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Hoje um post bem à moda “querido diário” (coisa rara aqui).

Estou gripada e de molho em casa… um muito na cama, um pouquinho no computador (que vício!), tomando chazinho de limão, tentando assistir um dvd e observando a rotina doméstica.
Tsc, tsc… se tem uma coisa que detesto são tarefas domésticas, todas sem exceção, principalmente passar roupas e dobrá-las para que fiquem impecáveis, daquele mesmo jeito que as encontramos empilhadinhas sobre prateleiras em lojas.

Infelizmente do mesmo modo que não tenho o mínimo talento nem paciência para arrumar, me faz um bem enorme vê-las todas empilhadinhas e bem passadas, enquanto a simples visão da bagunça de roupas amassadas e mal arrumadas me irrita horrores (maluquices de quem tem ascendente e lua em Virgem).  😛

Outro dia, sem querer, descobri o “Camiseta Dobrator Tabajara“. Com ele qualquer closet nunca mais será o mesmo, dizem que parece coisa de engenheiro ou de arquiteto, mas eu asseguro que é coisa de Virginiano doido mesmo (risos).
Bem… agora só preciso descobrir a engenhoca que passe muito bem as roupas, pois a daqui de casa tem duas mãos e amassa muito bem, obrigado.

( Nota ao leitor: não precisa dizer que eu posso ir a uma lavanderia. Eu não quero, tá bom?! )

Na falta de algo melhor prá fazer, vejam o “Camiseta Dobrator” em ação aí embaixo, é rapidinho!

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Virgem
Agora, entre o final de agosto até finais de setembro, estaremos com o Sol sob o signo de Virgem. Pessoas com Virgem fortemente marcado na sua configuração astral, sejam com Sol, Lua, ascendente ou planetas pessoais, são chamados aqui de virginianos, e não apenas os nascidos neste período.
Virginianos são seres mentais obstinados por organização, método e sistematização. Analíticos, racionais e práticos por natureza, amam a rotina e seus prazeres derivados.
É provável que o armário de um virginiano seja um primor em arrumação. Roupas separadas por cores, ou tipos, ou tamanhos. O computador também não será diferente, terá pastas e mais pastas, uma para cada assunto, com se fossem pequenas gavetas onde armazena separadamente seus apetrechos pessoais. E botem apetrechos nisto, eles adoram guardar coisas e mais coisas … guardam tudo que podem!
Donos de grande habilidade manual não é raro que sejam excelentes artesãos, pois além de tudo são muito detalhistas e bastante minunciosos.
Não toleram falta de inteligência, abominam a burrice e a falta de espirituosidade.
São pessoas que ao encontrar com você certamente estarão lhe observando com tamanha discrição que com certeza você não perceberá, mas ao final do encontro poderá lhe dissecar completamente, avaliando seus pontos positivos e negativos, de uma forma tão natural quanto espantosa.
Virginianos são muito críticos e por isto, às vezes, passam a sensação de serem muito cruéis e ferinos, uma coisa assim impiedosa diante da imperfeição humana. Mas o problema está justamente aí neste ponto, o virginiano está em busca da perfeição. E sabe quem é a sua vítima preferencial? Ele mesmo.
Donos de uma autocrítica ferina são carrascos de si mesmos, não hesitando também em serem os jurados implacáveis da humanidade.
Por serem demasiadamente severos com si mesmos acabam racionalizando demais seus sentimentos, o que às vezes os impedem de levar a vida de forma mais natural e despreocupada. Precisam aprender a deixar fluir os sentimentos, afinal sentimentos servem literalmente para sentir, e deixar por algumas horas o conforto da racionalidade de lado.
Deixo agora com vocês o depoimento de uma amiga virginiana que achei bastante ilustrativo. Deliciem-se!!

“(…) Eu sei desmontar relógios, mas não sei se eu sei, ou se desejo, montá-los de volta. Em linguajar shakespeariano, dir-se-ia que sou hyper-realistic.
Acho que o verdadeiro verbo de virgem, meu signo, é “eu analiso”. Isso pra não ter de assumir a verdade verdadeira, que me obriga a dizer que é “eu critico”. Eu constato que a crítica me faz perder muitas coisas. A auto-crítica mais ainda. A própria análise é perigosa. Ela pode ser dilacerante. A obsessão em desmontar o reloginho, pecinha por pecinha, até que todas estejam separadas, me dá uma visão errônea sobre a essência daquele objeto, afinal o todo não é a soma das peças. Uma vez montadas, segundo um determinado projeto, a alma de todo reloginho, e com um determinado design, o corpo de todo reloginho, ele passa a ter vida própria e se torna algo único, ainda que divisível. Quando olho tudo espalhado, posso ver erroneamente a constatar que, visto na essência, aquilo era na realidade uma coisa feia, cheia de graxa, e não cheia de graça. E pior: ainda me achar a tal por causa disso. Aquele reloginho bonito era, na realidade, uma ilusão, que o meu pretenso virtuosismo mecânico (que infelizmente só serve pra desmontar) conseguiu desmascarar. Terrível engano. E tem mais: O esforço por desmontar pode exigir uma dose brutal de energia afetiva. Uma vez procedido o desmonte, eu constato que já foi devidamente extenuante chegar até ali. Montar tudo de novo está acima da minha capacidade.
Conclusão a que chego: nunca se meter a desmontar aquilo que eu não tenho certeza que posso montar de novo.
Conselho que me dou: Analisar sem dilacerar. Analisar para amar mais e mais. Se isso não acontecer, verificar se a análise não virou desmonte. E desmonte não é engraçadinho não.
Enfim…Não se coloque à minha frente como um reloginho… não me dê instrumentos nas mãos, não me dê oportunidade de desmontar porque por mais que eu saiba que eu posso não saber montar novamente, que não devo dilacerar isso, quando o processo se inicia, sai das minhas mãos a capacidade/habilidade de parar e o rio apenas segue seu curso. Será que você me entendeu?” (rose – junho 2006)

 

(imagem: Dreams II – Vogeler L.)