Posts com Tag ‘sexualidade’

Calma, calma… Não se assuste (ou se anime, rs), este não é um post pornográfico!
E não faça cara feia, anh… Sorria, você está sendo filmado!  [brincadeira prá relaxar após ler este título, rs]

Outro dia vi esta imagem no blog de um amigo e não contive uma gargalhada.
Eu não usaria este argumento, afinal os homens homossexuais gostam do mesmo que nós mulheres heteros e a palavra não é exatamente cu (sem acento, please), é uma palavrinha com tres, quatro ou cinco letras, começando com “P” e levando ainda outros singelos apelidos, rs.

No entanto eles gostam com outra atitude, de uma perspectiva diferente e portanto não os vejo como nossos adversários. São homens que interessam-se por outros homens reciprocamente e esta prerrogativa já os elimina do rol de nossos relacionamentos. Não se tem notícia que algum que optou por esta preferência tenha voltado para o lado de cá (o das mulheres heterossexuais) e se acaso voltasse me causaria desconfiança.

Enfim, mesmo que me desagradem as estatísticas, por outro lado me sinto aliviada que a cada dia eles declarem e pratiquem mais aberta e livremente suas preferências sexuais. Não me agradaria uma relação com um daqueles que ainda não teve a coragem suficiente de sair do armário.

Então, de forma bem simplista me pergunto, se é ‘bom’ ou ‘ruim’, para nós mulheres, que tantos homens optem pela homossexualidade? Poderia impulsivamente dizer que é ‘ruim’, mas estendendo um olhar crítico adiante, nas reformulações dos conceitos de relacionamento, percebo que vivenciamos uma transição, um momento de revolução e redefinição de hábitos e comportamentos ligados a sexualidade, e infelizmente concluo que nos cabe esperar, não passivamente, mas de forma reflexiva, atenta, adaptando-nos de alguma forma; mas por outro lado observo um movimento, daí vocês me perguntam “Qual?“, e eu digo que não sei se é impressão minha, mas o número de homens heteros (comparando com alguns anos atrás) tem escasseado bastante, enquanto uma “multidão” (exagerando um pouco, rs) de homens gays desfila por aí noite e dia.

Qual a solução?
Eu também me pergunto sempre meninas, pensando que com certeza não é a que a figura do post supõe.
Alguém aí tem alguma?

[ Em tempo: eu simplesmente ADORO meus amigos gays (nada contra), são divertidíssimos, alto astral… e a causa disto, segundo afirma meu amigo Lázaro R (que é hetero), é aquela palavrinha mágica que começa com “P” … é, aquela mesma do começo do post, rs! ]

( foto capturada daqui )

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no-lugar-certo.jpg

As mulheres são de Vênus, os homens são de Marte”.
Astronomicamente falando, a frase me parece correta. Vênus, mais próximo do Sol, é um planeta mais caloroso, como nós mulheres. Marte, tradicionalmente conhecido pela cor verde (não maduro), assim correlaciona-se pela incipiente maturidade emocional da maioria dos homens. Mas sabemos que esta frase quer dizer muito mais, quer falar das diferenças que muitas vezes atrapalham o entendimento ou que fazem com que um exerça uma enorme atração sobre o outro.

Muito se fala do ruído na comunicação entre o feminino e o masculino. Nós mulheres precisamos externar nossos sentimentos, discutir exaustivamente, demonstrar nossas insatisfações, enquanto eles preferem o silêncio, a introspecção ou apenas o frio contato com os botões do controle remoto da TV. Somos toda sentimento e sensibilidade, apreciamos gentilezas e pequenos detalhes nas atitudes do outro, enquanto eles se esmeram na economia de palavras e na objetividade, que para nós parece significar  simplesmente frieza. Na hora do sexo necessitamos da calma e sutileza das preliminares, da lenta e cuidadosa exploração de nosso corpo, e não apenas dele, mas da nossa alma! Entretanto, para nossa frustração nem sempre é fácil obter e desfrutar desta dedicação. Para eles é tudo tão táctil e visual, tão instantâneo e automático, que mais uma vez atritos podem desequilibrar esta delicada relação. E depois do sexo? Quando queremos desfrutar da intimidade e cumplicidade que o momento propicia, eles apenas querem largar-se sobre o travesseiro ou simplesmente ligar a TV despertando nossa total e completa ira. Outras tantas vezes lançam mão da nossa tão divulgada inteligência emocional e nos cobram atitudes “super”, ou seja, estarmos sempre disponíveis, lindas, cheirosas, bem humoradas, em forma, dispostas ao sexo, sempre compreensivas, etc, etc, não importando o quanto nossa semana tenha sido exaustiva e complicada ou o quanto estejamos simplesmente desejando virar para o lado e dormir vestindo apenas aquele pijaminha básico, confortável e nem um pouco sensual.

Por aqui a quantidade de homens (jovens ou maduros) que optaram pela homossexualidade é gritante, por isto, algumas vezes me passa pela cabeça um comentário que ouvi de um amigo heterossexual (um cara mais maduro) certa vez numa mesa de bar, dizendo que seria muito mais fácil conviver com outro homem, relacionando o fato com o volume de stress que uma relação heterossexual carrega. Diante dessa afirmação, da forte tendência individualista do comportamento contemporâneo e de todas as tensões entre o masculino e feminino observadas anteriormente, pergunto: será que os homens estão introjetando esta necessidade inconscientemente? 

[Blog-amigos, visitem a página SELOS, tem atualização e novas indicações!  😉 ]

Hoje trago para vocês uma grande sacada.
A utilização do erotismo de forma inteligente e com muita criatividade em campanhas publicitárias.

Clique nas fotos para vê-las ampliadas … solte sua imaginação e … viaje!!
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Esta do Festival de Cinema Erótico arrasou!!!

Hoje passeando pela rede me deparei com duas personalidades muito curiosas. Nem me perguntem porque elas vieram parar aqui no blog juntas, mas me chamou atenção pela coincidência de encontrá-las quase que simultaneamente. Trago-as então para vocês.

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Este cara é MATISYAHU, um cantor que vai se apresentar esta semana aqui em Salvador, no Festival de Verão. Ele é a mais nova sensação nos EUA, é judeu ortodoxo (sim, daqueles que freqüentam assiduamente uma sinagoga!), tem 26 anos, e seu som é um mix de hip-hop e reggae, canta em inglês, mas também usa o hebraico e o iídiche, as letras evidentemente têm cunho religioso. Mas pasmem, circula a boca pequena pela rede que o cara já barbarizou quando adolescente, abandonou os estudos, virou hippie, fumava maconha e tomava chá de cogumelo. Hoje convertido prega o Torah à “la Bob Marley” e começa a despontar no cenário internacional com 3 álbuns já gravados, além de ser destaque na badalada revista Billboard.
Batendo no liquidificador esta mistura louca, fico aqui pensando na grande jogada de marketing que é tudo isto, a mais conservadora de todas as imagens vinculada a um dos sons mais alternativos e “viajantes” de que se tem notícia.
Quer ver e ouvir? É só passear
AQUI! E … boa “viagem”!!!

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A outra agradável surpresa foi esta frase “Um indivíduo livre sexualmente é mais livre em todos os aspectos da sua vida. Será muito mais difícil controlá-lo, condicioná-lo” numa associação entre sexo e política. Saí então à procura do autor de indiscutível verdade, já que me identificara totalmente com esta afirmação. Ela é ALÍCIA GALLOTTI, jornalista e escritora argentina, radicada na Espanha, especialista em sexologia.
Tem vários livros publicados sobre sexualidade, e pesquisando descobri que todos são listados em interesses GLS, um posicionamento já esperado por conta da formação judaico-cristã da nossa sociedade. Mas na verdade, ela enfoca o sexo com a mais absoluta naturalidade e conhecimento, abordando o assunto de uma forma bastante objetiva e esclarecedora, com embasamento científico, mas usando uma linguagem bastante accessível.
Vejam trecho de uma entrevista à revista Época quando de sua visita ao Brasil em set/2005 (confesso que adorei o tom irônico logo nas primeiras respostas):
ÉPOCA – Segundo a pesquisa, os brasileiros fazem sexo três vezes por semana.
Alicia Gallotti – Ah, claro, como os argentinos, os italianos e todos os que têm complexo de macho.
ÉPOCA – As mulheres são mais honestas?
Alicia – Talvez com as amigas. Mas são desonestas com o parceiro. Outro dia, assisti a um documentário feito com várias mulheres. A pergunta feita a todas era: você já fingiu um orgasmo? Todas disseram que sim. Não seria mais fácil indicar ao parceiro o que falta?
ÉPOCA – Muitos reclamam da falta de preliminares e de fantasia. Faltam esses cuidados na hora H?
Alicia – O que realmente faz falta é a pessoa se permitir fazer o que gosta. O que não dá é para transar preocupada com a performance. Queixar-se com o parceiro também é ruim. Não se deve dizer: ”Não faça isso, não gosto daquilo”. Sexo não é guerra. Há maneiras de mostrar ao outro o que dá prazer de uma forma mais sensual do que só se queixar.
ÉPOCA – Quais são as principais preocupações que atrapalham o sexo?
Alicia – Achar que tem de ser o melhor amante do mundo, atingir multiorgasmos. Além disso, há momentos na vida em que o sexo é mais presente e em outros não. Sexo é muito mais mental que genital.

Viver de forma mais plena e responsável a sexualidade é um grande desafio e considero um dos melhores caminhos para uma realização pessoal bem sucedida.
Mais de Alicia, leia
AQUI!(Sarah K > jan/2007)

De Boca em Boca

Publicado: 08/10/2006 em sexualidade
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……. ……… ……. (achei esta imagem na Net, mas não encontrei o nome do autor)

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Tenho falado tanto de política, em e-mails, em mesa de bar, que resolvi deixar este assunto fora do blog. Aqui só prazer … então …

Inspirada por um e-mail que recebi outro dia de minha amiga virtual Rose, onde um homem (isto mesmo, um homem!) discursava sobre o clitoris com muito conhecimento de causa e conclamava outros homens a descobrirem realmente onde ele fica, como deve ser tocado e a sua importância para a satisfação sexual feminina; e também por conversas polêmicas com algumas mulheres e homens, lembrei-me de um livro que li há três meses atrás: a história da vida de uma mulher egípcia sob o prisma da sexualidade. Num determinado ponto do livro ela conta que numa noite, em meio a uma “DR” brava, o seu companheiro confidencia exasperadamente que já a havia traído com um homem, justificando a atitude com o prazer que o sexo oral, praticado por “quem entende” (palavras do personagem), é muito melhor que o praticado pela mulher.

O que me chamou atenção neste trecho do livro foi o fato da observação masculina a respeito da importância do sexo oral e do fato de muitas mulheres não gostarem de fazê-lo, de se recusarem a fazê-lo ou de fazerem por pura obrigação ou medo de que o parceiro procure outra.
Diversas mulheres queixam-se que os homens não sabem tocá-las com suavidade, que são apressados e insensíveis. Sim, isto é verdade. Mas também me lembrei que vários homens comentam que uma grande parte das mulheres quando fazem sexo oral parecem apressadas, desconfortáveis ou até mesmo meio enojadas. Vamos então falar sobre isto?

Resolvi abordar o assunto com a naturalidade que muitas gostariam de ter no momento de praticá-lo. Na verdade, acho que só deveríamos praticar se realmente desejássemos fazê-lo com entrega e muita satisfação.
Sexo oral, fellatio, ou “boquete” como é vulgarmente conhecido, deve ser um ato praticado com extremo prazer, senão acaba transformando-se numa tortura para o homem e principalmente para a mulher. Preconceitos à parte, na hora que li o desabafo do homem no livro, o entendi perfeitamente.

Assim, como nós mulheres adoramos um sexo oral bem feito, os homens, antes de tudo, deliram com ele. Eu arrisco dizer que é a prática sexual preferida entre a maioria dos homens. E assim como é extremamente desconfortável para nós mulheres, um oral mal feito e apressado, assim o é também para os homens. Por isso, não assumirei aqui o papel unilateral, observando apenas a questão feminina da busca do prazer – acho-a fundamental – e por isto mesmo abordo o assunto por encarar o sexo de forma global. Se queremos obter mais prazer e qualidade no ato sexual, deveremos, também, nos empenhar em oferecer a mesma satisfação ao nosso parceiro.

Daí então amiga, se você resolve fazer sexo oral em seu parceiro, faça bem feito! Não pegue no bichinho como se estivesse com nojo (rs)… pegue com vontade, com propriedade, com desejo, olhe para ele e deixe que esta visão a comova! Demonstre isto, ele vai adorar. Não tenha pressa, entregue-se, esqueça o tempo. Puxe-o delicadamente em sua direção e deixe sua língua deslizar de baixo para cima, e, chegando lá dispense bastante atenção à cabecinha, ali reside o segredo. Deixe sua língua deslizar sobre ela em círculos de uma forma bem suave e sensual, da base para a ponta. Logo abaixo da cabeça tem um trocinho chamado freio, muito sensível, é uma região altamente erotizada no homem; então, sem deixar de segurá-lo, deixe a ponta de sua língua deslizar neste ponto num misto de delicadeza e firmeza. Outra coisa muito prazerosa é o ato de envolvê-lo com sua boca, nesta hora é gostoso imaginar um picolé ou sorvete, aprecie o sabor do seu homem, mas não deixe seus dentes estragarem a festa (rs) … Faça um pouco de pressão com os lábios sempre molhados e capriche, mas sempre volte com a língua para a pontinha, lembre-se que o sexo oral não deve ser monótono, varie os movimentos de forma macia, úmida e quente. Pense que suas mãos, sua boca e língua podem operar milagres. Interaja com seu parceiro, olhe para ele, demonstre seu tesão, seja criativa! Ah, outro lugarzinho de exploração pode ser nos testículos, alguns homens adoram ser abocanhados (rs)… Um de cada vez, suavemente e com cuidado, depois deslize sua língua macia e relaxada na base dos testículos, e suba de volta deslizando suavemente…

Enfim, chupe, aperte, sopre, acaricie e saboreie; tudo com muita suavidade e volúpia. Deguste seu homem, demonstre o quanto ele é gostoso, afinal sexo oral é uma espécie de banquete!
Solte-se e deixe seu tesão comandar. Procure satisfazê-lo plenamente e liberte-se dos tabus e preconceitos, são eles que na maioria das vezes estragam este momento que pode ser inesquecível e extremamente prazeroso principalmente para o homem, que com certeza, feliz e satisfeito vai lhe devolver em dobro!

(Sarah K >out/2006)