Posts com Tag ‘mulher’

aaaaaaaaaaa-sorry

Encontrei esta foto outro dia aqui, o que me fez lembrar desta outra aqui. Tudo isto traz de volta a velha pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com os homens?
Mais um domingo na praia e algumas mulheres encontram-se por acaso; idades e ocupações diversas e repete-se a pergunta como num côro. Descobrir a resposta já seria tema de pesquisa científica e não é isto que pretendo agora. O problema é que toda esta situação se intensifica quando colocamos mais um ingrediente no caldeirão: o número de mulheres heteros e solteiras é infinitamente maior que o de homens na mesma condição. Este superavit gera uma carência feminina coletiva, quase uma calamidade pública.

O que fazer? Existem algumas alternativas sendo praticadas, como importação de namorados ou os sites de relacionamento (nem sempre confiáveis) que praticam o livre comércio do “amor ao seu alcance”. A primeira alternativa, mostra-se depois de algum tempo muito onerosa, um amor via ponte aérea que se inviabiliza pela distância/ausência e acaba com os dias contados; já a segunda traz inúmeras frustrações, além da possibilidade de golpes e enganos. Em paralelo, ainda existe toda uma questão comportamental, ou seja, as relações hoje em dia se esbarram na crescente propagação do individualismo que dificulta o envolvimento verdadeiro entre as pessoas. Estamos cada dia mais blindados, mais exigentes, mais auto-centrados e infelizmente, mais carentes. Estamos num beco sem saída, onde entramos por livre e espontânea vontade, mas de onde não conseguimos sair, apesar da urgente necessidade.

E foi divagando sobre tudo isto e andando por aí que descobri dois textos ótimos, um do Marcelo Gleiser e outro do Inagaki, que tratam de amor, tecnologia e solidão. Uma mistura com cara de ficção científica, mas que diante de um cenário amoroso tão desanimador estampa-se como uma terrível solução – amor e sexo com robôs.
Será que estamos predestinadas à solidão e por conseguinte a forjarmos artificialmente companheiros sob encomenda? Ou será que esta carência/falta a que somos impostas atualmente não seria um aprendizado sobre o verdadeiro sentido de amar?


[ Já existe um livro sobre o tema, veja:  LOVE + SEX with ROBOTS ]

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Dias de pólvora

Publicado: 15/08/2008 em comportamento, doidices, mulher
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Pneus furados. Ela desconsolada.

Acontecimento banal e corriqueiro que a fazia chorar copiosamente, com uma raiva incontida expressa aos soluços.

Um homem, ao lado olhando-a curioso, pergunta: “Tem um macaco?”  Ela vira-se descontrolada, olhos arregalados e grita: “Nesta selva, macacos não me bastam, preciso de um gorila!!”

O homem afasta-se abismado …

Coisas de TPM.

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Calma, calma… Não se assuste (ou se anime, rs), este não é um post pornográfico!
E não faça cara feia, anh… Sorria, você está sendo filmado!  [brincadeira prá relaxar após ler este título, rs]

Outro dia vi esta imagem no blog de um amigo e não contive uma gargalhada.
Eu não usaria este argumento, afinal os homens homossexuais gostam do mesmo que nós mulheres heteros e a palavra não é exatamente cu (sem acento, please), é uma palavrinha com tres, quatro ou cinco letras, começando com “P” e levando ainda outros singelos apelidos, rs.

No entanto eles gostam com outra atitude, de uma perspectiva diferente e portanto não os vejo como nossos adversários. São homens que interessam-se por outros homens reciprocamente e esta prerrogativa já os elimina do rol de nossos relacionamentos. Não se tem notícia que algum que optou por esta preferência tenha voltado para o lado de cá (o das mulheres heterossexuais) e se acaso voltasse me causaria desconfiança.

Enfim, mesmo que me desagradem as estatísticas, por outro lado me sinto aliviada que a cada dia eles declarem e pratiquem mais aberta e livremente suas preferências sexuais. Não me agradaria uma relação com um daqueles que ainda não teve a coragem suficiente de sair do armário.

Então, de forma bem simplista me pergunto, se é ‘bom’ ou ‘ruim’, para nós mulheres, que tantos homens optem pela homossexualidade? Poderia impulsivamente dizer que é ‘ruim’, mas estendendo um olhar crítico adiante, nas reformulações dos conceitos de relacionamento, percebo que vivenciamos uma transição, um momento de revolução e redefinição de hábitos e comportamentos ligados a sexualidade, e infelizmente concluo que nos cabe esperar, não passivamente, mas de forma reflexiva, atenta, adaptando-nos de alguma forma; mas por outro lado observo um movimento, daí vocês me perguntam “Qual?“, e eu digo que não sei se é impressão minha, mas o número de homens heteros (comparando com alguns anos atrás) tem escasseado bastante, enquanto uma “multidão” (exagerando um pouco, rs) de homens gays desfila por aí noite e dia.

Qual a solução?
Eu também me pergunto sempre meninas, pensando que com certeza não é a que a figura do post supõe.
Alguém aí tem alguma?

[ Em tempo: eu simplesmente ADORO meus amigos gays (nada contra), são divertidíssimos, alto astral… e a causa disto, segundo afirma meu amigo Lázaro R (que é hetero), é aquela palavrinha mágica que começa com “P” … é, aquela mesma do começo do post, rs! ]

( foto capturada daqui )

[inspirado num comentário que fiz outro dia neste post no blog do Gustavo Gitti]

Não acredito que um dia repentinamente nos tornemos Mulher.
Existe uma mulher dentro de cada uma de nós, desde que nascemos e ela vai brotando, desabrochando, florescendo devagar e sempre…

Brinca de casinha, de boneca, de médico. Rouba as roupas, sapatos, enfeites e batons da mãe e se projeta lúdica, diante do espelho, curiosa, premeditando o futuro.

Se espanta diante das transformações que o tempo vai imprimindo no seu corpo, os pêlos, as protuberâncias, os fluxos. Perplexa diante da descoberta das paixões, do sexo, das próprias contradições; do ritmo confuso dos hormônios que por diversas vezes comandam implacavelmente, noutras os sentimentos à flor da pele que desaguam sem nenhum aviso prévio.

Dores e delícias, ventre sagrado, coração imenso, um campo farto de amores: filiais, fraternos, maternais, românticos… A garra e a sensibilidade sempre juntas, uma força sutil e pujante; a insegurança e o medo convivendo o tempo todo com confiança e força.

Fazemo-nos mulher aos poucos, às vezes lenta, noutras intensa, mas sempre permeada pela imperfeição, esse liame que deseja ser imperceptível, mas que no fundo é a causa mais forte da nossa (in)completude.

É assim, creio, que nos tornamos Mulher, dia após dia.

(foto: Yoyce Tenesson)

[blog-amigas, tem novas indicações na página SELOS, passem lá prá conferir!]

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As mulheres são de Vênus, os homens são de Marte”.
Astronomicamente falando, a frase me parece correta. Vênus, mais próximo do Sol, é um planeta mais caloroso, como nós mulheres. Marte, tradicionalmente conhecido pela cor verde (não maduro), assim correlaciona-se pela incipiente maturidade emocional da maioria dos homens. Mas sabemos que esta frase quer dizer muito mais, quer falar das diferenças que muitas vezes atrapalham o entendimento ou que fazem com que um exerça uma enorme atração sobre o outro.

Muito se fala do ruído na comunicação entre o feminino e o masculino. Nós mulheres precisamos externar nossos sentimentos, discutir exaustivamente, demonstrar nossas insatisfações, enquanto eles preferem o silêncio, a introspecção ou apenas o frio contato com os botões do controle remoto da TV. Somos toda sentimento e sensibilidade, apreciamos gentilezas e pequenos detalhes nas atitudes do outro, enquanto eles se esmeram na economia de palavras e na objetividade, que para nós parece significar  simplesmente frieza. Na hora do sexo necessitamos da calma e sutileza das preliminares, da lenta e cuidadosa exploração de nosso corpo, e não apenas dele, mas da nossa alma! Entretanto, para nossa frustração nem sempre é fácil obter e desfrutar desta dedicação. Para eles é tudo tão táctil e visual, tão instantâneo e automático, que mais uma vez atritos podem desequilibrar esta delicada relação. E depois do sexo? Quando queremos desfrutar da intimidade e cumplicidade que o momento propicia, eles apenas querem largar-se sobre o travesseiro ou simplesmente ligar a TV despertando nossa total e completa ira. Outras tantas vezes lançam mão da nossa tão divulgada inteligência emocional e nos cobram atitudes “super”, ou seja, estarmos sempre disponíveis, lindas, cheirosas, bem humoradas, em forma, dispostas ao sexo, sempre compreensivas, etc, etc, não importando o quanto nossa semana tenha sido exaustiva e complicada ou o quanto estejamos simplesmente desejando virar para o lado e dormir vestindo apenas aquele pijaminha básico, confortável e nem um pouco sensual.

Por aqui a quantidade de homens (jovens ou maduros) que optaram pela homossexualidade é gritante, por isto, algumas vezes me passa pela cabeça um comentário que ouvi de um amigo heterossexual (um cara mais maduro) certa vez numa mesa de bar, dizendo que seria muito mais fácil conviver com outro homem, relacionando o fato com o volume de stress que uma relação heterossexual carrega. Diante dessa afirmação, da forte tendência individualista do comportamento contemporâneo e de todas as tensões entre o masculino e feminino observadas anteriormente, pergunto: será que os homens estão introjetando esta necessidade inconscientemente? 

[Blog-amigos, visitem a página SELOS, tem atualização e novas indicações!  😉 ]

“As flores de plástico não morrem”.

Para morrerem precisariam estar vivas, mas quando vivas nada se compara à sua harmonia sutil, permeada por discretos toques de imperfeição que são, na verdade, a chave do segredo da beleza natural. Pensava assim enquanto cantarolava a música, associando esta frase à artificialidade exagerada que se propaga na estética da mulher contemporânea. Chego mesmo a associar este processo à imagem de Michael Jackson, relembrando a metamorfose à qual ele se impôs.

As mulheres-michael são assim, abrem mão da naturalidade de sua beleza em troca das promessas tentadoras de perfeição da indústria da estética. Que fique claro que este posicionamento não vai de encontro a vaidade feminina, e sim contra seus excessos.

Tudo começa com um simples sutiã com enchimento – que os homens chamam de propaganda enganosa – até à completa transformação de cabelos, rostos e corpos. Como resultado vemos um exército de bonecas produzidas em série. Cabelos quimicamente tratados, algumas vezes à custa da própria saúde, são excessivamente alisados, perdendo completamente a naturalidade, o caimento e os cachos naturalmente tão belos. Hoje podem ser pretos, amanhã loiros, semana que vem ruivos, ou de repente prateados com mechas roxas. Mas só Deus sabe quanto tempo resistirão a excessiva quantidade de química.

Claro que é bacana poder mudar o visual de vez em quando, o problema é quando esta prática recai numa banalização e exageros sem tamanho.

A pele que pode ser clareada (método a laser) apenas para excluir manchas passa e ser exaustivamente “queimada” para promover uma aparência uniforme de um rosto de boneca de porcelana.
Ora, ora, mas que importa?! Este é caminho para finalmente ser linda e perfeita…

Continuemos.

Nesta interminável lista temos também a maquiagem definitiva. Porque não acordar todo dia com o mesmo rosto do dia anterior? Já economiza-se tempo, um momento que se evitará o enjôo de sempre encarar o mesmo rosto de manequim de loja diante do espelho. Olhem, quanta vantagem!

Em poucas semanas pode-se atingir a perfeição, veja como:

Depois de submeter-se a uma plástica corretiva, pode-se ter aquele nariz perfeito, empinadinho e aqueles olhos sensualmente amendoados e puxados. Sem contar que graças ao botox e ao silicone, aquele bocão enorme da Angelina Jolie pode ser seu. E agora, falta o quê? Ah sim, mais algumas próteses de silicone implantadas e seus seios não terão mais inveja dos peitões da Gisele Bündchen… já pensou?! Ainda está insatisfeita? Porque? Ah… não tem cintura. Ora minha amiga, isto também não é problema, faça uma lipo-escultura e a cinturinha fina dos seus sonhos aparece como num passe de mágica, enquanto aquela barriguinha incoveniente some junto, sem que você precise ficar se matando nos ferros da academia. E pronto, lá está você, quase uma top model! My God… ainda falta alguma coisa?! Ah é… a bunda, claro, como eu fui esquecer logo da preferência nacional… desculpa. Mas isto o silicone também resolve, outro implante e seu bundão by Scheila Carvalho vai fazer inveja a todas as suas amigas.

Tem mais uma coisa, mas chega aqui pertinho para eu falar no seu ouvido: dizem por aí, à boca pequena, que fora do Brasil já estão implantando silicone nos lábios (aqueles grandes e pequenos). É… isto mesmo, já pensou? Além de linda, gostosa!!

Pronto! Agora você já pode ser mais uma nesta legião de mulheres-michael. Bem vinda à vida das flores de plástico, mortais ainda, mas só enquanto não descobrem aquele pequeno segredo que ainda falta: o da imortalidade. Será que em breve seremos cyborgs?


(Sarah K > maio 2007) ………………………………………… (foto: desconheço o autor)