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MOINHO esnoba, mas a gente gosta desse seu ‘jeitim’ baiano, inspirado em Cartola quando outrora disse que “o mundo é um moinho”.

Axé aqui nem pensar (vade retro!). Estão na estrada desde 2005, meio samba, meio rock, meio afropop. Hiper dancante com um repertório de forte tendência baiana, no melhor estilo – Caymmi, Gil, Brown, Riachão, Moraes Moreira, Márcio Mello… mas também tem Nando Reis, Martin’ália, Chacal.

O primeiro cd já foi lançado, as músicas bombando na rede prá fazer download, no embalo d’um hit em trilha sonora global.

Melhor escutar, curte aí… Esnoba

… e prá quem não sabe, essa música é do Márcio Mello.

[ Este post foi linkado AQUI ]

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O *idéias* está atrasado nesta iniciativa, mas o que está valendo mesmo é a intenção, divulgar este evento de inclusão digital mesmo com este ENORME atraso.
Entre os dias 25 e 27 de abril passado aconteceu o
Dia Global do Voluntariado Jovem (que como vocês podem ver não foi um dia, mas três), e nesta iniciativa incluiu-se o Movimento Blog Voluntário que foi direcionado a pessoas com pouca ou quase nenhuma habilidade com computador. A idéia do movimento foi mobilizar a blogosfera no sentido de reduzir o analfabetismo digital, criando posts com dicas sobre uso de computadores ou qualquer meio digital, tornando desta forma o acesso à informação o mais democrático possível. Mais um movimento de inclusão, dos quais sou absolutamente simpatizante.

Há uns dias atrás visitando o Incompletudes, lia um post sobre o livro “A gente se acostuma com o fim do mundo” (Martin Page). Ainda não li, não posso criticar nem comentar sobre, mas o título me inspirou.
Acabei de ler o post e fiquei matutando sobre os diversos sentidos implícitos no título do livro.

Vivemos numa sociedade onde pessoas bem vestidas, supostamente cultas e bem educadas andam em seus automóveis último modelo enquanto jogam o lixo pela janela, param sobre a faixa de pedestre ou simplesmente estacionam sobre a calçada; convivem com a miséria e abandono de crianças mendigando em semáforos,  de tal forma que não mais sensibilizam-se com seu infortúnio; frequentam restaurantes chiquérrimos e impecavelmente limpos e ao saírem fumando, jogam a bituca displicentemente no chão; vão à praia e no final da tarde retiram-se deixando atrás de si uma enorme quantidade de lixo; pagam propina de toda espécie enquanto criticam políticos corruptos.

Vivemos numa sociedade de valores deteriorados, onde pessoas queimam outras pessoas, que por não terem onde morar, dormem nas ruas; onde jovens assaltantes arrastam uma criança presa a um carro por vários quilômetros, sabendo o que estão fazendo; onde filhos matam pais e pais matam filhos por caprichos bestiais; onde homens espancam e matam mulheres e continuam livres, já que praticaram o ato em legítima defesa da honra; onde um pai mantém em cárcere privado a própria filha, abusando sexualmente dela por vários anos; onde padres, supostamente defensores da moral, aliciam adolescentes sexualmente.

Vivemos numa sociedade onde a capacidade de “acostumar-se” está se tornando algo extremamente perigoso.

(imagem: escultura de Mariele Neudecker)

“O ser humano se diferencia dos outros animais pelo telencéfalo altamente desenvolvido, pelo polegar opositor e por ser Livre. Livre é o estado daquele que tem liberdade. Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”

Podem me chamar de idealista, romântica, sentimentalóide, tola, sonhadora, mas eu creio numa coisa: o Capitalismo rouba a Liberdade das pessoas. Liberdade no seu conceito mais puro e desejado, que traz intrínseco todas as causas e consequências que o estado nos expõe.
Então, aqui e agora, você terá a ‘liberdade’ de achar que estou falando besteira, mas mesmo que discorde de mim, ou até concorde (é mesmo?!), assista este curta e deixe-se conduzir pela lógica simples, que tão inteligente e ironicamente ele expõe, sobre o funcionamento da sociedade de consumo, que em muitos momentos chega a ser tão podre quanto o lixo que produz.

ILHA DAS FLORES – curta metragem
Brasil – 1989 – Direção: Jorge Furtado – Elenco: Paulo José (narração) e Ciça Reckziegel (D. Anete).
Criado há 20 anos, mas extremamente atual. Não deixem de assistir, é muito, muito bom!!

Cazuza continua atual.

Sua forma de expressão intensa, apaixonada, transgressora e de aguçada crítica, conquistou a admiração de milhares de jovens nos anos 80 (despertou uma nostalgia boa aqui), sem esquecer o desconcertante talento poético. Minha filha (16 anos) curte Cazuza demais e não acreditou quando comentei que hoje ele completaria 50 anos.

Rever este vídeo hoje trouxe a sensação que o tempo tem passado depressa demais; exceto a tecnologia que empresta asas supersônicas ao tempo, continua tudo igual (de uma forma positiva) e a música de Cazuza prossegue imortal, remexendo feridas, reavivando emoções. Teriam todos os poetas a alma atormentada? Não sei responder, mas ouvir Cazuza sempre me passa esta sensação.

NOITE ESTRELADA – Van Gogh

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Estou afastada, por alguns dias, das minhas atividades, espero voltar em breve, mas como não quis abandoná-los, deixo aqui uns trechos sobre um tema, que, quem conhece-me bem sabe que amo – ESTRELAS. Olhá-las provoca em mim emoções e questionamentos muito intensos.

Deixo, aqui, os textos junto com esta música, tentando evocar aqui neste espaço o mesmo fascínio que sinto ao admirá-las.

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VAN GOGH em “Cartas a Théo”

“Esta é a eterna questão, a vida é só isto ou conhecemos apenas um hemisfério antes da morte? Quanto a mim, não sei responder, mas a visão das estrelas sempre me faz pensar.”

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MÁRIO QUINTANA – “Das Utopias”

“Se as coisas são inatingíveis … ora!

Não é motivo para não querê-las …

Que tristes os caminhos se não fôra

A mágica presença das estrelas!”

 

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