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Eu acredito em Astrologia. Você não?
Não tem problema, nunca é tarde para mudar de opinião, ou pelo menos para se criar uma nova percepção.
Desde o dia 21 de maio, estamos sob o signo de Gêmeos, e assim ficará até o próximo 20 de junho. Mas o que é Sol em Gêmeos? Primeiro, quer dizer que todas as pessoas que nascerem neste período terão o signo solar Gêmeos, mas não é só isto!

Geralmente quando falo de Astrologia, algumas pessoas pensam em horóscopo e dizem: “não acredito nisto, eu sou de tal signo e geralmente não me identifico com o que diz no horóscopo”.

Bem … Vamos deixar claro, logo de cara, que horóscopo não é Astrologia, e sim sua manifestação simplista, banal e mundana. Já esta é uma linguagem científica das mais antigas da humanidade, surgida há mais de 3000 anos, provavelmente na Babilônia, que nos primórdios era utilizada na previsão de eventos naturais, na organização do plantio e da colheita, na medição do tempo, na tomada de importantes decisões dos governantes, etc. Data da Antiguidade Clássica, o primeiro livro de Astrologia, escrito por Ptolomeu (intelectual, astrônomo e matemático grego), que estabeleceu os princípios fundamentais (planetas, casas e signos astrológicos) que até hoje regem a moderna Astrologia.

Mas voltando aos comentários das pessoas sobre crer ou não. Na verdade, o enfoque da Astrologia é ao contrário do horóscopo, diferenciado e pessoal. Cada pessoa é tratada como um ser único, com sua personalidade ímpar. E assim como analisa pessoas, pode analisar países, épocas, empresas, relacionamentos, eventos, etc. Ao contrário do horóscopo, não é determinista nem dogmática, apenas estuda e exprime os potenciais de cada situação ou pessoa, que podem ou não ser postos em prática. Como exemplo, em empresas é utilizada na área de recursos humanos como ferramenta de recrutamento e na esfera de relacionamentos, demonstrando afinidades ou a sua ausência.

Mas e o que é um Mapa Astral? Ele é a síntese da análise astrológica. A moderna Astrologia caminha lado a lado com a Psicologia, Jung utilizou-a como ferramenta de auxílio na análise da personalidade, assim como outros psicólogos ainda hoje a utilizam para tal. Através deste gráfico é mostrada simbolicamente toda a essência e potencial psicológico do indivíduo analisado.

Como falei anteriormente, Ptolomeu , na Grécia Antiga, estabeleceu princípios que até hoje são utilizados na geração gráfica do Mapa Astral. Se você nunca viu um, não tem problema, vai ser fácil identifica-lo, ele é um gráfico baseado num círculo, como uma mandala.
[ Veja aí embaixo o mapa astral de Einstein (clique para ampliar) ]

Lembra quando você estudou Ciências na escola? Sistema solar, planetas, movimento de translação e rotação? Lembrou? Pois é … comece por aí!

A Astrologia é geocêntrica por conveniência, não por ignorância. Mantêm-se até hoje o homem no centro do gráfico por uma questão de interpretação. Já que o homem é o centro dos questionamentos, ele deve estar no centro do mapa e o sistema solar ao seu redor. Partindo daí, temos em torno dele o zodíaco em forma circular dividido em 12 partes onde estão os signos relacionados simbolicamente com constelações (gemini, virgo, taurus, etc) – daí vem o seu signo Solar, ou o signo do dia que você nasceu.

Deste modo, então, o Sol no seu movimento pelo zodíaco a cada dois meses muda de signo e em um ano o percorre, refletindo o movimento de translação da Terra. Do mesmo modo o Sol faz seu movimento aparente em torno de nós (movimento de rotação da Terra) e leva duas horas em cada signo e um dia para percorrer o zodíaco. Desta forma é determinado o signo Ascendente, ou o signo que corresponde à hora que você nasceu. Quando você diz “eu sou Touro e meu ascendente é Leão” está falando destes movimentos.

Então, num mapa astral, para simplificar o entendimento, todos os astros são identificados como planetas (sol, lua, mercúrio … ) que simbolizam determinadas energias: Mercúrio é o intelecto, a racionalidade; Vênus é afetividade, amor; Lua refere-se ao emocional e Marte indica energia direcionada para ação, a agressividade natural. A mistura destas simbologias designa cada personalidade e como numa “Análise combinatória” vai ser impossível encontrar duas pessoas iguais, com tantos elementos a serem combinados.

Enfim … Eu costumo dizer que Astrologia é uma mistura intrigante de misticismo, matemática, grafismo e psicologia, e espero que agora, pelo menos para você, ela tenha deixado de ser uma mera seção de jornal …

… QUASE

Publicado: 16/01/2007 em astrologia

Isto é um exercício de adivinhação astral, uma tentativa brincalhona de descrever “ele” que sabe quase tudo sobre ELE.

Se vocês não estiverem entendendo nada me desculpem, mas, tenham certeza que eu também estou tentando …
Eu imagino que “ele” deve gostar de organização e método, ser extremamente crítico e exigente consigo e um tanto menos com os outros, ser bastante meticuloso e detalhista ao escrever por conta deste Mercúrio que deve orbitar perto do Sol lá dentro da casa da comunicação. Scorpio surgia no horizonte quando ele nasceu e lhe dotou de uma capacidade de ver e viver a vida com tamanha intensidade e profundidade que muitas vezes lhe dói e noutras vibra de desmedida satisfação. Tudo é fortemente vivido, sentido, e não se deixa para falar depois o que pode ser dito imediatamente de forma dura e ferina, se assim foi decidido.
Ao primeiro choro a Lua brilhava em taurus, tudo isto para lhe causar uma necessidade de conservação. Rotinas estabelecidas trazem segurança e uma enorme alegria de viver, um tom de fidelidade canina que tem com a vida. Estar em casa sempre é bom, curtir o conforto e o aconchego do lar lhe dá aquela sensação de proteção que aquece seu peito. Sabe que “possuir” lhe causa uma baita sensação confortável de segurança, mas se “perder” tudo desmorona dolorosamente ao seu redor. Pode até aceitar mudanças, mas que sejam bem refletidas com muita calma e tempo, sem nenhum toque de impulsividade. Mas e o ciúme? Ah, este deve ser o pior inimigo d”ele”.

Por agora, acabo aqui esta tentativa de falar quase nada sobre quem sabe quase tudo sobre ELE. *risos*
(Sarah K > jan/2007) ………………………………………………………………. (foto: Moscolini)

Evolução
(Leila Miccolis)

Meio cabra para escalar montanhas,
meio peixe para emergir profundezas…
Do mar abissal — ancestral
(limo, sal e correntezas) — até à terra:
uma empresa de bilênios de escalada,
em busca talvez da estrada

que só do alto se avista…

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Hoje cumprindo a promessa de falar sobre Capricórnio.
Ontem à noite por coincidência estávamos duas escorpianas num bar com duas amigas capricornianas. Nossa queixa com as duas filhas de Saturno era sobre a rigidez, seriedade e auto-controle destes nativos que não se permitem quase nunca um pouco de impulsividade ou descontração.
Lembrando sempre que esta é uma análise da energia capricorniana e não uma definição dogmática para todos deste signo.
Pessoas com esta energia muito fortemente marcada na sua carta astral natal são persistentes, ambiciosas, auto-controladas, sérias, objetivas, conservadoras, taciturnas, rígidas, determinadas, pacientes, responsáveis, realizadoras e exigentes.
Não existe personalidade mais persistente que esta, quando estabelece um objetivo dificilmente não o alcança, guiados por uma determinação inabalável e um enorme senso de responsabilidade. Ao lado deles pessoas mais descontraídas podem sentir-se pouco à vontade, pois são muito sérios e sizudos, um jeito “sempre alerta” parecendo um radar ambulante. São extremamente controlados, procuram sempre manter-se à distância de situações ou pessoas que exijam muito envolvimento, já que a intimidade e envolvimento emocional são situações que lhes causam muito desconforto pois geralmente podem escapar do seu controle.
Geralmente, por irem sempre em busca dos objetivos são pessoas bem sucedidas materialmente e que valorizam extremamente esta situação. Entretanto devem cuidar-se emocionalmente e buscar compreender-se como estrutura psíquica, evitando repressões que poderão transformar-se em grandes insatisfações emocionais.
Apesar de toda seriedade, determinação e responsabilidade, muitas vezes falta ao capricorniano uma certa dose de confiança, de capacidade de relaxar e deixar as coisas correrem, de se abrir mais, ser menos seletivo e controlado. Isto tudo gera um isolamento que na verdade o deixa infeliz e solitário, condição que ele mesmo se impõe, algumas vezes por escolha, outras por desconfiança e medo de se envolver.
A grande lição de vida para eles é descobrir o equilíbrio entre realização material e emocional, e para isto é imprescindível que quebrem as barreiras do isolamento e frieza e deixem entrar pela janela da sua vida a brisa da descontração e afetividade.

(Sarah K > jan/2007)

ReExistir

Publicado: 29/11/2006 em astrologia
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(Danae – KLIMT)

Hoje enfim sai o post prometido sobre Escorpião. Ando completamente atrasada com meus posts de Astrologia, mas este, pelo menos, saiu no mês do meu aniversário. Parabéns, mesmo atrasado a todos os escorpiões que passarem por aqui!


A pequena morte (Eduardo Galeano)

“Não nos provoca riso o amor
quando chega ao mais profundo de sua viagem,
ao mais alto de seu vôo:
no mais profundo, no mais alto,
nos arranca gemidos e suspiros,
vozes de dor, embora seja dor jubilosa,
e pensando bem não há nada de estranho nisso,
porque nascer é uma alegria que dói.
Pequena morte, chamam na França,
a culminação do abraço,
que ao quebrar-nos faz por juntar-nos
e perdendo-nos faz por nos encontrar
e acabando conosco nos principia.
Pequena morte, dizem;
mas grande, muito grande haverá de ser,
se ao nos matar nos nasce.”
  

 

Quando se afirma que escorpianos são seres dotados de grande energia sexual, nem sempre se imagina qual a conotação verdadeira do sexo para eles. Através dele o escorpiano busca sua verdadeira essência, na entrega ele busca o encontro com si mesmo, o verdadeiro sentido da vida, a plenitude da existência, pois no êxtase da “petit mort” ele se renova e fortalece sua essência. Através do sexo reafirmam sua forte relação com o poder.

A simbologia de Escorpião está intimamente ligada à morte, à transformação a ao ressurgimento. Este trecho de Fernando Pessoa ilustra bem este significado: “Pela morte vivemos, porque só somos hoje porque morremos para ontem. Pela morte esperamos, porque só poderemos crer em amanhã pela confiança da morte de hoje. Tudo o que temos é a morte, tudo o que queremos é a morte, é morte tudo o que desejamos querer (…)”.
Você pode ter pensado: “que deprê…”, mas não, isto é profundo, questionador, foge das superficialidades e frivolidades mundanas e nos lança em reflexões menos imediatistas!
A mudança encontra-se na verdadeira estrutura das coisas e dela não existe escapatória. Transformar-se é o destino de tudo que ousou tornar-se vivo. Neste sentido encaixa-se o conceito de morrer e renascer. A morte ou destruição, no sentido físico, psicológico ou simbólico representa a falta de adaptação a novas circunstâncias ou exigências da existência. Quando algo deixou de ser útil e a morte fustiga uma nova vida, rumamos à obscuridade para então ressurgirmos e florescermos na luz do re-nascimento. Uma vida só é possível com a morte de outra. O início, o fim, o início… Num eterno retorno.
Por isto esta necessidade de aprofundar e transcender que sentem as pessoas com Escorpião fortemente marcado no Mapa astral. Eles precisam sentir verdadeiramente a essência das coisas, das pessoas e da própria vida. Difícil encontrar alguém deste período do zodíaco que se apresente ou comporte-se superficialmente. Aprofundar-se em tudo é seu objetivo, sentir com intensidade é sua realização. A vida ao lado de alguém de Escorpião jamais parecerá sem sentido e banal, sempre será colorida por uma densidade questionadora que busca nada mais nada menos que o aperfeiçoamento. Frivolidade passa ao largo do seu caminho.

São seres misteriosos, magnéticos, sensuais, investigativos, frios, ciumentos, desconfiados, intuitivos, profundos, sedutores, místicos, agressivos, dominadores, seletivos, estrategistas, vulcânicos, possessivos, intensos, vingativos, ferinos e cruelmente francos.
Aproveitando um pouco do folclore que existe em torno desta personalidade controvertida, vou incluir uma pitada de acidez na análise com um texto publicado na Folha on-line, uma versão cínica e irônica sobre os signos do zodíaco. Olhe AQUI o que eles falam dos Escorpiões. O “Horóscopo Maldito” joga pesado com os pobres escorpiões, parece ser uma sina. Em outra associação – com a Santa Ceia (da Vinci) – são relacionados a Judas Escariotes. Excessos que devem ser desmistificados, eu diria. Na verdade esta simbologia abrange extremos, é ao mesmo tempo o signo das alturas e das profundezas, tudo deve ser experimentado e examinado, desde o mais fundo dos esgotos aos mais altos vôos da evolução.
Quer sair correndo quando algum se aproxima de você? Realmente, se facilmente você se acovarda diante de um, é melhor evitá-lo; escorpianos não toleram falta de coragem e fraqueza. Mas se aprecia desafios e é destemido, encontrou a companhia perfeita!

A vingança escorpiana baseia-se no conceito de dívida, e dívidas deverão ser pagas mais cedo ou mais tarde. Desta forma eles geralmente deixam que o universo conspire a seu favor, um belo dia seu devedor será cobrado e evidentemente ele estará por perto. São criaturas que acreditam no “aqui se faz, aqui se paga”, mas não se enganem, são extremamente justos, e na mesma medida, muito frios e insensíveis na aparência, enquanto no seu íntimo fervilham com a intensidade dos seus sentimentos. Para uma boa convivência deve-se respeitar seu espaço pessoal, pois detestam invasões de privacidade e apreciam muito sua individualidade, não abrindo mão de seus segredos. Por isto mesmo, termino aqui esta análise, afinal nem tudo deve ser dito sobre eles.
Enfim, ao cruzar com um, aproveite plenamente este contato, pois depois dele você nunca mais será o mesmo, pode acreditar!

 

(Sarah K > nov/2006)
 

………………………….. (detalhe: Vênus – Botticelli)

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Gente …

desculpem-me a demora em postar novamente, mas na verdade foi proposital. O post anterior causou muitos comentários, polêmica e curiosidade, alguns ficaram surpresos, outros divertiram-se muito com minha naturalidade na abordagem. Eu mesma fiquei muito surpresa com a receptividade e deixei mais tempo para “ouvir” todas as impressões possíveis. Prometo voltar em breve com minha mais nova faceta em ação … Sarah – sexóloga (rs).

 

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Temos apenas mais uns dias com o Sol em Libra e eu ainda não postei nada sobre. Já havia prometido a uma amiga que vive do outro lado do Atlântico e hoje é dia então de pagar esta dívida.
Uma poesia para Libra:

“Equilíbrio
Henriqueta Lisboa

Estar não estando

no riso e no pranto.

Posso ir sem domínio
dentro do possível.

Ser de si o oposto

sem deixar de ser

imóvel movente

que só por angústia

de tempo resvala

para achar o fluxo

do plectro em refluxo.

Pendente da sorte

do imã da força

dos próprios recuos,

o pêndulo pende

mediante a tangência

de eflúvios

que estuam

adversos à inércia.”

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A palavra chave desta simbologia é Equilíbrio. Desta forma, então, podemos considerar os librianos indivíduos conciliadores. Um diplomata sempre em negociação, aparando as arestas e restabelecendo a paz. Existe nestes seres um desejo muito marcante pela Perfeição, o que é externado de uma forma confusa para quem os observa, pois o que ocorre geralmente é que quando se apaixonam por um projeto, não medem esforços para realizá-lo. No entanto, ao final, já estão cogitando algo melhor, porque depois de profunda dedicação, o projeto inicial lhes parece não muito perfeito e então eles abandonam tudo, sem consultar nada nem ninguém, causando desta forma grande confusão e decepção aos que lhe acompanham. Isto tudo demonstra, superficialmente, uma grande inconstância, mas são as oscilações da Balança que na verdade configuram a maior busca da personalidade libriana: a Harmonia através da perfeição.
A Escolha também é um momento muito difícil para os librianos, visto que eles têm um modo muito eqüidistante de ser. A mente oscila entre diversos pontos de vista, ponderando todos, analisando tudo sob vários ângulos – a visão múltipla libriana. Como é difícil aos librianos escolher, vocês não imaginam o quanto!! Isto tudo também porque eles precisam sentir-se justos e imparciais, além de também necessitarem tremendamente de agradar a todos (uma coisa meio que impossível, mas eles procuram obstinadamente a Harmonia, entendam!). Entretanto, isto é uma tarefa facílima para eles, pois são regidos pelo planeta da sedução e sensibilidade. Esta regência lhes confere grande poder de sedução, uma boa dose de charme e refinamento, um jeitinho meigo, gentil e compreensivo e por fim uma elegância natural que independe de status social. Um libriano por mais humilde e simples que seja vai destacar-se pelo charme, beleza e elegância extremamente naturais, que o toque magnético e fascinante de Vênus lhes conferiu desde o momento do nascimento
Relacionar-se com maestria é na verdade o grande trunfo dos librianos. Eles conseguem manter uma aura de encanto em torno de si mesmos, utilizando o charme e a rara habilidade de extrair o melhor de cada pessoa, sendo justo, aproveitando as virtudes e perdoando os defeitos (depois de muita reflexão, lógico!). Por isto são mestres em relacionamento social.

(Sarah K >out/2006)

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Virgem
Agora, entre o final de agosto até finais de setembro, estaremos com o Sol sob o signo de Virgem. Pessoas com Virgem fortemente marcado na sua configuração astral, sejam com Sol, Lua, ascendente ou planetas pessoais, são chamados aqui de virginianos, e não apenas os nascidos neste período.
Virginianos são seres mentais obstinados por organização, método e sistematização. Analíticos, racionais e práticos por natureza, amam a rotina e seus prazeres derivados.
É provável que o armário de um virginiano seja um primor em arrumação. Roupas separadas por cores, ou tipos, ou tamanhos. O computador também não será diferente, terá pastas e mais pastas, uma para cada assunto, com se fossem pequenas gavetas onde armazena separadamente seus apetrechos pessoais. E botem apetrechos nisto, eles adoram guardar coisas e mais coisas … guardam tudo que podem!
Donos de grande habilidade manual não é raro que sejam excelentes artesãos, pois além de tudo são muito detalhistas e bastante minunciosos.
Não toleram falta de inteligência, abominam a burrice e a falta de espirituosidade.
São pessoas que ao encontrar com você certamente estarão lhe observando com tamanha discrição que com certeza você não perceberá, mas ao final do encontro poderá lhe dissecar completamente, avaliando seus pontos positivos e negativos, de uma forma tão natural quanto espantosa.
Virginianos são muito críticos e por isto, às vezes, passam a sensação de serem muito cruéis e ferinos, uma coisa assim impiedosa diante da imperfeição humana. Mas o problema está justamente aí neste ponto, o virginiano está em busca da perfeição. E sabe quem é a sua vítima preferencial? Ele mesmo.
Donos de uma autocrítica ferina são carrascos de si mesmos, não hesitando também em serem os jurados implacáveis da humanidade.
Por serem demasiadamente severos com si mesmos acabam racionalizando demais seus sentimentos, o que às vezes os impedem de levar a vida de forma mais natural e despreocupada. Precisam aprender a deixar fluir os sentimentos, afinal sentimentos servem literalmente para sentir, e deixar por algumas horas o conforto da racionalidade de lado.
Deixo agora com vocês o depoimento de uma amiga virginiana que achei bastante ilustrativo. Deliciem-se!!

“(…) Eu sei desmontar relógios, mas não sei se eu sei, ou se desejo, montá-los de volta. Em linguajar shakespeariano, dir-se-ia que sou hyper-realistic.
Acho que o verdadeiro verbo de virgem, meu signo, é “eu analiso”. Isso pra não ter de assumir a verdade verdadeira, que me obriga a dizer que é “eu critico”. Eu constato que a crítica me faz perder muitas coisas. A auto-crítica mais ainda. A própria análise é perigosa. Ela pode ser dilacerante. A obsessão em desmontar o reloginho, pecinha por pecinha, até que todas estejam separadas, me dá uma visão errônea sobre a essência daquele objeto, afinal o todo não é a soma das peças. Uma vez montadas, segundo um determinado projeto, a alma de todo reloginho, e com um determinado design, o corpo de todo reloginho, ele passa a ter vida própria e se torna algo único, ainda que divisível. Quando olho tudo espalhado, posso ver erroneamente a constatar que, visto na essência, aquilo era na realidade uma coisa feia, cheia de graxa, e não cheia de graça. E pior: ainda me achar a tal por causa disso. Aquele reloginho bonito era, na realidade, uma ilusão, que o meu pretenso virtuosismo mecânico (que infelizmente só serve pra desmontar) conseguiu desmascarar. Terrível engano. E tem mais: O esforço por desmontar pode exigir uma dose brutal de energia afetiva. Uma vez procedido o desmonte, eu constato que já foi devidamente extenuante chegar até ali. Montar tudo de novo está acima da minha capacidade.
Conclusão a que chego: nunca se meter a desmontar aquilo que eu não tenho certeza que posso montar de novo.
Conselho que me dou: Analisar sem dilacerar. Analisar para amar mais e mais. Se isso não acontecer, verificar se a análise não virou desmonte. E desmonte não é engraçadinho não.
Enfim…Não se coloque à minha frente como um reloginho… não me dê instrumentos nas mãos, não me dê oportunidade de desmontar porque por mais que eu saiba que eu posso não saber montar novamente, que não devo dilacerar isso, quando o processo se inicia, sai das minhas mãos a capacidade/habilidade de parar e o rio apenas segue seu curso. Será que você me entendeu?” (rose – junho 2006)

 

(imagem: Dreams II – Vogeler L.)

foto: Aaron Chang

O Sol, desde 23 de julho, está em seu domicílio zodiacal – Leão.
Uma das simbologias mais polêmicas do zodíaco. A energia leonina nunca passa despercebida onde quer que se encontre. Tal qual o Sol, seu regente zodiacal, a natureza leonina é iluminada, calorosa, centralizadora, carismática, dramática, entusiasta, generosa, amorosa, extrovertida, confiante, espontânea, benevolente e orgulhosa. Desta forma, as simbologias de regente e regido equivalem-se como tal: reis. O brilho do astro rei unido à vitalidade e força do rei dos animais.
Então, não é à toa, que pessoas com energia Leonina fortemente marcada em seus mapas sintam que têm o direito divino dos reis. Elas precisam ser o centro das atenções, esta atitude lhes é vital. São seres marcados por uma forte necessidade de serem amados, seguidos, admirados e reverenciados. O leonino assim age por estar à procura da sua identidade, do que ele É, da sua luz própria. A lenda descrita abaixo ilustra muito bem o funcionamento da simbologia de Leão.

“Parsifal vivia na floresta sozinho com sua mãe e não sabia quem era seu pai. Um dia encontrou alguns cavaleiros com suas armaduras brilhantes e resolveu segui-los. Vai à procura do pai ou à procura de si mesmo. Deixa o conforto da sua casa em busca do futuro perigoso, mas maravilhoso e atrativo. No meio da floresta tem uma visão: vê um castelo envolto em neblina, rodeado de ouro e incenso onde um rei velho e doente está tirando sangue envenenado de uma ferida na sua perna; para isso usa a ponta de uma lança. De repente, entra uma bela mulher com uma bandeja, uma espada e uma taça. Parsifal perguta: “O que significa isso?” E uma voz lhe responde que essa era uma pergunta mágica e agora o rei estava salvo, por isso Parsifal ganharia o castelo e a princesa. Nesse ponto Parsifal acorda e resolve procurar o castelo de sua visão. Essa busca é o processo de amadurecimento pelo qual ele precisa passar para se descobrir. Assim, vai o Leão à procura da sua identidade rodeando-se de um mito, de brilho e opulência que podem ser as suas exibições e constantes auto afirmações. Entretanto, o Leão que já se encontrou não precisa de dramatização, pois não procurou lá fora, procurou dentro de si e achou com a sua identidade a sua grande capacidade de criar. É o iluminado.”

(fonte: Conhecimento da Astrologia – Anna Ma C. Ribeiro)

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A verdadeira manifestação leonina não precisa de refletores … ela já é a própria luz.

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