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Proseando sobre vida e morte, repressões e prazeres…

“Do pó vieste e ao pó retornarás”  garantem os Católicos.

Os Espíritas, no entanto, acreditam que existe vida após a morte, numa rede incessante de purificação.

Já o Corão ousa afirmar que existe sexo sem culpa após a morte.

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“A tradição católica, amiga do vinho no aquém, não oferece vinho no além, onde os eleitos de Deus serão submetidos a uma dieta de leite e mel. E segundo o ditame, no paraíso os homens e as mulheres estarão juntos, mas serão como irmãos.  Já a tradição islâmica proíbe tomar vinho na Terra, mas o Corão promete vinho incessante no céu. O Corão que condena o adultério na Terra, também promete belas virgens e gentis mancebos, disponíveis em quantidade, para o gôzo eterno no Jardim das Delícias que aguarda os mortos virtuosos. Por influência da vida ultraterrena ou por outros motivos, há trezentos mulçumanos a mais que os católicos.” 
(Eduardo Galeano em O TEATRO DO BEM E DO MAL)

Talvez aí esteja a explicação para o fanatismo religioso dos mulçumanos … ou não. Freud explica?  😛

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Hoje passeando pela rede me deparei com duas personalidades muito curiosas. Nem me perguntem porque elas vieram parar aqui no blog juntas, mas me chamou atenção pela coincidência de encontrá-las quase que simultaneamente. Trago-as então para vocês.

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Este cara é MATISYAHU, um cantor que vai se apresentar esta semana aqui em Salvador, no Festival de Verão. Ele é a mais nova sensação nos EUA, é judeu ortodoxo (sim, daqueles que freqüentam assiduamente uma sinagoga!), tem 26 anos, e seu som é um mix de hip-hop e reggae, canta em inglês, mas também usa o hebraico e o iídiche, as letras evidentemente têm cunho religioso. Mas pasmem, circula a boca pequena pela rede que o cara já barbarizou quando adolescente, abandonou os estudos, virou hippie, fumava maconha e tomava chá de cogumelo. Hoje convertido prega o Torah à “la Bob Marley” e começa a despontar no cenário internacional com 3 álbuns já gravados, além de ser destaque na badalada revista Billboard.
Batendo no liquidificador esta mistura louca, fico aqui pensando na grande jogada de marketing que é tudo isto, a mais conservadora de todas as imagens vinculada a um dos sons mais alternativos e “viajantes” de que se tem notícia.
Quer ver e ouvir? É só passear
AQUI! E … boa “viagem”!!!

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A outra agradável surpresa foi esta frase “Um indivíduo livre sexualmente é mais livre em todos os aspectos da sua vida. Será muito mais difícil controlá-lo, condicioná-lo” numa associação entre sexo e política. Saí então à procura do autor de indiscutível verdade, já que me identificara totalmente com esta afirmação. Ela é ALÍCIA GALLOTTI, jornalista e escritora argentina, radicada na Espanha, especialista em sexologia.
Tem vários livros publicados sobre sexualidade, e pesquisando descobri que todos são listados em interesses GLS, um posicionamento já esperado por conta da formação judaico-cristã da nossa sociedade. Mas na verdade, ela enfoca o sexo com a mais absoluta naturalidade e conhecimento, abordando o assunto de uma forma bastante objetiva e esclarecedora, com embasamento científico, mas usando uma linguagem bastante accessível.
Vejam trecho de uma entrevista à revista Época quando de sua visita ao Brasil em set/2005 (confesso que adorei o tom irônico logo nas primeiras respostas):
ÉPOCA – Segundo a pesquisa, os brasileiros fazem sexo três vezes por semana.
Alicia Gallotti – Ah, claro, como os argentinos, os italianos e todos os que têm complexo de macho.
ÉPOCA – As mulheres são mais honestas?
Alicia – Talvez com as amigas. Mas são desonestas com o parceiro. Outro dia, assisti a um documentário feito com várias mulheres. A pergunta feita a todas era: você já fingiu um orgasmo? Todas disseram que sim. Não seria mais fácil indicar ao parceiro o que falta?
ÉPOCA – Muitos reclamam da falta de preliminares e de fantasia. Faltam esses cuidados na hora H?
Alicia – O que realmente faz falta é a pessoa se permitir fazer o que gosta. O que não dá é para transar preocupada com a performance. Queixar-se com o parceiro também é ruim. Não se deve dizer: ”Não faça isso, não gosto daquilo”. Sexo não é guerra. Há maneiras de mostrar ao outro o que dá prazer de uma forma mais sensual do que só se queixar.
ÉPOCA – Quais são as principais preocupações que atrapalham o sexo?
Alicia – Achar que tem de ser o melhor amante do mundo, atingir multiorgasmos. Além disso, há momentos na vida em que o sexo é mais presente e em outros não. Sexo é muito mais mental que genital.

Viver de forma mais plena e responsável a sexualidade é um grande desafio e considero um dos melhores caminhos para uma realização pessoal bem sucedida.
Mais de Alicia, leia
AQUI!(Sarah K > jan/2007)