Posts com Tag ‘música’

Uma viagem aos sentidos… porque eu também tenho o direito de ficar triste.

[A animação, assinada por Laith Bahrani, é muito linda! ]
[ CREEP é usado também como gíria para dizer: “pessoa que causa arrepios” ]

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Olha aqui… é Ela mesma!!

Recebi este vídeo da Marisa, hoje. Faça que nem ela, leia o *IDÉIAS* e volte sempre!

Quando ouvi esta música e li o poema pela primeira vez (faz tempão) entendi a minha paixão, até então, inexplicável por janelas, e o assombro diante do dilema existencial que o contemplar da imensidão do universo sempre me inspirava.

Ouça, leia…
Leia, ouça…
Deixe-se pasmar por este pulsar infinito e quase mudo.

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[ Ah sim, este post contou com a paciente colaboração da Srta. Rosa ]

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MOINHO esnoba, mas a gente gosta desse seu ‘jeitim’ baiano, inspirado em Cartola quando outrora disse que “o mundo é um moinho”.

Axé aqui nem pensar (vade retro!). Estão na estrada desde 2005, meio samba, meio rock, meio afropop. Hiper dancante com um repertório de forte tendência baiana, no melhor estilo – Caymmi, Gil, Brown, Riachão, Moraes Moreira, Márcio Mello… mas também tem Nando Reis, Martin’ália, Chacal.

O primeiro cd já foi lançado, as músicas bombando na rede prá fazer download, no embalo d’um hit em trilha sonora global.

Melhor escutar, curte aí… Esnoba

… e prá quem não sabe, essa música é do Márcio Mello.

[ Este post foi linkado AQUI ]

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Cazuza continua atual.

Sua forma de expressão intensa, apaixonada, transgressora e de aguçada crítica, conquistou a admiração de milhares de jovens nos anos 80 (despertou uma nostalgia boa aqui), sem esquecer o desconcertante talento poético. Minha filha (16 anos) curte Cazuza demais e não acreditou quando comentei que hoje ele completaria 50 anos.

Rever este vídeo hoje trouxe a sensação que o tempo tem passado depressa demais; exceto a tecnologia que empresta asas supersônicas ao tempo, continua tudo igual (de uma forma positiva) e a música de Cazuza prossegue imortal, remexendo feridas, reavivando emoções. Teriam todos os poetas a alma atormentada? Não sei responder, mas ouvir Cazuza sempre me passa esta sensação.

Noite dessas, uma turma fazia um luau lá na praia do Buracão (aqui no Rio Vermelho) e simplesmente, sem que ninguém esperasse, apareceu Carlinhos Brown (que mora numa casa bem na beirinha da praia) para participar fazendo percussão.
Que luxo, eu pensei… Uma noite desta não tem preço! E lembrei-me de um artigo que li certa vez na ‘Vida Simples’ sobre os sentidos do luxo.

O que é luxo, o que chamamos de chique? Geralmente associamos esses conceitos à riqueza material, sucesso, elegância, glaumour, artefatos de grife; ao prazer e à felicidade de vivenciar situações ou possuir coisas vinculadas a estes conceitos. Entretanto no momento que abstraimos estes significados materiais e despertamos nossos sentidos para pequenos acontecimentos que fazem toda a diferença, que nos causam relaxamento, bem-estar e surpresa, que capturam nossos sentidos conduzindo-os ao mundo incrível do lúdico, percebemos o sentido mais amplo desta palavrinha.

Outro exemplo disso foi esta cena:  manhã, hora do rush. Enquanto uma multidão de pessoas entra e sai de uma estação de metrô, um homem chega calmamente, e próximo a uma cesta de lixo encosta-se à parede, retira um violino da mochila, começa a tocar. A multidão que passa por ali praticamente o ignora, uma única pessoa se dirige a ele, encantada com o ‘clima’ criado, e outras poucas lhe deixam moedas ou param para assistir. Nesse contexto, o músico toca por quase uma hora.

Veja! [o vídeo é curto e acelerado em alguns momentos]

O músico pedinte, na verdade, é um dos mais renomados violinistas do mundo – Joshua Bell. Naquela manhã ele executou, com seu Stradivarius avaliado em mais de 3 milhões de dólares, a mesma sinfonia que havia tocado no Symphony Hall de Boston semanas antes, só que na ocasião a entrada não era franca. Para assisti-lo, assim tocando seu violino, que nem naquela manhã no metrô, bastava pagar a ‘módica’ quantia de U$ 100,00. O Symphony Hall lotou!

Perceber o luxo nas pequenas coisas, na simplicidade é um exercício de libertação. Libertação do stress, da rotina massacrante, do desencantamento, da escravização que a mídia nos impõe ao consumo cego.

Abrir os olhos para o “verdadeiro”.
O verdadeiro significado dos raros e preciosos momentos de genuíno prazer que algumas vezes, no correr apressado das horas, despontam mascarados à nossa frente. A real sensação de felicidade e prazer não custa quase nada, basta estar ATENTO, assim como aquela única pessoa que se dirigiu ao músico pedinte lá na estação do metrô.

[Sobre este episódio leia  AQUI]

** Dizem que Joshua ficou muito decepcionado de não ter sido reconhecido… Já aqui, os baianos muito calorosos, deram as boas vindas a Brown e tendo a lua como testemunha tiveram uma noite puro luxo. **

Hoje passeando pela rede me deparei com duas personalidades muito curiosas. Nem me perguntem porque elas vieram parar aqui no blog juntas, mas me chamou atenção pela coincidência de encontrá-las quase que simultaneamente. Trago-as então para vocês.

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Este cara é MATISYAHU, um cantor que vai se apresentar esta semana aqui em Salvador, no Festival de Verão. Ele é a mais nova sensação nos EUA, é judeu ortodoxo (sim, daqueles que freqüentam assiduamente uma sinagoga!), tem 26 anos, e seu som é um mix de hip-hop e reggae, canta em inglês, mas também usa o hebraico e o iídiche, as letras evidentemente têm cunho religioso. Mas pasmem, circula a boca pequena pela rede que o cara já barbarizou quando adolescente, abandonou os estudos, virou hippie, fumava maconha e tomava chá de cogumelo. Hoje convertido prega o Torah à “la Bob Marley” e começa a despontar no cenário internacional com 3 álbuns já gravados, além de ser destaque na badalada revista Billboard.
Batendo no liquidificador esta mistura louca, fico aqui pensando na grande jogada de marketing que é tudo isto, a mais conservadora de todas as imagens vinculada a um dos sons mais alternativos e “viajantes” de que se tem notícia.
Quer ver e ouvir? É só passear
AQUI! E … boa “viagem”!!!

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A outra agradável surpresa foi esta frase “Um indivíduo livre sexualmente é mais livre em todos os aspectos da sua vida. Será muito mais difícil controlá-lo, condicioná-lo” numa associação entre sexo e política. Saí então à procura do autor de indiscutível verdade, já que me identificara totalmente com esta afirmação. Ela é ALÍCIA GALLOTTI, jornalista e escritora argentina, radicada na Espanha, especialista em sexologia.
Tem vários livros publicados sobre sexualidade, e pesquisando descobri que todos são listados em interesses GLS, um posicionamento já esperado por conta da formação judaico-cristã da nossa sociedade. Mas na verdade, ela enfoca o sexo com a mais absoluta naturalidade e conhecimento, abordando o assunto de uma forma bastante objetiva e esclarecedora, com embasamento científico, mas usando uma linguagem bastante accessível.
Vejam trecho de uma entrevista à revista Época quando de sua visita ao Brasil em set/2005 (confesso que adorei o tom irônico logo nas primeiras respostas):
ÉPOCA – Segundo a pesquisa, os brasileiros fazem sexo três vezes por semana.
Alicia Gallotti – Ah, claro, como os argentinos, os italianos e todos os que têm complexo de macho.
ÉPOCA – As mulheres são mais honestas?
Alicia – Talvez com as amigas. Mas são desonestas com o parceiro. Outro dia, assisti a um documentário feito com várias mulheres. A pergunta feita a todas era: você já fingiu um orgasmo? Todas disseram que sim. Não seria mais fácil indicar ao parceiro o que falta?
ÉPOCA – Muitos reclamam da falta de preliminares e de fantasia. Faltam esses cuidados na hora H?
Alicia – O que realmente faz falta é a pessoa se permitir fazer o que gosta. O que não dá é para transar preocupada com a performance. Queixar-se com o parceiro também é ruim. Não se deve dizer: ”Não faça isso, não gosto daquilo”. Sexo não é guerra. Há maneiras de mostrar ao outro o que dá prazer de uma forma mais sensual do que só se queixar.
ÉPOCA – Quais são as principais preocupações que atrapalham o sexo?
Alicia – Achar que tem de ser o melhor amante do mundo, atingir multiorgasmos. Além disso, há momentos na vida em que o sexo é mais presente e em outros não. Sexo é muito mais mental que genital.

Viver de forma mais plena e responsável a sexualidade é um grande desafio e considero um dos melhores caminhos para uma realização pessoal bem sucedida.
Mais de Alicia, leia
AQUI!(Sarah K > jan/2007)