Blog ACTION DAY
É a proposta de unir a blogosfera mundial num único dia – 15 de outubro – falando sobre um único assunto relevante. Iniciativa que surgiu ano passado e prossegue este ano com o tema “Mudanças Climáticas“.
O aquecimento global deixou de ser previsão há mais de uma década, acho, passando a fazer parte no nosso cotidiano. Enchentes catastróficas, secas prolongadas, tsunamis mais frequentes, tufões e furacões de proporções cada vez mais devastadoras.
Fico pensando qual argumento mais forte para sensibilizar as pessoas quanto à importância de fazer algo desde ontem. Sempre digo que adotar um estilo de vida mais sustentável é uma delas, fugir do desperdício, do consumo desenfreado, ser mais consciente na produção e descarte de lixo, na utilização dos recursos naturais… enfim há muita coisa a ser feita por cada pessoa como cidadão, além das iniciativas em larga escala das nações, como redução da emissão de gases efeito estufa, controle da industrialização, combate ao desmatamento, instalação de políticas de desenvolvimento sustentável mais eficientes.

Qual o argumento mais forte? Talvez o medo do que virá num futuro não muito distante. Isto pode soar alarmista, mas não é uma inverdade. Se continuarmos no ritmo atual muito do que já acontece vai piorar tremendamente. Talvez nós não estejamos aqui para sentir na pele, mas nossos filhos, netos, bisnetos, sim.
Resolvi então compartilhar com vocês algumas das previsões mais catastróficas de pesquisadores menos otimistas. Quem sabe um choque nos tire (pelo menos por alguns minutos) desta letargia.
- A Floresta Amazônica pode transformar-se num deserto
Previsões mais pessimistas afirmam que a floresta poderá sumir por completo até 2050. Além do desmatamento que já contribui com a emissão de gases efeito estufa, o aumento da temperatura fará com que a floresta deixe de exercer uma de suas funções primordiais, a de sumidouro de CO2 (coisas assim que deixam nosso ar respirável e o clima mais ameno). Em lugar da mata exuberante surgirá numa savana seca que seguirá extinguindo-se até atingir a completa desertificação. [fonte]
- A Grande Barreira de Corais (Austrália) pode desaparecer.
Dentro de 20 anos, são as previsões mais pessimistas. Devido ao aumento da temperatura do mar a água tornar-se-á mais ácida causando a redução do seu pH, o que torna inviável a sobrevivência dos corais. Isto aconteceria entre 2030 e 2060 e seria a destruição do maior ecossistema mundial (imaginem os oceanos mortos: os recifes são responsáveis pela formação daquelas piscinas de águas tépidas à beira mar, além de ser o habitat de uma infinidade de espécies marinhas; deles dependem a pesca e o turismo principalmente). [fonte]
- Furacões, tufões e ciclones cada vez mais fortes.
Furacões cada vez mais fortes são previstos devido ao aumento da temperatura da superfície do mar. O Katrina, por exemplo, pertence à categoria 4, com o aquecimento serão comuns furacões de categoria 5 (e não pensem que nosso país estaria fora desta, lembram das últimas ocorrências no sul do Brasil?), além da ocorrência mais frequente de inundações costeiras devido ao aumento do nível dos oceanos. [fonte]
Com a elevação do nível dos oceanos, áreas urbanas de cidades como Londres, Veneza, Nova York, Rio de Janeiro podem ficar completamente submersas dentro de um século (até isto acontecer teremos enchentes e alagamentos cada vez mais frequentes e devastadores, com seu carro sendo levado pela correnteza e você pode estar dentro). [fonte]

- Crescimento do terrorismo e da pobreza
O aquecimento global pode desestabilizar o parco equilíbrio econômico das nações mais pobres, provocando migrações em massa e problemas sociais. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA problemas climáticos causarão um êxodo em massa direcionado às nações mais ricas que nem sempre terão recursos ou interesse em acolhê-los, o que aumentaria o risco de violência (outro problema social potencializado, na minha opinião, seria o narcotráfico). [fonte]
- Diminuição drástica do turismo com forte impacto na economia global.
Com o aumento do nível dos oceanos, ilhas paradisíacas como Maldivas desaparecerão até o final deste século (e não precisa ir muito longe, as praias urbanas desapareceriam e com elas outra fonte de comércio e lazer mais acessível à maioria da população). [fonte]
As geleiras já sofrem uma diminuição diante das mudanças climáticas, invernos secos, verões cada vez mais quentes, a cada ano é visto menos neve nas médias altitudes. Prevê-se que entre 2030 e 2050 várias geleiras, entre elas os Alpes Suiços, terão derretido, o que inviabilizará o turismo na região. [fonte]
- Ilhas desaparecerão deixando imensas populações desabrigadas.
Pelo menos 2000 ilhas em todo o arquipélago da Indonésia, que já sofre com os tsunamis cada vez mais comuns, desaparecerão por completo até 2030 em consequência do excesso de mineração e outras atividades nocivas ao meio ambiente. A Indonésia já perdeu 24 de suas mais de 17500 ilhas. [fonte]
Estas são algumas das catástrofes previstas. Impossível não acreditar em pelo menos uma delas, afinal já vivenciamos coisas parecidas.
Não é difícil imaginar um mundo de clima insuportavelmente quente e incontrolável, com grandes áreas desmatadas, fontes de água e energia escassas e caríssimas, incrivelmente violento e desigual; mesmo não lendo estas previsões, já vivenciamos muito disto no cotidiano de nossas cidades.
Que tal então repensar (e até mudar, um pouco que seja, só para começar) seu estilo de vida? Que não seja por você, afinal são ainda 30 a 50 anos pela frente, mas pelas pessoas que ama, já pensou nisto?
Para não mudar de assunto
Pelo visto não sou só eu que enxerga bem por aqui.
Saiu ontem no Conversa Afiada, e dá prá enxergar bem viu gente, basta um leve esforço (risos):


O “cosmopolitismo” é uma das últimas barreiras do racismo brasileiro contra o presidente Lula.
Faz parte da ideologia da elite branca (e separatista, no caso da elite de São Paulo), o dogma de que o “cosmopolitismo”, o “saber apresentar-se aos estrangeiros”, “freqüentar a Metrópole”, isso é monopólio da elite. Só os tucanos sabem francês.
O Farol de Alexandria materializou o preconceito racial de forma exemplar. Ele se dizia ter “um pé na cozinha”, mas, na verdade, tinha um pé na cozinha do Pedro Moreira Salles.O Itamaraty era território reservado à elite branca.
Fazer sucesso no exterior, só eles.
Fernando Henrique reproduzia nos salões europeus o que se ouvia por onde Pedro II passava: o país não presta, mas o Imperador é ótimo (*).
Quando Obama disse que Lula é “o cara”, “this is my man !”, o PiG (**) menosprezou, porque Obama é negro e, provavelmente, não é americano, como suspeita a extrema-direita americana.
O PiG (**) odeia o Obama.
O que acontece agora, porém, é demais.
Não basta o sucesso dentro do Brasil.
A vingança da marolinha, a redução da pobreza – clique aqui para ler como a urubóloga Miriam Leitão quase desfalece .
Ainda por cima, o sucesso na “metrópole”.
Veja bem, amigo navegante: o mundo passará a debater as questões econômicas numa assembléia de que o Brasil faz parte, o G-20.
O PiG (**) escondeu a notícia ( o Conversa Afiada, não).
E além de esconder, como o Estadão de hoje, na pág. B13, faz questão de ressaltar que o G-20 não vai dar em nada …
Sem falar no Clovis Rossi, da Folha (***), o “cosmopolita” do sótão – o “cosmopolita” do porão é a Eliane Catanhêde.
Que estava em Pittsburgh e não percebeu a passagem do bastão do G-8 para o G-20…
Agora, o Zelaya
A ONU, a OEA, a Europa, todo mundo apóia Zelaya e a atitude do Brasil é exemplar – e central.
É o resultado do peso que a diplomacia do Governo Lula passou a desempenhar.
Os ressentidos, aqueles que construíram a “diplomacia da dependência”, que falava francês no foyer e lá dentro, na coxia, pedia dinheiro emprestado ao FMI, essa diplomacia dos Lampreia, dos Barbosa, dos Azambuja agora vai para os jornais desacatar o Brasil.
É o racismo.
Eles são a vitrine do racismo.
São a Rue du Faubourg Saint-Honoré do racismo de Higienópolis.
Racismo que se manifesta de formas variadas.
Mas, é um só: o racismo contra o nordestino e contra o pobre.
Contra o operário metalúrgico que vai despejar o Fernando Henrique Cardoso na mesma gaveta em que a História depositou o Presidente Eurico Gaspar Dutra. Outro entreguista que a elite adorava.
(Paulo Henrique Amorim)
Assino embaixo Paulo Henrique Amorim!
SENSACIONAL!!!
Sem mais comentários… tudo mais seria redundância.
Reciclagem Energética e a sacola plástica
A indústria do plástico partiu para o contra-ataque, após campanhas para substituição das sacolas plásticas pelas retornáveis de algodão, através de veiculação pela mídia de outra sobre o uso consciente das sacolinhas plásticas (já vi pela TV e pela internet) que pretende reduzir o consumo em 30% além de educar para práticas de reutilização.
Particularmente acho que toda iniciativa é válida, tanto usar sacolas retornáveis, como usar sacolas plásticas de forma criteriosa e consciente. O que realmente importa é reduzir a produção de lixo, afinal banir o plástico definitivamente da nossa rotina de vida é impossível.
A idéia inicial da campanha é produzir sacolas mais resistentes, portanto reutilizáveis e divulgar formas de reaproveitamento e descarte consciente. Mas na verdade, o grande argumento da campanha está na Reciclagem Energética, uma tecnologia amplamente utilizada na Europa, EUA e Japão, dentre outros, que transforma o lixo urbano em energia elétrica e térmica utilizando o alto poder calorífico do plástico para fabricação de combustível.
Como funciona a Reciclagem Energética:
O Brasil, infelizmente, ainda não utiliza a tecnologia em larga escala, entretanto já existe um Centro Tecnológico, o ”Usina Verde” (RJ), uma usina modelo em operação desde 2005 que pesquisa a tecnologia com sucesso. A campanha e seus patrocinadores parecem pretender implementá-la. As estatísiticas são animadoras, imaginem que o lixo urbano produzido por 360.000 pessoas pode fornecer energia para 29.000 residências, além de 20ton/dia de matéria prima para construção civil através do seu sub-produto (as cinzas).
Não deixem de conhecer a CAMPANHA e, o mais importante, praticar a RECICLAGEM, porque só através dela será possível reduzir a produção de lixo e evitar o colapso ambiental do planeta. E isso não é conversa de “eco-chato”, afinal todo mundo está sentindo na pele os problemas ambientais que nosso estilo de vida consumista e inconsequente criou.
O dito “feitiço virando contra o feitiçeiro”. Mas podemos mudar o rumo das coisas mudando a ATITUDE, pense (e pratique) nisto!
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Veja no meu POSTEROUS: uma imagem e uma frase sobre o assunto.
O Tsunami é uma Marolinha

“A crise no Brasil provocará apenas uma “marolinha”.
Lembram desta tirada de Lula? A grande maioria das pessoas discordou. Foi motivo de piada como sempre, que tal afirmação era mais uma da lista dos absurdos ditos por ele.
Pois é, menos de um ano depois, estamos à beira mar curtindo as ondas leves da dita crise que não arrebentou por aqui. Isto é o que diz o Le Monde hoje, num artigo analisando o panorama econômico dos países do BRIC, afirmando que o nosso presidente teve uma “visão bastante correta” sobre o que seria a crise e elogiando medidas adotadas pelo Brasil para combatê-la.
Na época, confesso que fui um tanto cética, mas não discordei do Lula, esperei prá ver. Vivenciando a propagada crise, a cada dia ia percebendo uma ausência da mesma. Consumismo mantido: shoppings movimentados, restaurantes da moda lotados, fila nas concessionárias à espera do carro zero, lançamento de imóveis com stands concorridos… Enfim, eu me perguntava, cadê a crise??
E é isso que o Le Monde explica hoje: a recessão durou apenas um semestre e o PIB, ao final deste, teve um aumento de 1.9%. O mérito disto tudo se deve à estratégia adodata pelo governo, através de políticas que apoiaram e alavancaram o mercado interno.
Conclusão: Lula estava certo.
Muita gente não gosta de concluir isso, afinal criticá-lo é o padrão de comportamento esperado de todo cidadão brasileiro ético e correto.
Simpatizo com o cidadão Lula, sua trajetória de vida, sua visão social, mas também tenho minhas críticas; muita corrupção vindo de um partido do qual se esperava justamente o oposto. Isto é fato, entretanto seus erros, ao meu ver, não retiram seus méritos.
Refletindo sobre isto surge a questão, será que podemos dissociar o homem do partido? Complexo, afinal ele é o comandante; entretanto sabemos que política é terreno lamaçento, jogos de poder estão sempre nos bastidores e no meio do caminho atropelos causados por interesses alheios, alianças discutíveis chocam-se com ideologias e objetivos originais – a usual podridão da política parece não poupar ninguém (verdade indigesta).
Não sou petista, muito menos nego os problemas do atual governo, mas se tem uma coisa que me chama a atenção é a predisposição popular em denegrir sua imagem (e a do Lula na carona). Um exemplo: já perdi a conta da infinidade de e-mails que recebo com informações falsificadas (como a ficha policial de Dilma Roussef, o contra-cheque da aposentadoria do Lula, etc) e/ou com críticas nem sempre verdadeiras. Fica a pergunta, como pessoas que criticam ferozmente a corrupção, paralelamente praticam o mesmo? Mas isto é mais polêmica que renderia outro post.
Enfim… voltando ao tema, o Tsunami foi realmente uma “marolinha”, hein minha gente (riso irônico)? Hoje não vai dar para criticar.
Vejam notícia original no Le Monde ou se preferir no site do BBC Brasil.
Agora que leu tudo, aproveite e divulgue. Saia da mesmice da crítica, afinal como dizia o saudoso Nélson Rodrigues, toda unanimidade é burra.
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AMARCORD
Cinema é a recriação da vida de uma forma simples, porém espetacular; lhe emprestando nova dimensão através de uma tela gigante.
Num retângulo branco, como numa folha de papel onde se escreveria uma estória, projeções de luz a imprimem por meio de cores, sons, luzes e imagens que lentamente vão recriando a vida e seduzindo milhares de olhares que brilham diante desta encadernação animada. Assim cores ganham outra vida capaz de imprimir as mais diversas e inesperadas sensações através da fotografia, onde os visuais recriam e inovam perspectivas. Os gestos em close aumentam a dramaticidade, a luz ou sua falta empresta calma ou tensão aos nossos nervos. A trilha sonora complementa, invocando no nosso inconsciente memórias e associações que vão enriquecendo a estória com nossa experiência pessoal…
Ah, de repente estamos também na tela! O tempo ganha inusitado formato e pode ser aleatório, retroativo, veloz, embaralhado; assim nos sentimos um pouco deuses, capazes de manipulá-lo ao nosso bel prazer.
Enfim, somos tragados por uma espécie de mundo paralelo e durante algumas horas somos conduzidos por uma embarcação que percorrerá um caminho carregado de emoções inquietantes, instigantes, surpreedentes.
Fantástico então quando ele nos coloca diante do “novo”. Escrever esta frase agora, me fez lembrar “Cinema Paradiso”, mas não é daquela criança que quero falar. Isto me aconteceu ao conhecer Fellini, até o final de minha adolescência eu só conhecia o cinema americano… Pasmem!
Numa noite longíqua, perdida no tempo, fui devidamente apresentada a uma capa de VHS (alguém se lembra disto, rs?) onde se lia AMARCORD – até hoje me lembro as formas sinuosas daquelas letras, das figuras estranhas e pouco belas da capa (minha visão da época) – e convidada para uma sessão caseira de um novo cinema.
A falta da enorme tela branca não foi percebida nesta estréia, as emoções desencadeadas pelo filme substituíram-na. Realmente o significado deste nome – AMARCORD: eu me recordo – não poderia ser mais propício para este post.
Xuxa e o Twitter
Não vou nem explicar o que é Twitter, todo mundo já deve saber que é mais nova e badalada ferramenta de mídia social. Criada em 2007, só pegou fama no Brasil agora no começo de 2009 após divulgação na “Época”. Daí então todo mundo rumou prá lá, inclusive as celebridades, visto a facilidade com que promove o contato direto com o fã, como num MSN público; além do potencial de incrível divulgação que oferece.
Muitos famosos já têm, e alguns de vez em quando dão mancadas, vide o caso de Bruno Gagliasso, que twitou o número do celular para todo mundo ver (risos), com certeza teve de trocar o chip, mesmo tendo apagado o tweet logo depois. Não adiantou, várias pessoas já tinham lido e anotado. Tem também o caso do Rubinho que tem de ler as ironias quanto a sua performance nas corridas, ele chega a bloquear os seguidores mais “engraçadinhos”.

Mas de todoas as celebridades, a que pagou o maior mico de todos até agora foi Xuxa Meneghel, que começou em agosto suas aventuras pelo Twitter. Logo nos primeiros tweets da rainha dos baixinhos, os usuários contumazes de internet perceberam o pouco traquejo de Xuxa com a ferramenta; ela twitava sempre em CAIXA ALTA e foi imediatamente corrigida pelos seguidores que a informaram que digitar em caixa alta na Net é a mesma coisa que sair gritando por aí (uma tremenda gafe), ao mesmo tempo os usuários que não seguim Xuxa mas acompanhavam o assunto “xuxa” ironizavam em milhares de tweets sua forma de digitar. Tudo isto foi acompanhado por ela, que podia ler mensagens de pessoas que citavam seu nome. Xuxa, ainda sem entender, tratou logo de explicar: “EU NÃO ESTOU GRITANDO, NEM QUERO SER MAL EDUCADA, GALERA. SEMPRE QUE ESCREVO NO COMPUTADOR, ESCREVO ASSIM. É O MEU JEITINHO!”
Infelizmente explicações não adiantaram muito, os replies irônicos começaram a multiplicar-se numa proporção assustadora pelo Twitter, e obviamente, com ela acompanhando tudo on line. Na segunda-feira passada, dia 24/08 não suportando mais o assédio, desabafou: “PÔ PAREM DE CRITICAR”.
Contudo os acontecimentos não pararam por aí, ela continuava twitando em caixa alta e para completar, cometendo alguns erros de português diante de 72 mil seguidores. Imaginem só, o Twitter é praticamente a mesma coisa que falar em público de improviso, só que ao invés de falar, a pessoa deve escrever. Junte a isto o que fãs de uma celebridade esperam: no mínimo a perfeição. Mas não foi o que aconteceu, ao contrário, tiveram que ler também algumas twitadas em caixa alta e com erros de concordância: “OUTRA COISA , NÃO FIQUEM TRISTE POR EU NÃO RESPONDER TUDO EU FICO DOIDINHA , VOU APRENDER AOS POUCOS TÁ” e “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.
Depois do fato, choveram milhares de tweets ironizando Xuxa. Avaliaram? Imaginem alguém que espera apenas aplausos, confetes e elogios, repentinamente começar a ser alvo de chacotas on line? É, foi isso mesmo que aconteceu! Sem saída, a rainha dos baixinhos teve de corrigir-se, começando a escrever em caixa baixa, argumentando assim: “eu adoro esse jeitinho, mas falaram tanta coisa feia q tô eu aqui de igual prá igual”
Entretanto, mesmo aderindo à caixa baixa, os problemas de relacionamento com os seguidores não pararam por aí. No dia seguinte, quando estava acompanhando a filha no set de filmagens, em algum momento Sasha escreveu pelo twitter da Xuxa: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”.
Sentiram o drama?!!? Mais uma chuva de replies ironizando com o erro da Sasha, que escreveu cena com “s”. Foi a gota d’água. Xuxa não suportando críticas também a sua filha, desabafou irritada e acabou xingando on line: “pra quem não sabe minha filha foi alfabetizada em inglês, vou pensar muito em colocar ela pra falar com vcs, ela não merece ouvir certas m*****”.
Depois disto, Xuxa, no calor da irritação, deletou diversos tweets, entre eles o que continha o xingamento. Coisa absolutamente não recomendada no meio. Deletou também o da filha e deixou uma mensagem para os supostos fãs/seguidores: “fui vcs não merecem falar comigo nem com meu anjo”
E foi assim que o fato se alastrou pela internet. E como isso ocorreu? Simples, quando você escreve no Twitter, todos que te seguem tem acesso imediato e podem ao mesmo tempo retransmitir suas mensagens através da ferramenta RT que vincula a mensagem ao nome da pessoa que a escreveu. O Twitter é uma ferramenta de exposição muito poderosa e ao mesmo tempo que exibe para o bem, pode muito bem surtir o efeito contrário. Perceberam o estrago? Xuxa tem em torno de 70 mil seguidores, imaginem a velocidade com que o xingamento se espalhou. Em pouco tempo o bafafá estava em diversos sites.
Resumo da ópera, Xuxa anunciou que se afastará e também processará o Twitter… Deve estar dificil mesmo de lidar com este impacto sobre sua vaidade. Sua forma de reagir foi no mínimo imatura.
A página dela continua no ar, mas sem os vestígios (que foram bem apagados) da confusão. Que vergonha, hein?!
[ fonte: Maurício Stycer ]
UPDATE (30/08): Xuxa, repentinamente, desmente processo e volta ao Twitter com um novo perfil. Dizem que o perfil é fake, vejam aqui mais detalhes (leiam também os comentários). É… se for verdade, parece que ela refletiu, ouviu vozes da razão e percebeu o papel infantil que estava fazendo. Será mesmo…?
Árido
quando ela chegou
com o aroma das flores
trouxe perfume e cor
à sua vidinha árida
de deserto sem oásis
agora sozinho se perguntava
contemplando ao redor
daquele campo desfolhado
se teria sido pura ilusão
tudo parecia lavado
por um detergente biodegradável
restaram apenas
vestígios de espuma
e algumas chances de semente
(foto: Manuel Sardinha)
Seguro e sem Preconceito
Voltando… ainda sem muita inspiração. Mas o importante é que deu vontade de tocar o blog novamente.
Este vídeo é genial, aborda o sexo seguro de uma forma tão consciente e ampla, não só a forma segura de fazer sexo, mas a postura, sem falsos moralismo, sem preconceito, sem hora marcada, sem idade, sem culpas e sempre com segurança e respeito. Diz tanto em tão pouco tempo. Leve e profundo… melhor ver. Inspire-se!
Enquadramentos
HOME: nosso planeta, nossa casa – Dia Mundial do Meio Ambiente
Trailer do filme HOME, nosso planeta, nossa casa (um documentário de Yann Arthus-Bertrand) que foi filmado em 54 países e será lançado mundialmente hoje (05/06/2009) em mais de 50 países, com dublagem em 14 línguas. Numa sequência única de imagens tomadas num vôo sobre o planeta, o diretor reflete conosco sua preocupação diante da crise ambiental mundial, fazendo da película uma espécie de alavanca para ações que mostram-se urgentes e necessárias para revertê-la.
Vendo este trailer lembrei-me do post do ano passado quando questionei nosso comportamento diante da crise ambiental; resolvi não mais perguntar e sim mostrar algumas estatísticas um tanto pessimistas, mas reais.
Porque faço isto? Talvez para chocar, para gerar questionamentos. Por acreditar que é principalmente pela educação e massificação deste tipo de informação que conseguiremos desencadear um movimento, mesmo que pequeno inicialmente, pela mudança neste cenário crítico. Acreditando, mesmo contra todas as estatísticas, que é possível.
Veja o filme, está nos cinemas e disponível on-line também, a idéia é disponibilizá-lo para todos, pagantes ou não, visto a importância da mensagem.
Num vôo surpreendente, onde o expectador é colocado como observador crítico, seu objetivo é convencer o maior número de pessoas da responsabilidade individual e coletiva em relação ao planeta, através de uma sucessão de imagens contrastantes e impactantes.
UPDATE: em Salvador, está sendo exibido na Sala de Arte da UFBA
E complementando… mais algumas informações sobre a crise ambiental:
- 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta.
GEO4, UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente) 2007- O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de países.
SIPRI Yearbook, 2008 (Instituto Internacional de Pesquisa em Paz de Estocolmo)
OECD, 2008 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)- 5.000 pessoas morrem todos dias por beber água poluída. Um bilhão de seres humanos não têm acesso à água de beber salutar.
UNDP, 2006 (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas)- 1 bilhão de pessoas passam fome.
FAO, 2008 (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)- Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração animal ou biocombustíveis.
Worldwatch Institute, 2007
FAO, 2008- 40% da terra cultivável é degradada.
UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ISRIC World Soil Information- A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem.
FAO, 2005- 1 mamífero em 4, 1 pássaro em 8, 1 anfíbio em 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão desaparecendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural de extinção.
IUCN, 2008 (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais)
XVI Congresso Internacional de Botânica, Saint-Louis, USA, 1999- 75% dos produtos da indústria pesqueira estão extintos, esgotados ou em risco de extinção.
Fonte ONU- A temperatura média dos últimos 15 anos tem sido a mais alta desde o início de seu registro.
NASA GISS data
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A.txt
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A2.txt- A calota polar perdeu 40% de sua espessura em 40 anos.
NSIDC, National Snow and Ice Data Center (Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo), 2004- Poderá haver 200 milhões de refugiados do clima em 2050.
The Stern Review: the Economics of Climate Change
Part II, Cap. 3, pág. 77
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Mórbido

Marcou para encontrarem-se no cemitério, lugar melhor não haveria.
Paulo chegou diante do endereço e duvidou. Seria este mesmo o local do encontro? Olhou novamente para o papel em suas mãos e conferiu, rua, número… Sim, estava certo. Teve certo medo de entrar, já era fim de tarde, logo escureceria, mas foi em frente ainda vacilante. “Ao chegar dirija-se à estátua do anjo em mármore branco“, ele lia o papel e olhava em volta andando apressado.
O anjo de mármore olhava para o alto e suas mãos pareciam suplicar. Ela gostava daquela visão, sentia uma atração mórbida por cemitérios, adorava ver o sol morrer entre as capelas esculpidas rodeadas pelo silêncio absoluto. Sim, o lugar era perfeito para por fim àquele relacionamento com Paulo, tudo havia morrido, o amor, o desejo, a paixão… tudo. Imaginar os mortos lhe rondando lhe daria arrepios, ele era um covarde, ia morrer de medo quando tudo escurecesse e apenas sua lanterna iluminasse a imensa escuridão que se instalaria entre eles, além da dos sentidos que já tomara conta de tudo.
Depois de ouvir que tudo morrera e que não o queria mais, Paulo entrou numa profunda depressão, encostou-se ao túmulo e chorou, enquanto ela tomava um vinho tinto barato aos goles pelo gargalo e olhava a lua que nascia completamente amarela por trás do perfil recortado das cruzes. Pensava no quanto sentia-se leve, livre, tranquila; subiu no túmulo e abraçou-se ao anjo fazendo caras e bocas, rindo por dentro… Aquele silêncio sepulcral combinava com seus sentidos naquele momento, apenas os soluços de Paulo e seus repetidos “porquês?” interrompiam em alguns instantes a saborosa sensação de alívio que desfrutava. Cansada de ouvir seus lamentos – ele mais parecia uma carpideira – tapou os ouvidos e saiu perambulando pelas aléias. Paulo absorto em sua infelicidade nada ouvia, apenas sentiu o toque frio sobre seu braço e assustado olhou ao redor. Uma moça linda, muito branca, de longa cabeleira negra olhava-lhe com compaixão querendo saber o que lhe acontecia. Conversaram um pouco ali junto ao anjo e ela confortava carinhosamente suas dores. Paulo a chamou para saírem dali, ela o olhou surpresa, mas ele não deu-lhe tempo de recusar e a levou pela mão… Ela era tão linda, meiga, delicada, suas feições tinham um quê de melancolia e seu jeito compassivo o encantava.
Levou-a a um bar, pediu algo para beber, mas a garota nada quis, enquanto isso um monólogo era iniciado. Paulo falava, falava, falava e ela o olhava com seus olhos tristes carregados de compaixão – tudo que precisava agora. O garçon o olhava de modo estranho e perguntou se tudo estava bem, ele assentiu, o garçon não parecia convencido e falou que ele deveria ir para casa. Paulo não entendia, olhou para a linda cabeleira negra que terminava sobre os braços muito, muito brancos. A moça acariciou suas mãos, “ela deve estar com frio“, ele pensou ao sentir seu toque. Tentou aquecê-la, tocando-a também, mirando-lhe as formas alvas, deslizando as mãos pelos seus braços magros… Foi quando percebeu os pulsos cortados e o sangue seco que manchava sua pele.
Tinta Eletrônica

E-ink. Está é a versão do século XXI para nossos velhos e amados livros de papel. O concorrente é páreo duro, armazena em torno de 1500 livros num formato slim & soft.
Pensou? Os livros (e todas as publicações literárias), como conhecemos hoje, parecem estar com os dias contados.
Pensei aqui e gostei… Ou não?
Comecei a pensar nas florestas e como esta nova opção é sustentável. Argumento imbatível diante da crise de recursos naturais. Mas fico pensando que minha memória visual e tátil vai levar um bom tempo para se adaptar. Mais ainda, minha sensibilidade.
É certo que publicações como jornais e revistas já migraram quase que totalmente para a internet. Os leitores do New York Times, por exemplo, em sua grande maioria, não compram mais o velho jornal de papel, acessam o conteúdo completo pela internet gratuitamente. Sem falar na imensa variedade de e-books disponíveis para download na rede.
Mas o que é um livro? Você já parou para pensar?
Aquele objeto prismático que desperta nossos sentidos de tão diferentes formas: cores, formatos, texturas, aparência. Abrir um livro, tocar as folhas, sentir seu cheiro, encantar-se pela encadernação, folhear suas páginas aleatoriamente, escrever dedicatórias de próprio punho. Cada livro é único: a capa, as orelhas, o formato. Quantas experiências sensoriais perderemos… Enquanto escrevo isto, penso que as gerações se diferenciam pela forma como travam contato com o meio, os objetos, o conhecimento; e tento imaginar como será a geração que está sendo forjada agora. Penso em “Admirável Mundo Novo” - Aldoux Huxley (preciso reler, já esqueci muita coisa), em como as pessoas viviam num limiar entre o humano e o mecânico. Amedrontador, perceberam?
Mas voltando, o livro eletrônico ou e-ink já é uma febre no 1º mundo, duas marcas dominam o mercado atualmente, a Amazon e a Sony. Custam entre $200,00 e $500,00, são leves, ultra finos, conectam-se à internet, fazem download (cerca de 1 min/livro), possuem tela confortável de 8″ que não emite luz e pode ser lido ao ar livre com incidência do sol. Sua alta capacidade de armazenamento (local + cartão de memória) aliado à ultra duração de bateria permitirá maior flexibilidade aos usuários.
Já imaginaram aquela mochila lotada de livros? Esqueçam! A tortura de levar o mochilão para escola todo dia acabou, assim como a dor nas costas e os prováveis problemas na coluna vertebral. A sua estante que não cabe mais um livro sequer, ou as traças e a umidade devorando-os e ainda aqueles amigos que levam emprestado e nunca mais devolvem? Ler jornal na praia? Vai ser moleza, sem aquela luta mirabolante contra o vento. A pós-graduação e aquela infinidade de livros para comprar? Pode baixar pela internet. Mais uma fatia do mercado que vai sofrer as amarguras da pirataria.
Enfim, vão os anéis e ficam os dedos. Impossível parar o avanço da tecnologia. Aos saudosistas, como eu, resta a certeza de que os livros de papel continuarão… nos museus, como nossas preciosas relíquias caseiras e num futuro não muito distante, como herança de uma geração. Por enquanto, apesar de ser viciada em tecnologia, não abro mão (ainda) dos meus e do lúdico e caloroso contato que eles proporcionam.
( imagem: e-ink da Amazon / fonte: G1 )
Xixi no Banho… Você faz?
Constrangimento durante um papo com amigos, colegas de trabalho/escola ou com o(a) namorado(a): você contando que faz xixi no banho… Imagine a cena. Sua mãe provavelmente lhe ensinou que nunca fizesse. Mas e agora, quando a Fundação SOS Mata Atlântica quer lhe convencer do contrário, você faria?
A campanha que já possui site próprio, super divertido e interativo, é assinada pela agência F/Nazca que utiliza um sapinho como garoto propaganda, já que sapos só conseguem viver em água limpa. Argumento que assegura a preocupação da ONG com a questão da saúde pública. Segundo o pessoal do SOS, deve-se fazer o xixizinho básico logo no início do banho pois desta forma não se transmite nenhum tipo de doença, não seria nojento, nem anti-higiênico. Além do mais, xixi é 95% água, o resto é sal e uréia, sem esquecer que o xixi é seu e o mais importante, que você não tem nojo de si mesmo. Ou tem?!
Agora você me pergunta, o que pretende esta campanha inusitada? Elementar meu caro leitor: economia de água! Com esta atitude, cada pessoa, fazendo no banho uma vez por dia, economizará 4.320 lts/ano.
E você, está torcendo o nariz prá esta sugestão, ou já faz seu xixizinho na surdina e não conta prá ninguém (risos)? Seja qual for o seu caso, não deixe de passar pelo site, vale conferir a campanha e divulgar; os recursos do planeta (principalmente a água) agradecem!
Você tem sede de que?
“Os homens aparentam a vida que levam, talvez todos nós aparentemos. Seus rostos e corpos confirmam o trabalho pesado. Todos são esguios, sem um quilinho de gordura a mais. Parecem curtidos pelo sol, de um bronzeado tão profundo, que provavelmente nunca fiquem páldos no inverno. Suas roupas de trabalho são práticas, grosseiras. Eles não se arrumam, apenas se vestem. Portam também uma dignidade natural. Sem dúvida, alguns são espertalhões, insensíveis, cruéis, mas parecem totalmente presentes, abertos, vivos. Faltam dentes a alguns, mas eles riem à vontade, sem constrangimento. Um menino retardado perambula entre eles, sem que cuidem dele e sem que o ignorem.” (sobre as pessoas do campo - no livro SOB O SOL DA TOSCANA)

O trecho fala de algo tão básico na vida e ao mesmo tempo tão fora de uso: naturalidade e simplicidade. O tema me veio à cabeça outro dia no trabalho quando falávamos de Susan Boyle. Depois de assistirmos o vídeo onde ela se apresentava no “Britains Got Talent” e era ridicularizada pelos jurados e público, aparentemente por ser gorda, feia, ter apenas 46 anos e aparentar quase 60, nunca ter casado, não ter namorado e mesmo assim, sorrindo sempre, dizendo-se feliz. O tom de deboche continuou até ela começar a cantar; a voz era sublime, emocionante. De repente todos calaram, pasmos e extasiados. Uma coisa não combinava com a outra. Quem é feio está fadado ao fracasso, quem é feio não pode ser feliz; parecia ser esta a confusa indignação de milhares de pessoas diante da imagem e da voz de Susan Boyle.
Hoje em dia (leia-se final do sec. XX e início deste), muito mais que em outros tempos, estar fora dos padrões ditados pela sociedade é a pior das pragas, principalmente os de beleza e riqueza. Porque naturalidade e simplicidade adquiriram status de errado? Porque vivemos numa louca corrida atrás de uma suposta felicidade que se traduz sempre na posse material e na busca de uma aparência perfeita e artificial?
Uma colega do trabalho ao terminar de ver o vídeo da Susan disse: “nossa! e ela se diz feliz. mas com tão pouco…?”
Qual a medida da felicidade? Muitos de nós crêem ser dinheiro e beleza.
Beleza é fugaz, inevitavelmente ligada à juventude que um dia nos abandonará. A posse material gera mais insatisfação do que prazer, a cada aquisição nos sentimos mais vazios e desejamos consumir mais. O resultado disto tudo é a produção de mais e mais infelicidade à medida que perseguimos seu oposto. Nesta corrida, esquecemos o cultivo diário de nossa espiritualidade, de cuidar do conteúdo da nossa “embalagem”; esquecemos que paz interior não se compra nem está vinculada a uma bela aparência. Vocês podem me achar piegas e previsível, mas a verdade é que relegamos valores simples e tão intrínsecos à nossa natureza em nome de uma corrida vazia e desenfreada rumo à superficialidade.
Resultado?
Uma legião de pessoas “bonitas”, “ricas” e terrivelmente insatisfeitas. Não aquela insatisfação saudável que nos leva ao crescimento, mas aquela doentia e cega que nos tolhe a capacidade de enxergar além das aparências.
( imagem: Operários – Tarsila do Amaral )
















Dando pitaco