Trailer do filme HOME, nosso planeta, nossa casa (um documentário de Yann Arthus-Bertrand) que foi filmado em 54 países e será lançado mundialmente hoje (05/06/2009) em mais de 50 países, com dublagem em 14 línguas. Numa sequência única de imagens tomadas num vôo sobre o planeta, o diretor reflete conosco sua preocupação diante da crise ambiental mundial, fazendo da película uma espécie de alavanca para ações que mostram-se urgentes e necessárias para revertê-la.
Vendo este trailer lembrei-me do post do ano passado quando questionei nosso comportamento diante da crise ambiental; resolvi não mais perguntar e sim mostrar algumas estatísticas um tanto pessimistas, mas reais.
Porque faço isto? Talvez para chocar, para gerar questionamentos. Por acreditar que é principalmente pela educação e massificação deste tipo de informação que conseguiremos desencadear um movimento, mesmo que pequeno inicialmente, pela mudança neste cenário crítico. Acreditando, mesmo contra todas as estatísticas, que é possível.
Veja o filme, está nos cinemas e disponível on-line também, a idéia é disponibilizá-lo para todos, pagantes ou não, visto a importância da mensagem.
Num vôo surpreendente, onde o expectador é colocado como observador crítico, seu objetivo é convencer o maior número de pessoas da responsabilidade individual e coletiva em relação ao planeta, através de uma sucessão de imagens contrastantes e impactantes.
UPDATE: em Salvador, está sendo exibido na Sala de Arte da UFBA
E complementando… mais algumas informações sobre a crise ambiental:
- 20% da população mundial consome 80% dos recursos do planeta.
GEO4, UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente) 2007- O mundo gasta doze vezes mais em armas do que em ajuda de desenvolvimento de países.
SIPRI Yearbook, 2008 (Instituto Internacional de Pesquisa em Paz de Estocolmo)
OECD, 2008 (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)- 5.000 pessoas morrem todos dias por beber água poluída. Um bilhão de seres humanos não têm acesso à água de beber salutar.
UNDP, 2006 (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas)- 1 bilhão de pessoas passam fome.
FAO, 2008 (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação)- Mais de 50% do grão comercializado ao redor do mundo é usado para ração animal ou biocombustíveis.
Worldwatch Institute, 2007
FAO, 2008- 40% da terra cultivável é degradada.
UNEP (Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente), ISRIC World Soil Information- A cada ano, 13 milhões de hectares de florestas desaparecem.
FAO, 2005- 1 mamífero em 4, 1 pássaro em 8, 1 anfíbio em 3 estão ameaçados de extinção. As espécies estão desaparecendo mil vezes mais rápido do que o ritmo natural de extinção.
IUCN, 2008 (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais)
XVI Congresso Internacional de Botânica, Saint-Louis, USA, 1999- 75% dos produtos da indústria pesqueira estão extintos, esgotados ou em risco de extinção.
Fonte ONU- A temperatura média dos últimos 15 anos tem sido a mais alta desde o início de seu registro.
NASA GISS data
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A.txt
http://data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs/Fig.A2.txt- A calota polar perdeu 40% de sua espessura em 40 anos.
NSIDC, National Snow and Ice Data Center (Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo), 2004- Poderá haver 200 milhões de refugiados do clima em 2050.
The Stern Review: the Economics of Climate Change
Part II, Cap. 3, pág. 77
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- Ilha das Flores
- Última gota
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Green Box?
21/05/2009
Vendo este vídeo me veio a dúvida: qual a melhor opção para embalagem de pizza, esta do vídeo ou a tradicional?
Aqui em casa, ao descartar a embalagem, sempre que possível, separo a parte limpa, que vai para o lixo reciclável. Da forma como vemos no vídeo, toda a embalagem irá para o lixo convencional.
Analisando a idéia pelo princípio dos 3 R’s (reduzir, reaproveitar e reciclar), vemos que Reduz o uso da água que seria utlizada para lavar os pratos, Reaproveita a embalagem, mas peca, inutilizando-a inteiramente, afinal papelão prensado tem potencial de Reciclagem total.
É uma boa idéia quando o assunto é praticidade, mas como embalagem verde eu reprovaria.
Lembrando ainda, que alguns loucos por higiene iriam torcer o nariz imaginando quantas baratinhas passearam pela embalagem quando ela ainda estava no depósito (risos).
( fonte: Rastro de Carbono )
Tinta Eletrônica
15/05/2009

E-ink. Está é a versão do século XXI para nossos velhos e amados livros de papel. O concorrente é páreo duro, armazena em torno de 1500 livros num formato slim & soft.
Pensou? Os livros (e todas as publicações literárias), como conhecemos hoje, parecem estar com os dias contados.
Pensei aqui e gostei… Ou não?
Comecei a pensar nas florestas e como esta nova opção é sustentável. Argumento imbatível diante da crise de recursos naturais. Mas fico pensando que minha memória visual e tátil vai levar um bom tempo para se adaptar. Mais ainda, minha sensibilidade.
É certo que publicações como jornais e revistas já migraram quase que totalmente para a internet. Os leitores do New York Times, por exemplo, em sua grande maioria, não compram mais o velho jornal de papel, acessam o conteúdo completo pela internet gratuitamente. Sem falar na imensa variedade de e-books disponíveis para download na rede.
Mas o que é um livro? Você já parou para pensar?
Aquele objeto prismático que desperta nossos sentidos de tão diferentes formas: cores, formatos, texturas, aparência. Abrir um livro, tocar as folhas, sentir seu cheiro, encantar-se pela encadernação, folhear suas páginas aleatoriamente, escrever dedicatórias de próprio punho. Cada livro é único: a capa, as orelhas, o formato. Quantas experiências sensoriais perderemos… Enquanto escrevo isto, penso que as gerações se diferenciam pela forma como travam contato com o meio, os objetos, o conhecimento; e tento imaginar como será a geração que está sendo forjada agora. Penso em “Admirável Mundo Novo” - Aldoux Huxley (preciso reler, já esqueci muita coisa), em como as pessoas viviam num limiar entre o humano e o mecânico. Amedrontador, perceberam?
Mas voltando, o livro eletrônico ou e-ink já é uma febre no 1º mundo, duas marcas dominam o mercado atualmente, a Amazon e a Sony. Custam entre $200,00 e $500,00, são leves, ultra finos, conectam-se à internet, fazem download (cerca de 1 min/livro), possuem tela confortável de 8″ que não emite luz e pode ser lido ao ar livre com incidência do sol. Sua alta capacidade de armazenamento (local + cartão de memória) aliado à ultra duração de bateria permitirá maior flexibilidade aos usuários.
Já imaginaram aquela mochila lotada de livros? Esqueçam! A tortura de levar o mochilão para escola todo dia acabou, assim como a dor nas costas e os prováveis problemas na coluna vertebral. A sua estante que não cabe mais um livro sequer, ou as traças e a umidade devorando-os e ainda aqueles amigos que levam emprestado e nunca mais devolvem? Ler jornal na praia? Vai ser moleza, sem aquela luta mirabolante contra o vento. A pós-graduação e aquela infinidade de livros para comprar? Pode baixar pela internet. Mais uma fatia do mercado que vai sofrer as amarguras da pirataria.
Enfim, vão os anéis e ficam os dedos. Impossível parar o avanço da tecnologia. Aos saudosistas, como eu, resta a certeza de que os livros de papel continuarão… nos museus, como nossas preciosas relíquias caseiras e num futuro não muito distante, como herança de uma geração. Por enquanto, apesar de ser viciada em tecnologia, não abro mão (ainda) dos meus e do lúdico e caloroso contato que eles proporcionam.
( imagem: e-ink da Amazon / fonte: G1 )
Xixi no Banho… Você faz?
08/05/2009
Constrangimento durante um papo com amigos, colegas de trabalho/escola ou com o(a) namorado(a): você contando que faz xixi no banho… Imagine a cena. Sua mãe provavelmente lhe ensinou que nunca fizesse. Mas e agora, quando a Fundação SOS Mata Atlântica quer lhe convencer do contrário, você faria?
A campanha que já possui site próprio, super divertido e interativo, é assinada pela agência F/Nazca que utiliza um sapinho como garoto propaganda, já que sapos só conseguem viver em água limpa. Argumento que assegura a preocupação da ONG com a questão da saúde pública. Segundo o pessoal do SOS, deve-se fazer o xixizinho básico logo no início do banho pois desta forma não se transmite nenhum tipo de doença, não seria nojento, nem anti-higiênico. Além do mais, xixi é 95% água, o resto é sal e uréia, sem esquecer que o xixi é seu e o mais importante, que você não tem nojo de si mesmo. Ou tem?!
Agora você me pergunta, o que pretende esta campanha inusitada? Elementar meu caro leitor: economia de água! Com esta atitude, cada pessoa, fazendo no banho uma vez por dia, economizará 4.320 lts/ano.
E você, está torcendo o nariz prá esta sugestão, ou já faz seu xixizinho na surdina e não conta prá ninguém (risos)? Seja qual for o seu caso, não deixe de passar pelo site, vale conferir a campanha e divulgar; os recursos do planeta (principalmente a água) agradecem!
Você tem sede de que?
28/04/2009
“Os homens aparentam a vida que levam, talvez todos nós aparentemos. Seus rostos e corpos confirmam o trabalho pesado. Todos são esguios, sem um quilinho de gordura a mais. Parecem curtidos pelo sol, de um bronzeado tão profundo, que provavelmente nunca fiquem páldos no inverno. Suas roupas de trabalho são práticas, grosseiras. Eles não se arrumam, apenas se vestem. Portam também uma dignidade natural. Sem dúvida, alguns são espertalhões, insensíveis, cruéis, mas parecem totalmente presentes, abertos, vivos. Faltam dentes a alguns, mas eles riem à vontade, sem constrangimento. Um menino retardado perambula entre eles, sem que cuidem dele e sem que o ignorem.” (sobre as pessoas do campo - no livro SOB O SOL DA TOSCANA)

O trecho fala de algo tão básico na vida e ao mesmo tempo tão fora de uso: naturalidade e simplicidade. O tema me veio à cabeça outro dia no trabalho quando falávamos de Susan Boyle. Depois de assistirmos o vídeo onde ela se apresentava no “Britains Got Talent” e era ridicularizada pelos jurados e público, aparentemente por ser gorda, feia, ter apenas 46 anos e aparentar quase 60, nunca ter casado, não ter namorado e mesmo assim, sorrindo sempre, dizendo-se feliz. O tom de deboche continuou até ela começar a cantar; a voz era sublime, emocionante. De repente todos calaram, pasmos e extasiados. Uma coisa não combinava com a outra. Quem é feio está fadado ao fracasso, quem é feio não pode ser feliz; parecia ser esta a confusa indignação de milhares de pessoas diante da imagem e da voz de Susan Boyle.
Hoje em dia (leia-se final do sec. XX e início deste), muito mais que em outros tempos, estar fora dos padrões ditados pela sociedade é a pior das pragas, principalmente os de beleza e riqueza. Porque naturalidade e simplicidade adquiriram status de errado? Porque vivemos numa louca corrida atrás de uma suposta felicidade que se traduz sempre na posse material e na busca de uma aparência perfeita e artificial?
Uma colega do trabalho ao terminar de ver o vídeo da Susan disse: “nossa! e ela se diz feliz. mas com tão pouco…?”
Qual a medida da felicidade? Muitos de nós crêem ser dinheiro e beleza.
Beleza é fugaz, inevitavelmente ligada à juventude que um dia nos abandonará. A posse material gera mais insatisfação do que prazer, a cada aquisição nos sentimos mais vazios e desejamos consumir mais. O resultado disto tudo é a produção de mais e mais infelicidade à medida que perseguimos seu oposto. Nesta corrida, esquecemos o cultivo diário de nossa espiritualidade, de cuidar do conteúdo da nossa “embalagem”; esquecemos que paz interior não se compra nem está vinculada a uma bela aparência. Vocês podem me achar piegas e previsível, mas a verdade é que relegamos valores simples e tão intrínsecos à nossa natureza em nome de uma corrida vazia e desenfreada rumo à superficialidade.
Resultado?
Uma legião de pessoas “bonitas”, “ricas” e terrivelmente insatisfeitas. Não aquela insatisfação saudável que nos leva ao crescimento, mas aquela doentia e cega que nos tolhe a capacidade de enxergar além das aparências.
( imagem: Operários – Tarsila do Amaral )
Como assim Doritos??
19/04/2009
Estou um pouquinho atrasada com a nota, o babado foi em março passado. Durante o episódio vários sites manifestaram-se (aqui e aqui alguns exemplos), houveram reclamações ao CONAR e muita pressão que culminou com a extinção da campanha.
A propaganda saiu do ar (em 17/04), mas quem não viu pode agora ver e se perguntar por que em pleno sec XXI uma empresa como a Elma Chips dá uma mancada destas.
Uma campanha infeliz e abertamente homofóbica, apesar de tentar parecer cômica: amigos escutam YMCA (Village People) enquanto passeiam de carro quando um deles se anima começando a dançar ao ritmo da música, os outros caras começam a fazer cara feia numa clara atitude de desdém… Eis que surge o preconceito disfarçado de brincadeirinha.
Como assim: “quer dividir alguma coisa com os amigos, divida um Doritos”? Olha que eu adoro Doritos, mas depois desta vou deixar de consumir. Quanta babaquice! Como uma empresa se presta ao papel de propagar a homofobia desta forma? Vergonhosa, velada, disfarçada de engraçadinha, contribuindo descaradamente para a continuidade do preconceito.
Lamentável.
E eu divido sim algo com meus amigos: o repúdio à homofobia e o apoio à liberdade por qualquer opção sexual!
Branco de olhos azuis – a novela
13/04/2009

Hoje eu estou com a macaca … deixa eu falar, senão engasgo.
A novela do “branco de olhos azuis” continua a todo vapor, agora com gente indignada prometendo processar Lula por racismo ou coisa que o valha (acho que na Veja estão falando disto).
Ok, concordo que a metáfora escolhida para simbolizar o poder econômico dominante (redundância proposital) foi tremendamente infeliz, mas venhamos e convenhamos que estão colocando lenha em excesso na fogueira. Na verdade querem é ver o Lula frito (e ele até colabora). Os insatisfeitos de plantão, na verdade, não perdoam a sua suposta baixa capacidade intelectual e se aproveitam de cada frase mal empregada para tentar desqualificá-lo.
Como sempre, brasileiro tem memória bem curtinha e parece ter esquecido as frases nada recomendáveis de FHC, o nosso memorável presidente, cheio de títulos e diplomas, Doutor Honoris Causa, PhD em “seiláoquê” e blá blá blá. Vamos relembrar algumas? Só não me recordo se ele foi processado por algum compatriota (tenho memória curta também). Talvez não, até porque professores, aposentados e pobres não tem tanto dinheiro sobrando.
- “São uns ignorantes.”
22 de abril de 1998, irritado com os críticos de sua aula inaugural na faculdade do Hospital Sarah Kubitschek.- os aposentados são uns “vagabundos”
20 de maio de 1998, sobre os brasileiros que se aposentam com menos de 50 anos.
detalhe: FHC aposentou-se com 39 anos- os brasileiros são “caipiras ” e os trabalhadores brasileiros, “preguiçosos”
- “Se a pessoa não consegue produzir, coitada, vai ser professor.”
5 de dezembro de 2001, sobre a angústia dos pesquisadores bolsistas- “Eu tenho um pé na cozinha” depois de terminado o mandato, cinicamente acrescentou: “na cozinha francesa”.
- Em entrevista em 05/04/2006 no Programa do Jô, FHC afirmou que o “pobre” quando chega “lá em cima” corre o risco de virar “outra coisa”, ou seja, deslumbrar-se com a mudança social conseguida pela chegada ao poder.
- Em palestra em Washington (março/2005) FHC agradeceu a presença do ex-secretário de estado americano Henry Kissinger e chamou-o de “meu velho amigo”, e acrescentou, referindo-se a ele: “sua produção acadêmica só encontra paralelo na contribuição à política externa dos EUA, ajudando a mudar o mundo, especialmente nos anos 70”. É verdade! Kissinger teve um papel decisivo na implementação da política externa norte-americana nos anos 70, particularmente na América Latina. O “velho amigo de FHC” teve participação direta no golpe de Estado que depôs e assassinou o presidente do Chile (em 11/09/1973), Salvador Allende, eleito legitimamente, levando o terrível general Pinochet ao poder.
Realmente, a capacidade intelectual de FHC não pode ser discutida. Mas o que isso nos adiantou? Além destas frases e mancadas que nada deixam a dever aos deslizes retóricos de Lula, FHC entregou o patrimônio público brasileiro a preço de banana aos grandes capitais privados nacionais e internacionais, depois de sanear empresas públicas com dinheiro do BNDES e financiar essa transferência com juros subsidiados, no maior caso de corrupção da história brasileira (leia mais logo abaixo).
Puxa… será que alguém ainda se lembra disto?? Ah, mas ele não nos fazia passar vergonha durante seus discursos (cof, cof… dá licença que eu vou vomitar).
Mas voltando ao Lula, o que incomoda?
Apesar de toda limitação intelectual de que o acusam, ainda ser reconhecido como porta-voz do terceiro mundo?
Ou quem sabe, ser o presidente com um dos maiores índices de popularidade no mundo, tornando-se um fenômeno internacional?
É… inclusive os “louros de olhos azuis” (a quem ele se referiu metaforicamente) devem estar achando isto, vide seu sucesso no G20. Mas os teimosos louros daqui querem tapar o sol com a peneira procurando detalhes ridículos que possam vir a comprometê-lo. Quanta rigidez… ou será mero preconceito?
( foto: CNN )
[ UPDATE ]
Leia mais:
- A era FHC
- revista Carta Maior
( em tempo: não sou petista, apenas uma brasileira com suas opiniões )
Sobre o amor e outras impossibilidades
10/04/2009

Encontrei esta foto outro dia aqui, o que me fez lembrar desta outra aqui. Tudo isto traz de volta a velha pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com os homens?
Mais um domingo na praia e algumas mulheres encontram-se por acaso; idades e ocupações diversas e repete-se a pergunta como num côro. Descobrir a resposta já seria tema de pesquisa científica e não é isto que pretendo agora. O problema é que toda esta situação se intensifica quando colocamos mais um ingrediente no caldeirão: o número de mulheres heteros e solteiras é infinitamente maior que o de homens na mesma condição. Este superavit gera uma carência feminina coletiva, quase uma calamidade pública.
O que fazer? Existem algumas alternativas sendo praticadas, como importação de namorados ou os sites de relacionamento (nem sempre confiáveis) que praticam o livre comércio do “amor ao seu alcance”. A primeira alternativa, mostra-se depois de algum tempo muito onerosa, um amor via ponte aérea que se inviabiliza pela distância/ausência e acaba com os dias contados; já a segunda traz inúmeras frustrações, além da possibilidade de golpes e enganos. Em paralelo, ainda existe toda uma questão comportamental, ou seja, as relações hoje em dia se esbarram na crescente propagação do individualismo que dificulta o envolvimento verdadeiro entre as pessoas. Estamos cada dia mais blindados, mais exigentes, mais auto-centrados e infelizmente, mais carentes. Estamos num beco sem saída, onde entramos por livre e espontânea vontade, mas de onde não conseguimos sair, apesar da urgente necessidade.
E foi divagando sobre tudo isto e andando por aí que descobri dois textos ótimos, um do Marcelo Gleiser e outro do Inagaki, que tratam de amor, tecnologia e solidão. Uma mistura com cara de ficção científica, mas que diante de um cenário amoroso tão desanimador estampa-se como uma terrível solução – amor e sexo com robôs.
Será que estamos predestinadas à solidão e por conseguinte a forjarmos artificialmente companheiros sob encomenda? Ou será que esta carência/falta a que somos impostas atualmente não seria um aprendizado sobre o verdadeiro sentido de amar?
[ Já existe um livro sobre o tema, veja: LOVE + SEX with ROBOTS ]
Concordo com Obama
06/04/2009
Sei que a notícia é velha (culpa da preguiça sem fim que atacou a dona deste blog) mas vou postar mesmo assim.
Tá rolando um disse-me-disse pela web, todo mundo falando que Obama surtou porque disse, durante o encontro do G20, que “Lula é o cara!”. Outros sem entender como Lula foi parar ao lado da rainha Elisabeth na foto oficial do encontro.
Só tenho a dizer que me diverti deveras com tudo isto. Nada melhor que uma espetada (by 1º mundo) nos preconceituosos tupiniquins de plantão.
Prontofalei!
Leia mais aqui:
- O LFV na sua crônica de hoje conseguiu ser bastante paradoxal quanto ao assunto.
- A metáfora dos olhos azuis, chamada de preconceituosa. Será?
Hora do Planeta
28/03/2009

Ufa, deu tempo de postar!
É hoje o Manifesto A Hora do Planeta , ou melhor, já está sendo, várias cidades estão aderindo, como a Cidade do Cabo – África do Sul que já apagou as luzes agora (18:20h, hora de Brasília). Veja AQUI o vídeo. Avenidas do Kuwait totalmente apagadas, VEJA também.
O *IDEIAS* apóia!
Então hoje, sábado, 28 de março de 2009, a partir de 20:30h, horário de Brasília, durante uma hora, apaguemos todas as luzes em casa.
Mas atenção gente, é um ato simbólico, apenas apaguem as luzes, podem assistir TV, conectar internet e acompanhar o evento pelo mundo. Está mais do que na hora de utilizar com mais respeito os recursos do planeta (não são infinitos e uma hora destas acaba!). Sintonize-se com a consciência coletiva hoje e comece a habituar-se com a idéia de preservação, economia de recursos, sustentabilidade … um dia (com muito trabalho) chegaremos lá!
Apaguem as luzes e aclarem as consciências!
Creep
27/03/2009
Uma viagem aos sentidos… porque eu também tenho o direito de ficar triste.
[A animação, assinada por Laith Bahrani, é muito linda! ]
[ CREEP é usado também como gíria para dizer: "pessoa que causa arrepios" ]
Água tem dono?
25/03/2009

Juro que no dia 22, domingo, eu queria ter vindo aqui escrever, mas fiquei sentada diante da água, embora salgada, mergulhando, ingerindo líquidos que tinham água em sua composição, apesar de ser mais etílica; e mais tarde, usando a água para atividades menos mundanas me lembrei de fechar a torneira quando não a estava utilizando.
E você, o que fez? Espero que não tenha desperdiçado muita água…
É verdade que 1/6 da população mundial já sofre pela inexistência de água potável no seu cotidiano e as previsões continuam desanimadoras mostrando que em breve (2030 – são só mais 20 anos) mais de 1/3 da população mundial perderá acesso franco a esse indispensável bem natural.
Você sabia que se 20.000.000 de pessoas fechassem a torneira toda vez que escovam os dentes ou ensaboam-se no banho seria economizado um volume de água correspondente a 9 minutos ininterruptos das cataratas do Iguaçu? Pensou??
Semana passada eu soube de uma notícia como tantas outras que sabemos todos os dias, mas que me deixou boquiaberta diante do paradoxo.
No Ceará, exatamente no sertão, nas cercanias do município de Nova Jaguaribara, passa um canal de água doce, o Canal da Integração (olha só o nome!). O canal leva a água do Açude Castanhão até Fortaleza com o objetivo de irrigar plantações de frutas tipo exportação e abastecer a região metropolitana e a zona portuária. Tudo perfeito se não fosse um detalhe: durante o percurso, este canal corta uns 15 municípios onde vivem sertanejos sem nenhuma infra-estrutura hídrica, não possuem água encanada e muito menos podem acessar o canal para retirar um pouco de água. Porque não? O governo do Estado, para imperdir o desvio desta água, que passa pela porta dos sertanejos, criou um forte esquema de segurança com guardas motorizados e armados 24 horas, vigiando toda a extenão do canal, além de um circuito de vídeo com câmeras que monitoram toda a área. Todo este aparato ainda conta com o auxílio da polícia militar, numa verdadeira operação de guerra. Enquanto isto os sertanejos, que não tem água em casa, nem para beber, mas que a veem passar todos os dias pela sua porta, se quiserem ter acesso a esta fonte tem de agir como ladrões.
Pois é… Isto tudo me fez traçar um paralelo. O Brasil detém grande parte do manancial de água doce do planeta. Mundo afora, tem quem defenda que a Amazônia é território mundial. Será que num futuro não muito distante entraremos, como os sertanejos do Ceará, numa guerra por esta água?
Enquanto isso jogamos lixo nas ruas mesmo sabendo para onde ele vai, deixamos litros de água limpa literalmente escorrendo pelo ralo e tratamos do assunto com a despreocupação peculiar de quem aprendeu com a cultura do desperdício e da alienação.
Outras ‘logias’
08/03/2009

Choque i-deológico
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Desabafo
16/02/2009

No fundo, no fundo, eu ainda espero o príncipe encantado(¹) que me levará para passear no seu corcel negro(²)… E, evidentemente, devo estar cansada, desmotivada, estressada, desencantada …ada, …ada, …ada, …ada
N.A.:
(1) homem heterosexual gentil, inteligente, bem humorado e apaixonado
(2) sim, eu tenho carro, mas estou exausta de ir dirigindo sozinha a todos os lugares (humptfff!!)
Para os que estão achando que surtei => (é provável) *risos*.
Entretanto, todos estão carecas de saber, eu inclusive (que não estou careca), que príncipe encantado não existe. E homem heterosexual disponível, hein, hein??? (Resposta nos comentários só se for positiva, rs)













