Posts com Tag ‘cinema’

 

super nova
ela é uma estrela

de cinema?
não!

o cinema é uma ilusão
a vida imita a arte
e ela?
não quer nada disso não!

brilha no escuro
gota sobre a face
na sala de projeção

sai da tela
se projeta
outro brilho
nova edição

.

“O ser humano se diferencia dos outros animais pelo telencéfalo altamente desenvolvido, pelo polegar opositor e por ser Livre. Livre é o estado daquele que tem liberdade. Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”

Podem me chamar de idealista, romântica, sentimentalóide, tola, sonhadora, mas eu creio numa coisa: o Capitalismo rouba a Liberdade das pessoas. Liberdade no seu conceito mais puro e desejado, que traz intrínseco todas as causas e consequências que o estado nos expõe.
Então, aqui e agora, você terá a ‘liberdade’ de achar que estou falando besteira, mas mesmo que discorde de mim, ou até concorde (é mesmo?!), assista este curta e deixe-se conduzir pela lógica simples, que tão inteligente e ironicamente ele expõe, sobre o funcionamento da sociedade de consumo, que em muitos momentos chega a ser tão podre quanto o lixo que produz.

ILHA DAS FLORES – curta metragem
Brasil – 1989 – Direção: Jorge Furtado – Elenco: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (D. Anete).
Criado há 20 anos, mas extremamente atual. Não deixem de assistir, é muito, muito bom!!

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Ontem, 10 de dezembro, foi o Dia Internacional dos Direitos Humanos, todo mundo sabe, nenhuma novidade. O problema é que eu queria ter postado algo, mas fiquei mal de gripe. Enfim, hoje, mesmo atrasada vou deixar algo aqui.

Está rolando em diversas capitais do Brasil (menos aqui em Salvador, infelizmente) a 2ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, de 04 a 16 de dezembro, trazendo uma seleção de produções sul-americanas com o olhar focado nos temas da Declaração dos Direitos Humanos. A entrada é franca e a programação bastante extensa.

A divulgação do evento ficou por conta da Salem Guerrilha (agência de marketing do Grupo Salem, que tem como cliente nada mais, nada menos que a Unicef) através de uma performance prá lá de original na Igreja da Candelária, Rio de Janeiro. A Salem Guerrilha é conhecida por promover ações em ambientes externos, envolvendo população e gerando alto impacto ao vivo.

Que mais comentar a respeito da escolha do local para divulgação do evento, palco de um dos maiores crimes contra os direitos humanos? A cena foi montada com 300 vasos de plantas (que podiam ser levados pelas pessoas), numa referência à vida, sobre a calçada da Igreja com etiquetas explicativas convidando-as a participarem da Mostra.

Genial não?!!

UPDATE: Só ontem à noite soube do “Entretodos – I Festival de Curta Metragem sobre Direitos Humanos” veiculado aqui em Salvador, entre os dias 07 e 10 deste mês, pela Sala Walter da Silveira (Biblioteca Central). Os filmes exibidos foram os mesmos do Festival em Sampa, o Portal Aldeia Nagô, divulgou o evento e toda a programação.
Pois é, além do fantástico show no Farol também tivemos Festival, que infelizmente não contou com uma ampla divulgação. Não fossem iniciativas isoladas como a da Aldeia Nagô, a gente não ficaria sabendo!

( FONTE:   Sim, Viral. )

A TELA e nós

Publicado: 23/04/2006 em cinema, crônica
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AMARCORD: eu me recordo – não poderia ter nome mais propício para este post.Volto depois para contar das minhas “impressões impressionadas” de Amarcord. Agora preciso escrever algo que fez repentinamente meus dedos coçarem.

Agora me veio isso à cabeça. Imaginei um filme dentro do filme, ou melhor dizendo, um novo filme dentro da sala de cinema onde passa-se outro filme. Fui clara? Será isto um argumento? Já foi escrito este roteiro? Não me recordo agora. Alguém aí pode me dizer (não seria como a Rosa Púrpura do Cairo, ninguém sairia da tela não)? Acho que seria algo curioso e genial a depender do roteirista e do diretor. Imaginei a câmera iniciando o filme numa tomada da tela da sala, mostrando o filme em cena, daí passando para os rostos dos expectadores, em close, seus gestos, seus olhos em evidência. Seus pensamentos transformados em estórias que se misturariam com a de outros expectadores, e em algum momento estas estórias se misturariam com o filme da tela, criando desta forma uma desordem proposital, que culminaria num final intrigante e desconsertante.Bem … agora só convidando Kubrick para pôr ordem nesta viagem louca (risos). Vou nessa!!

(Sarah > abril/2006)

 

(Sarah > abril/2006)