Arquivo da categoria ‘cotidiano’

Nas minhas andanças pelo Facebook, descobri algo que quero compartilhar com vocês.
O interessante é que esta notícia veio justamente num momento em que observava a desmontagem dos camarotes do carnaval de Salvador.
Todos os dias pela manhã, correndo na orla, pude constatar que enormes quantidades de lixo que poderiam ser coletados seletivamente e reciclados (latinhas metálicas, embalagens de bebidas, garrafas plásticas, caixas de papelão, restos de decoração) são simplesmente largados logo abaixo do piso dos camarotes durante a festa, e apenas na ocasião da desmontagem são amontoados na via pública e só depois retirados pela coleta comum. Uma clara demonstração do quanto a realidade destas mega festas privadas, que alardeiam excesso de luxo e conforto não guardam o menor comprometimento com o desenvolvimento sustentável de nossa cidade.
Observando aquela amontoeira de lixo, conclui-se o quanto esse modelo de carnaval vai na contra-mão das inovações socialmente positivas.

Mas voltando, vamos falar do link que vi no Facebook. Uma outra ocorrência lamentável relativa à nossa festa momesca. Nas proximidades do Farol da Barra, foi encontrado por ativistas do Global Garbage uma enorme quantidade de lixo submerso – em trono de 1500 latinhas metálicas, garrafas plásticas, restos de abadás, etc.
Vale ressaltar que assim como este, vários outros trechos submersos que por ventura ainda não foram descobertos, podem estar também abarrotados de lixo.

O grupo tentou sensibilizar emissoras de TV através de contato telefônico e e-mails com imagens do local, mas não obtiveram êxito algum. O ocorrido não deve interessar a quem enriquece com a máquina do carnaval baiano.
Enquanto a tendência mundial é a sustentabilidade, não por moda mas por pura urgência e necessidade, nosso carnaval segue na contra-mão do desenvolvimento, patrocinado pelo poder público, estrelas do axé e veículos de comunicação. Um retrocesso. É preciso repensar a forma como o carnaval é planejado e efetivado.

É por estas e outras que acho que já passou da hora do carnaval sair do trecho Barra/Ondina ou qualquer outro bairro residencial. O impacto negativo sobre a qualidade de vida dos moradores é muito forte. Porque não criar um Axezódromo? O local? Poderia ser na Cidade Baixa, na região do Comércio. Uma região com vocação francamente empresarial, com população flutuante e ativa apenas em dias úteis e durante o dia, configura-se em local perfeito para implantação de uma festa deste tipo e porte.
Aliada a estas mudanças, a criação de políticas sustentáveis, inclusivas e socialmente justas modelariam o estilo mais contemporâneo do carnaval soteropolitano: consciente e antenado com as tendências mundiais de sustentabilidade.

Carnaval é bom, mas melhor ainda com responsabilidade social.

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UPDATE:
O jornal da Record exibiu ontem (10/março) matéria com imagens do lixo e sua retirada do local. As imagens são impressionantes. Cadê a TV Bahia nessa hora?

Fonte: Global Garbage

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A indústria do plástico partiu para o contra-ataque, após campanhas para substituição das sacolas plásticas pelas retornáveis de algodão, através de veiculação pela mídia de outra sobre o uso consciente das sacolinhas plásticas (já vi pela TV e pela internet) que pretende reduzir o consumo em 30% além de educar para práticas de reutilização.

Particularmente acho que toda iniciativa é válida, tanto usar sacolas retornáveis, como usar sacolas plásticas de forma criteriosa e consciente. O que realmente importa é reduzir a produção de lixo, afinal banir o plástico definitivamente da nossa rotina de vida é impossível.

A idéia inicial da campanha é produzir sacolas mais resistentes, portanto reutilizáveis e divulgar formas de reaproveitamento e descarte consciente. Mas na verdade, o grande argumento da campanha está na Reciclagem Energética, uma tecnologia amplamente utilizada na Europa, EUA e Japão, dentre outros, que transforma o lixo urbano em energia elétrica e térmica utilizando o alto poder calorífico do plástico para fabricação de combustível.

Como funciona a Reciclagem Energética:

O Brasil, infelizmente, ainda não utiliza a tecnologia em larga escala, entretanto já existe um Centro Tecnológico, o “Usina Verde” (RJ), uma usina modelo em operação desde 2005 que pesquisa a tecnologia com sucesso. A campanha e seus patrocinadores parecem pretender implementá-la. As estatísiticas são animadoras, imaginem que o lixo urbano produzido por 360.000 pessoas pode fornecer energia para 29.000 residências, além de 20ton/dia de matéria prima para construção civil através do seu sub-produto (as cinzas).

Não deixem de conhecer a CAMPANHA e, o mais importante, praticar a RECICLAGEM, porque só através dela será possível reduzir a produção de lixo e evitar o colapso ambiental do planeta. E isso não é conversa de “eco-chato”, afinal todo mundo está sentindo na pele os problemas ambientais que nosso estilo de vida consumista e inconsequente criou.
O dito “feitiço virando contra o feitiçeiro”. Mas podemos mudar o rumo das coisas mudando a ATITUDE, pense (e pratique) nisto!

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Veja no meu POSTEROUS:  uma imagem  e uma frase sobre o assunto.

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“A crise no Brasil provocará apenas uma “marolinha”.
Lembram desta tirada de Lula? A grande maioria das pessoas discordou. Foi motivo de piada como sempre, que tal afirmação era mais uma da lista dos absurdos ditos por ele.

Pois é, menos de um ano depois, estamos à beira mar curtindo as ondas leves da dita crise que não arrebentou por aqui. Isto é o que diz o Le Monde hoje, num artigo analisando o panorama econômico dos países do BRIC, afirmando que o nosso presidente teve uma “visão bastante correta” sobre o que seria a crise e elogiando medidas adotadas pelo Brasil para combatê-la.

Na época, confesso que fui um tanto cética, mas não discordei do Lula, esperei prá ver. Vivenciando a propagada crise, a cada dia ia percebendo uma ausência da mesma. Consumismo mantido: shoppings movimentados, restaurantes da moda lotados, fila nas concessionárias à espera do carro zero, lançamento de imóveis com stands concorridos… Enfim, eu me perguntava, cadê a crise??

E é isso que o Le Monde explica hoje: a recessão durou apenas um semestre e o PIB, ao final deste, teve um aumento de 1.9%. O mérito disto tudo se deve à estratégia adodata pelo governo, através de políticas que apoiaram e alavancaram o mercado interno.

Conclusão: Lula estava certo.
Muita gente não gosta de concluir isso, afinal criticá-lo é o padrão de comportamento esperado de todo cidadão brasileiro ético e correto.
Simpatizo com o cidadão Lula, sua trajetória de vida, sua visão social, mas também tenho minhas críticas; muita corrupção vindo de um partido do qual se esperava justamente o oposto. Isto é fato, entretanto seus erros, ao meu ver, não retiram seus méritos.
Refletindo sobre isto surge a questão, será que podemos dissociar o homem do partido? Complexo, afinal ele é o comandante; entretanto sabemos que política é terreno lamaçento, jogos de poder  estão sempre nos bastidores e no meio do caminho atropelos causados por interesses alheios, alianças discutíveis  chocam-se com ideologias e objetivos originais – a usual podridão da política parece não poupar ninguém (verdade indigesta).

Não sou petista, muito menos nego os problemas do atual governo, mas se tem uma coisa que me chama a atenção é a predisposição popular em denegrir sua imagem (e a do Lula na carona). Um exemplo: já perdi a conta da infinidade de e-mails que recebo com informações falsificadas (como a ficha policial de Dilma Roussef, o contra-cheque da aposentadoria do Lula, etc) e/ou com críticas nem sempre verdadeiras. Fica a pergunta, como pessoas que criticam ferozmente a corrupção, paralelamente praticam o mesmo? Mas isto é mais polêmica que renderia outro post.

Enfim… voltando ao tema, o Tsunami foi realmente uma “marolinha”, hein minha gente (riso irônico)? Hoje não vai dar para criticar.
Vejam notícia original no Le Monde ou se preferir no site do BBC Brasil.

Agora que leu tudo, aproveite e divulgue. Saia da mesmice da  crítica, afinal como dizia o saudoso Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra.

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Uma amiga me trouxe outro dia um jornalzinho chamado “Aurora da Rua“, que ela comprou na praça da Piedade (aqui em Salvador) e  me pediu para divulgar.
Fui pesquisar e descobri no
site do jornal uma breve explicação sobre seu objetivo: “No mês de março de 2007, nos seus 458 anos, Salvador recebeu um presente especial: Aurora da Rua”, um jornal de rua que pretende tornar visível e audível, a face e a voz daqueles que muitas vezes são pouco vistos e pouco ouvidos na sociedade… Com uma tiragem de 10.000 exemplares, a publicação é vendida exclusivamente por pessoas em situação de rua. Além de servir de fonte de renda, o periódico pretende ajudar também no processo de reinserção social dos vendedores.”

Para nós, ditos cidadãos de bem, moradores de rua aparentam inicialmente um perigo potencial (o que não deixa de ser), haja visto a violência urbana que somos obrigados a conviver diariamente. Apavorados e revoltados esquecemos o lado humano destas pessoas, que geralmente são crianças e adolescentes abandonados,  além de adultos e idosos miseráveis; e que estão nas ruas por causas diversas como: abandono e/ou falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e psicológico; enfim pela total perda das relações humanas e não apenas por “vagabundagem” como os mais céticos costumam afirmar.

Esquecemos que estes mesmos moradores, em alguns casos, também são vítimas de violência tão assustadora ou pior a que estamos expostos, a violência física e moral, por diversas causas, como preconceito, desinformação, mas principalmente por descaso do poder público que não investe em políticas de inclusão para esta população; não falo de abrigos públicos nem de esmolas, mas do resgate da dignidade básica com acesso a alimentação, saúde, moradia e trabalho, levando-se em consideração que uma parcela destas pessoas almeja sair da situação marginal que se encontram.

A sociedade isoladamente, através de ONG’s e grupos assistenciais, faz sua parte tentando resgatar a dignidade destas pessoas, disponibilizando alimentação, roupas, apoio emocional e em alguns casos, atividade remunerada, além do engajamento na inclusão social.
Este é o caso do jornal “Aurora da Rua”, associação que tem sede aqui em Salvador. Os vendedores são moradores de rua, que credenciados pela entidade,  devem obedecer um código de conduta. Após credenciamento, vendem os exemplares e obtém a remuneração de 75% do seu valor.

Apartir daí muitos horizontes se abrem, podem cadastrar-se para outros serviços, como em cooperativas de lixo reciclável e  receberem assitência médica através da “Associação Damien do Brasil“, representante de uma ONG Belga que trabalha com controle de doenças mais comuns entre moradores de rua, como tuberculose e hanseníase.

Enfim, o engajamento pretende estender-se em várias vertentes (saúde, moradia, trabalho e educação, assistência social e lazer), ações que já são sugeridas pela população de rua. A participação da sociedade atuando diretamente ou simplesmente pela conscientização mostra-se necessária. Acessem o Site do Jornal para maiores informações e ampliar o olhar, reduzindo o preconceito em relação a esta fatia da sociedade. Vamos enxergar esta questão sob uma perspectiva mais real?

Não vou nem explicar o que é Twitter, todo mundo já deve saber que é mais nova e badalada ferramenta de mídia social. Criada em 2007, só pegou fama no Brasil agora no começo de 2009 após divulgação na “Época”. Daí então todo mundo rumou prá lá, inclusive as celebridades, visto a facilidade com que promove o contato direto com o fã, como num MSN público; além do potencial de incrível divulgação que oferece.

Muitos famosos já têm, e alguns de vez em quando dão mancadas, vide o caso de Bruno Gagliassoque twitou o número do celular para todo mundo ver (risos), com certeza teve de trocar o chip, mesmo tendo apagado o tweet logo depois. Não adiantou, várias pessoas já tinham lido e anotado. Tem também o caso do Rubinho que tem de ler as ironias quanto a sua performance nas corridas, ele chega a bloquear os seguidores mais “engraçadinhos”.

xuxa

Mas de todoas as celebridades, a que pagou o maior mico de todos até agora foi Xuxa Meneghel, que começou em agosto suas aventuras pelo Twitter. Logo nos primeiros tweets da rainha dos baixinhos, os usuários contumazes de internet perceberam o pouco traquejo de Xuxa com a ferramenta; ela twitava sempre em CAIXA ALTA e foi imediatamente corrigida pelos seguidores que a informaram que digitar em caixa alta na Net é a mesma coisa que sair gritando por aí (uma tremenda gafe), ao mesmo tempo os usuários que não seguim Xuxa mas acompanhavam o assunto “xuxa” ironizavam em milhares de tweets sua forma de digitar. Tudo isto foi acompanhado por ela, que podia ler mensagens de pessoas que citavam seu nome. Xuxa, ainda sem entender, tratou logo de explicar: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”

Infelizmente explicações não adiantaram muito, os replies irônicos começaram a multiplicar-se numa proporção assustadora pelo Twitter, e obviamente, com ela acompanhando tudo on line. Na segunda-feira passada, dia 24/08 não suportando mais o assédio, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.

Contudo os acontecimentos não pararam por aí, ela continuava twitando em caixa alta e para completar, cometendo alguns erros de português diante de 72 mil seguidores. Imaginem só, o Twitter é praticamente a mesma coisa que falar em público de improviso, só que ao invés de falar, a pessoa deve escrever. Junte a isto o que fãs de uma celebridade esperam: no mínimo a perfeição. Mas não foi o que aconteceu, ao contrário, tiveram que ler também algumas twitadas em caixa alta e com erros de concordância: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ” e “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.

Depois do fato, choveram milhares de tweets ironizando Xuxa. Avaliaram? Imaginem alguém que espera apenas aplausos, confetes e elogios, repentinamente começar a ser alvo de chacotas on line? É, foi isso mesmo que aconteceu! Sem saída, a rainha dos baixinhos teve de corrigir-se, começando a escrever em caixa baixa, argumentando assim: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”

Entretanto, mesmo aderindo à caixa baixa, os problemas de relacionamento com os seguidores não pararam por aí. No dia seguinte, quando estava acompanhando a filha no set de filmagens, em algum momento Sasha escreveu pelo twitter  da Xuxa: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.

Sentiram o drama?!!? Mais uma chuva de replies ironizando com o erro da Sasha, que escreveu cena com “s”. Foi a gota d’água. Xuxa não suportando críticas também a sua filha, desabafou irritada e acabou xingando on line: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m*****”.

Depois disto, Xuxa, no calor da irritação, deletou diversos tweets, entre eles o que continha o xingamento. Coisa absolutamente não recomendada no meio. Deletou também o da filha e deixou uma mensagem para os supostos fãs/seguidores: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”

E foi assim que o fato se alastrou pela internet. E como isso ocorreu? Simples, quando você escreve no Twitter, todos que te seguem tem acesso imediato e podem ao mesmo tempo retransmitir suas mensagens através da ferramenta RT que vincula a mensagem ao nome da pessoa que a escreveu. O Twitter é uma ferramenta de exposição muito poderosa e ao mesmo tempo que exibe para o bem, pode muito bem surtir o efeito contrário. Perceberam o estrago? Xuxa tem em torno de 70 mil seguidores, imaginem a velocidade com que o xingamento se espalhou. Em pouco tempo o bafafá estava em diversos sites.

Resumo da ópera, Xuxa anunciou que se afastará e também processará o Twitter… Deve estar dificil mesmo de lidar com este impacto sobre sua vaidade. Sua forma de reagir foi no mínimo imatura.
A página dela continua no ar, mas sem os vestígios (que foram bem apagados) da confusão. Que vergonha, hein?!

[ fonte: Maurício Stycer ]

UPDATE (30/08):  Xuxa, repentinamente, desmente processo e volta ao Twitter com um novo perfil. Dizem que o perfil é fake, vejam aqui mais detalhes (leiam também os comentários). É… se for verdade, parece que ela refletiu, ouviu vozes da razão e percebeu o papel infantil que estava fazendo.  Será mesmo…?

e-ink

E-ink. Está é a versão do século XXI para nossos velhos e amados livros de papel. O concorrente é páreo duro, armazena em torno de 1500 livros num formato slim & soft.

Pensou? Os livros (e todas as publicações literárias), como conhecemos hoje, parecem estar com os dias contados.
Pensei aqui e gostei… Ou não?
Comecei a pensar nas florestas e como esta nova opção é sustentável. Argumento imbatível diante da crise de recursos naturais. Mas fico pensando que minha memória visual e tátil vai levar um bom tempo para se adaptar. Mais ainda, minha sensibilidade.

É certo que publicações como jornais e revistas já migraram quase que totalmente para a internet. Os leitores do New York Times, por exemplo, em sua grande maioria, não compram mais o velho jornal de papel, acessam o conteúdo completo pela internet gratuitamente. Sem falar na imensa variedade de e-books disponíveis para download na rede.

Mas o que é um livro? Você já parou para pensar?
Aquele objeto prismático que desperta nossos sentidos de tão diferentes formas: cores, formatos, texturas, aparência. Abrir um livro, tocar as folhas, sentir seu cheiro, encantar-se pela encadernação, folhear suas páginas aleatoriamente, escrever dedicatórias de próprio punho. Cada livro é único: a capa, as orelhas, o formato. Quantas experiências sensoriais perderemos… Enquanto escrevo isto, penso que as gerações se diferenciam pela forma como travam contato com o meio, os objetos, o conhecimento; e tento imaginar como será a geração que está sendo forjada agora. Penso em “Admirável Mundo Novo” – Aldoux Huxley (preciso reler, já esqueci muita coisa), em como as pessoas viviam num limiar entre o humano e o mecânico. Amedrontador, perceberam?

Mas voltando, o livro eletrônico ou e-ink já é uma febre no 1º mundo, duas marcas dominam o mercado atualmente, a Amazon e a Sony. Custam entre $200,00 e $500,00, são leves, ultra finos, conectam-se à internet, fazem download (cerca de 1 min/livro), possuem tela confortável de 8″ que não emite luz e pode ser lido ao ar livre com incidência do sol. Sua alta capacidade de armazenamento (local + cartão de memória)  aliado à ultra duração de bateria permitirá maior flexibilidade aos usuários.

Já imaginaram aquela mochila lotada de livros? Esqueçam! A tortura de levar o mochilão para escola todo dia acabou, assim como a dor nas costas e os prováveis problemas na coluna vertebral.  A sua estante que não cabe mais um livro sequer, ou as  traças e a umidade devorando-os e ainda aqueles amigos que levam emprestado e nunca mais devolvem? Ler jornal na praia? Vai ser moleza, sem aquela luta mirabolante contra o vento. A pós-graduação e aquela infinidade de livros para comprar? Pode baixar pela internet. Mais uma fatia do mercado que vai sofrer as amarguras da pirataria.

Enfim, vão os anéis e ficam os dedos. Impossível parar o avanço da tecnologia. Aos saudosistas, como eu, resta a certeza de que os livros de papel continuarão… nos museus, como nossas preciosas relíquias caseiras e num futuro não muito distante, como herança de uma geração. Por enquanto, apesar de ser viciada em tecnologia, não abro mão (ainda) dos meus e do lúdico e caloroso contato que eles proporcionam.

( imagem: e-ink da Amazon / fonte: G1 )

Constrangimento  durante  um papo  com amigos,  colegas de  trabalho/escola ou com o(a) namorado(a): você contando que faz xixi no banho… Imagine a cena. Sua mãe provavelmente lhe ensinou que nunca fizesse. Mas e agora, quando a Fundação SOS Mata Atlântica quer lhe convencer do contrário, você faria?

A campanha que já possui site próprio, super divertido e interativo, é assinada pela agência F/Nazca que utiliza um sapinho como garoto propaganda, já que sapos só conseguem viver em água limpa. Argumento que assegura a preocupação da ONG com a questão da saúde pública. Segundo o pessoal do SOS, deve-se fazer o xixizinho básico logo no início do banho pois desta forma não se transmite nenhum tipo de doença, não seria nojento, nem anti-higiênico. Além do mais, xixi é 95% água,  o resto é sal e uréia, sem esquecer que o xixi é seu e o mais importante, que você não tem nojo de si mesmo. Ou tem?!
Agora você me pergunta, o que pretende esta campanha inusitada? Elementar meu caro leitor: economia de água! Com esta atitude, cada pessoa, fazendo no banho uma vez por dia, economizará 4.320 lts/ano.

E você, está torcendo o nariz prá esta sugestão, ou já faz seu xixizinho na surdina e não conta prá ninguém (risos)? Seja qual for o seu caso, não deixe de passar pelo site, vale conferir a campanha e divulgar; os recursos do planeta (principalmente a água) agradecem!