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“Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá…”

(Eu já fui…)

“…O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou…”

(…e dei rosas vermelhas. E você?)

Iemanjá é festejada em muitos locais aqui em Salvador; na Ribeira, em Plataforma, na península de Humaitá, na Gameleira e na ilha de Itaparica. Mas a grande festa fica por conta do Rio Vermelho, nas proximidades da igreja de Santana, precisamente na casa de Iemanjá, todos os anos milhares de devotos e curiosos formam imensas filas para depositar seus presentes nos balaios dispostos pela comunidade de pescadores e pelos seus filhos e filhas de santo, que mais tarde descem à praia seguindo em barcos para oferecer seus presentes e fazer suas obrigações em alto mar.

UPDATE (depois dos festejos profanos): Enquanto isso, pelas ruas do Rio Vermelho ferve a festa regada por muitas latinhas de cerveja, feijoada na casa dos amigos e pela folia dos blocos animados por bandinhas e mini-trios.
A festa de Iemanjá é uma resistência, ou melhor, uma resposta original a este carnaval comercial vendido em todo Brasil pelo Axé, Pagode e cia. É a verdadeira festa do povo que brinca pelas ruas, livre dos famigerados camarotes e dos blocos protegidos por ‘cordeiros‘ famintos e mal pagos. É a espontânea representatividade do verdadeiro significado do Carnaval. 

[ foto: Sarah K ]

OLHO MÁGICO

Publicado: 22/04/2006 em crônica, eróticas
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Tocaram a campanhia, três sorrisos em pleno carnaval. A porta se abriu, foi quando viu-se o olho mágico, cristal, azul e límpido. Um quarto sorriso em cena. A ausência do olho na porta parecia, mas não era proposital. Era a surpresa, então, a tônica da tarde.

Olhos mágicos azuis e castanhos cruzaram-se e afastaram-se. Impacto. Um momento congelado em contraste.

….. intervalo …..

Mais tarde, olhos mecânicos os aproximariam na necessidade de trazer para o alto o calor e a efervescência das ruas, as cores do por do sol sobre o mar e as evoluções de um jato nos céus.

Olhos mágicos azuis e castanhos entreolharam-se e aproximaram-se com calma. A linguagem do olhar era a única necessária. Traduzido nas cores estava o magnetismo da cena, a polaridade do claro e escuro, a atração dos opostos, a mistura e a fusão, agora não mais de olhares, mas de peles e bocas. 

 

(Sarah >mar2006)