conscientes diante do consumo desenfreado (não só de água), adotar um comportamento sustentável como cidadão e indivíduo (veja dicas no final do artigo).

Num futuro não muito distante a água pode se tornar um bem de consumo extremamente caro e de acesso restrito. Há quem defenda a tese que a terceira guerra mundial será motivada pela crise da água. Já pensaram nisto? Tem lógica, não existe alternativa, nem substituto, todos os setores a utilizam na produção dos bens de consumo e na geração de energia, (sobre)viver e desenvolver significa ter água. A água é local, os grandes mananciais de água serão pontos de grande tensão e disputa.

Preciso dizer mais alguma coisa??

Conscientizando:
Dicas
Fechando a torneira
Freio no consumo
Ações no dia-a-dia
Carne e meio ambiente

FONTE: Gabeira.com

Pegando a deixa do  COP13  que pelo visto não vai chegar a nenhuma definição, trago hoje este relato fictício que descreve a vida sobre o planeta no ano de 2070, em forma de carta supostamente escrita por um homem que era criança nos tempos atuais, exibe um cenário negro e catastrófico num futuro não muito distante, onde viverão nossos filhos e netos.
Muitos céticos a achariam alarmista, exagerada, afirmando que “estamos assustados demais” (!).
Exagero ou não, o fato é que, ao contrário do que os céticos ousam afirmar,  o futuro que se anuncia e que já vivenciamos sob a perspectiva de uma planeta muito mais quente a cada ano é extremamente preocupante.

“Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de 85. Tenho sérios problemas renais por que bebo pouca água. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era diferente. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora. Agora usamos azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água. Antes, meu pai lavava o carro com água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos água dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que água jamais poderia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos, estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bujão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética.

Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos de água por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar fossas sépticas como no século passado por que a rede de esgoto não funciona mais por falta de água. A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera. Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos. Como conseqüência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m³ por dia, por habitante adulto. Quem não pode pagar é retirado das “ZONAS VENTILADAS”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar.

A idade média é 35 anos. Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mas do que ouro ou diamantes. Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida. As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atômicas e pela poluição das indústrias do século XX.

Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso. Quando a minha filha pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Lhe falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis! Ela pergunta-me:          

-Papai, porque a água acabou?

Então, sinto um nó na garganta! Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos. Agora, nossos filhos pagam um alto preço… Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo, porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreenda isto… Enquanto ainda é possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra.”   (Texto Publicado na revista “Crônicas de Los Tiempos”. Abril de 2002)

A carta é ficção, em compensação o vídeo que segue é extremamente real.
Ainda há tempo, mas o que nos falta compreender?
Que nosso modelo capitalista de sociedade precisa ser revisto? Que os recursos vitais do planeta ainda serão usados por milhares e milhares de pessoas? Que questões ambientais não são modismos?
Este post é um protesto contra visões céticas, como a da Veja (24/outubro), que querem criar a falsa impressão de que mudanças climáticas não estão relacionadas com o efeito estufa, desmatamento, destruição da camada de ozônio, nem com o modelo capitalista de nossa sociedade.
Leia.
Assista.
Reflita.

 

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Na dúvida, se leu os céticos, consulte esses dados também:

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Residência em forma de vaso sanitário (imagem: modelo virtual) é criada pela WTO com objetivo de protestar e alertar contra a falta de sanitários para uma relevante parcela da população mundial. A World Toilet Organizacion é uma entidade não governamental que atua em ações no segmento de saneamento sustentável.

Estatísticas mundiais mostram que 2 bilhões de pessoas (número maior que a população brasileira) vivem sem instalações sanitárias em suas residências ou compartilham instalações que comprometem a saúde pública. Estima-se que apenas 30% da população mundial tem acesso a saneamento básico e utilizam esgotamento tratado de forma a não causar danos ambientais, sendo que os 70% restante despejam seus resíduos primários diretamente em rios e oceanos.

Num mundo em que a escassez de água potável é uma realidade, iniciativas como esta são muito bem vindas.

O local será aberto para exposição em novembro de 2007, na mesma época que aqui no Brasil (em Fortaleza) acontecerá a Conferência Internacional em Saneamento Sustentável.

(referência: G1)