Posts com Tag ‘relacionamento’

aaaaaaaaaaa-sorry

Encontrei esta foto outro dia aqui, o que me fez lembrar desta outra aqui. Tudo isto traz de volta a velha pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com os homens?
Mais um domingo na praia e algumas mulheres encontram-se por acaso; idades e ocupações diversas e repete-se a pergunta como num côro. Descobrir a resposta já seria tema de pesquisa científica e não é isto que pretendo agora. O problema é que toda esta situação se intensifica quando colocamos mais um ingrediente no caldeirão: o número de mulheres heteros e solteiras é infinitamente maior que o de homens na mesma condição. Este superavit gera uma carência feminina coletiva, quase uma calamidade pública.

O que fazer? Existem algumas alternativas sendo praticadas, como importação de namorados ou os sites de relacionamento (nem sempre confiáveis) que praticam o livre comércio do “amor ao seu alcance”. A primeira alternativa, mostra-se depois de algum tempo muito onerosa, um amor via ponte aérea que se inviabiliza pela distância/ausência e acaba com os dias contados; já a segunda traz inúmeras frustrações, além da possibilidade de golpes e enganos. Em paralelo, ainda existe toda uma questão comportamental, ou seja, as relações hoje em dia se esbarram na crescente propagação do individualismo que dificulta o envolvimento verdadeiro entre as pessoas. Estamos cada dia mais blindados, mais exigentes, mais auto-centrados e infelizmente, mais carentes. Estamos num beco sem saída, onde entramos por livre e espontânea vontade, mas de onde não conseguimos sair, apesar da urgente necessidade.

E foi divagando sobre tudo isto e andando por aí que descobri dois textos ótimos, um do Marcelo Gleiser e outro do Inagaki, que tratam de amor, tecnologia e solidão. Uma mistura com cara de ficção científica, mas que diante de um cenário amoroso tão desanimador estampa-se como uma terrível solução – amor e sexo com robôs.
Será que estamos predestinadas à solidão e por conseguinte a forjarmos artificialmente companheiros sob encomenda? Ou será que esta carência/falta a que somos impostas atualmente não seria um aprendizado sobre o verdadeiro sentido de amar?


[ Já existe um livro sobre o tema, veja:  LOVE + SEX with ROBOTS ]

Irracional

Publicado: 15/01/2009 em romance
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noite-vitti-e-mastroianni

Gostava tanto dela! Tanto que permitia…
E permitia demais, além da conta.
Que conta?
A conta dos outros, que colocava nele ações que nem imaginava.
E como um bom macho, ele acatava.
E entornava o caldo… E estragava tudo.
Felizmente, apenas temporariamente.
Afinal os instintos ainda comandavam tudo … Dos estragos aos perdões.

o beijo – KLIMT

Ele queria segui-la …

… ela inventou um mar no seu rastro e sobre ele um barco. Ele navegou.

E ele quis enxergá-la …

… ela inventou a lua cheia clareando a noite da sua angústia.

Ele desejou não ser mais só …

… ela mostrou-lhe a dor de enfrentar os seus medos.

E enfim, ele quis ser feliz …

… ela então abriu-lhe os braços diante de um abismo e ele se lançou.

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Calma, calma… Não se assuste (ou se anime, rs), este não é um post pornográfico!
E não faça cara feia, anh… Sorria, você está sendo filmado!  [brincadeira prá relaxar após ler este título, rs]

Outro dia vi esta imagem no blog de um amigo e não contive uma gargalhada.
Eu não usaria este argumento, afinal os homens homossexuais gostam do mesmo que nós mulheres heteros e a palavra não é exatamente cu (sem acento, please), é uma palavrinha com tres, quatro ou cinco letras, começando com “P” e levando ainda outros singelos apelidos, rs.

No entanto eles gostam com outra atitude, de uma perspectiva diferente e portanto não os vejo como nossos adversários. São homens que interessam-se por outros homens reciprocamente e esta prerrogativa já os elimina do rol de nossos relacionamentos. Não se tem notícia que algum que optou por esta preferência tenha voltado para o lado de cá (o das mulheres heterossexuais) e se acaso voltasse me causaria desconfiança.

Enfim, mesmo que me desagradem as estatísticas, por outro lado me sinto aliviada que a cada dia eles declarem e pratiquem mais aberta e livremente suas preferências sexuais. Não me agradaria uma relação com um daqueles que ainda não teve a coragem suficiente de sair do armário.

Então, de forma bem simplista me pergunto, se é ‘bom’ ou ‘ruim’, para nós mulheres, que tantos homens optem pela homossexualidade? Poderia impulsivamente dizer que é ‘ruim’, mas estendendo um olhar crítico adiante, nas reformulações dos conceitos de relacionamento, percebo que vivenciamos uma transição, um momento de revolução e redefinição de hábitos e comportamentos ligados a sexualidade, e infelizmente concluo que nos cabe esperar, não passivamente, mas de forma reflexiva, atenta, adaptando-nos de alguma forma; mas por outro lado observo um movimento, daí vocês me perguntam “Qual?“, e eu digo que não sei se é impressão minha, mas o número de homens heteros (comparando com alguns anos atrás) tem escasseado bastante, enquanto uma “multidão” (exagerando um pouco, rs) de homens gays desfila por aí noite e dia.

Qual a solução?
Eu também me pergunto sempre meninas, pensando que com certeza não é a que a figura do post supõe.
Alguém aí tem alguma?

[ Em tempo: eu simplesmente ADORO meus amigos gays (nada contra), são divertidíssimos, alto astral… e a causa disto, segundo afirma meu amigo Lázaro R (que é hetero), é aquela palavrinha mágica que começa com “P” … é, aquela mesma do começo do post, rs! ]

( foto capturada daqui )

no-lugar-certo.jpg

As mulheres são de Vênus, os homens são de Marte”.
Astronomicamente falando, a frase me parece correta. Vênus, mais próximo do Sol, é um planeta mais caloroso, como nós mulheres. Marte, tradicionalmente conhecido pela cor verde (não maduro), assim correlaciona-se pela incipiente maturidade emocional da maioria dos homens. Mas sabemos que esta frase quer dizer muito mais, quer falar das diferenças que muitas vezes atrapalham o entendimento ou que fazem com que um exerça uma enorme atração sobre o outro.

Muito se fala do ruído na comunicação entre o feminino e o masculino. Nós mulheres precisamos externar nossos sentimentos, discutir exaustivamente, demonstrar nossas insatisfações, enquanto eles preferem o silêncio, a introspecção ou apenas o frio contato com os botões do controle remoto da TV. Somos toda sentimento e sensibilidade, apreciamos gentilezas e pequenos detalhes nas atitudes do outro, enquanto eles se esmeram na economia de palavras e na objetividade, que para nós parece significar  simplesmente frieza. Na hora do sexo necessitamos da calma e sutileza das preliminares, da lenta e cuidadosa exploração de nosso corpo, e não apenas dele, mas da nossa alma! Entretanto, para nossa frustração nem sempre é fácil obter e desfrutar desta dedicação. Para eles é tudo tão táctil e visual, tão instantâneo e automático, que mais uma vez atritos podem desequilibrar esta delicada relação. E depois do sexo? Quando queremos desfrutar da intimidade e cumplicidade que o momento propicia, eles apenas querem largar-se sobre o travesseiro ou simplesmente ligar a TV despertando nossa total e completa ira. Outras tantas vezes lançam mão da nossa tão divulgada inteligência emocional e nos cobram atitudes “super”, ou seja, estarmos sempre disponíveis, lindas, cheirosas, bem humoradas, em forma, dispostas ao sexo, sempre compreensivas, etc, etc, não importando o quanto nossa semana tenha sido exaustiva e complicada ou o quanto estejamos simplesmente desejando virar para o lado e dormir vestindo apenas aquele pijaminha básico, confortável e nem um pouco sensual.

Por aqui a quantidade de homens (jovens ou maduros) que optaram pela homossexualidade é gritante, por isto, algumas vezes me passa pela cabeça um comentário que ouvi de um amigo heterossexual (um cara mais maduro) certa vez numa mesa de bar, dizendo que seria muito mais fácil conviver com outro homem, relacionando o fato com o volume de stress que uma relação heterossexual carrega. Diante dessa afirmação, da forte tendência individualista do comportamento contemporâneo e de todas as tensões entre o masculino e feminino observadas anteriormente, pergunto: será que os homens estão introjetando esta necessidade inconscientemente? 

[Blog-amigos, visitem a página SELOS, tem atualização e novas indicações!  😉 ]