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Huumm, gosto desta discussão sobre o comum, o prosaico.

Não sei bem, mas percebo que as pessoas hoje em dia precisam de glaumour, de sofisticação, de beleza, do esteticamente perfeito, das sensações produzidas e socialmente aceitáveis, de tudo muito arrumadinho e uma “obrigatoriedade” de ser feliz…

Puxa, mas a poesia está na vida, no feio ou no bonito – não importa, no cotidiano extenuante, no sorriso daquelas crianças que mesmo obrigadas a deixarem de sê-lo, obrigadas pela miséria e pela fome, a ‘trabalharem’ nas ruas, ainda guardam nos olhinhos aquele jeitinho inocente e sonhador, triste e sofrido infelizmente, mas infantil.
A poesia da miséria, do infortúnio, da pobreza … da crueza … sim ela tá aí, todo o tempo se ‘esfregando’ em nós, e a gente faz pouco caso, menospreza …. Estranhamente insensível a tudo isto.

Escrever isto me fez lembrar o que um amigo uma vez falou prá mim, fazendo um comparativo entre as dondocas muitas vezes estressadas e as empregadas domésticas sorridentes, que estas trabalham cantando, estão sempre rindo, não se preocupam se estão gordas, não se acabam de malhar, estão nem aí prá leitura, toda noite vêm sua novelinha ou então vão lá no muro da esquina, no escurinho dar uns amassos com o namorado porteiro e por aí vai … sem estresses.
Prá eles é alegria, é astral, é felicidade, não somos nós, baseados nos nossos valores que vamos dizer o que é certo ou errado pros outros. O mundo é plural.

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